quinta-feira, 14 de maio de 2009

A teoria do Big-Bang, que explica a origem dos planetas, do Sol e das estrelas!


Você já deve ter olhado para o céu e perguntado: de onde vieram os planetas, o Sol, as estrelas?


Ou olhado para a Terra e perguntado de onde vieram as rochas, os animais, as plantas e os seres humanos. Para os cientistas, tudo o que existe no universo veio de uma bolha que, há cerca de 10 ou 20 bilhões de anos, surgiu em um tipo de "sopa" quentíssima e começou a crescer, dando origem a toda a matéria que conhecemos.


Essa bolha era formada de partículas de luz (fótons) e outras partículas minúsculas, que se criavam e se destruíam o tempo todo. Os cientistas chamam essa teoria que tenta explicar a origem de todas as coisas de Big-Bang, expressão em inglês que quer dizer "Grande Explosão". À medida que crescia, a bolha mudava: ela ficou, por exemplo, bem mais fria. Quando o universo completou 500 mil anos de idade, a temperatura da bolha era de 10 mil graus Celsius!


Com o tempo, as partículas também começaram a ficar diferentes umas das outras. Essas partículas minúsculas foram se juntando e formando átomos cada vez mais pesados. Os primeiros átomos a surgir foram os de hidrogênio, elemento mais simples que existe na natureza, e os de hélio. Esses elementos se misturaram, formaram nuvens e uma parte delas gerou estrelas. Os elementos mais complexos que o hélio foram formados pelas estrelas. Outra parte dessa nuvem que produziu as estrelas formou um tipo de "disco", girando em torno delas. Nesses discos, surgiram "pelotas" que cresceram até virarem planetas e seus satélites. Inicialmente, os planetas eram muito quentes. A Terra, por exemplo, não tinha água líquida quando se formou. Foram necessários milhões de anos para que se resfriasse. Isso permitiu a formação de rios e oceanos, nos quais os cientistas acreditam que surgiram as primeiras formas de vida, e a partir das quais vieram os bichos, as plantas e o homem.


Mas nem todos os cientistas concordam sobre detalhes do Big-Bang. Uns acreditam que a matéria existente no universo formou primeiramente as galáxias, que ficaram tão grandes que se quebraram e os pedaços viraram as primeiras estrelas. Outros acham que ocorreu o contrário: primeiro surgiram as estrelas e, aos poucos, elas foram se juntando e formaram as galáxias. Seja como for, as galáxias povoaram todo o universo. É raro existir uma galáxia isolada. Elas tendem a se juntar em grupos que podem incluir desde dezenas de galáxias até superaglomerados, com milhares delas. A Via Láctea, galáxia onde estão o Sol e os nove planetas (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão), formou-se nessa fase.


Há outras teorias para explicar a origem do universo, mas por enquanto o Big-Bang é a teoria mais aceita. Com o passar do tempo, os cientistas foram reunindo dados para provar que o Big-Bang realmente aconteceu. Com os telescópios modernos, eles têm conseguido observar cada vez mais longe o universo, e com o satélite norte-americano Cobe, eles puderam "fotografar" um momento muito próximo à origem do universo.


Adaptado do artigo originalmente publicado em Ciência Hoje

Tenha sucesso em sua vida...

Muitas pessoas querem ter sucesso na vida, mas não tem em mente a definição clara desta palavra. E é justamente por causa disso que a maioria se frustra e o desejo do sucesso acaba em desilusão.
O que é ter sucesso pra você?
Para alguns talvez seja ter status, uma bela casa na praia, um carro importado, ser realizado profissionalmente, ter um sobrenome de peso. Para outros pode significar ter uma família feliz, ter filhos saudáveis, ter uma casa, muitos amigos. No dicionário Aurélio a definição é que se trata de um acontecimento, uma ocorrência, um resultado, que alcança grande êxito, popularidade.
Entretanto existem pessoas que desejam o sucesso dos outros, a família dos outros, o carro importado do vizinho, o status do amigo e, por isso passam a vida somente perseguindo o sucesso e nunca o alcançam.

Sucesso é uma conseqüência, o resultado de algum acontecimento, de alguma ação.
Aquele que persegue o sucesso alheio estará em busca de algo que não é seu.
Está buscando o resultado e esquecendo-se da causa, isto é, o que o outro fez para merecer esse sucesso? Por que ele conquistou o que tanto almejo e eu ainda não consegui conquistar?
No final das contas, ele estará sempre desejando o que não tem.
Existe também o que eu chamo de sucesso imposto, ou sucesso obrigatório. É quando de alguma maneira somos obrigados a conquistar o sucesso que nossos pais, família, chefes desejam. Infelizmente é muito comum acontecer estas imposições ainda nos dias de hoje.
Nesse caso, a definição de sucesso vem dos outros e não de nós mesmos. Então, pare e pense: a conquista do sucesso será para realização de seu sonho ou do sonho de outra pessoa?
O tal sucesso é uma conquista diária. É conseqüência. É resultado. A maioria das pessoas bem-sucedidas revelou em uma recente pesquisa, que só perceberam que tinham conquistado o sucesso algum tempo depois. Da mesma forma que um construtor não tem como edificar o último andar de um edifício sem considerar os andares de baixo, o sucesso exige todo um processo muitas vezes com graus de dificuldades e algumas barreiras, mas para que você alcance o seu objetivo e não caia em algumas armadilhas sugiro que leve em conta os seguintes pontos:
Primeiro - Sucesso é uma conseqüência. Devemos chamá-lo de realização. Não se almeja o sucesso e sim um objetivo. A realização de nosso objetivo é o nosso sucesso. Trace um objetivo e se planeje para alcançá-lo.
Segundo - Perceba que a sua vida é cheia de desafios e cada etapa vencida já e considerada um sucesso. Para se chegar a um objetivo você deve traçar metas. Isso não significa que você tenha que se contentar com pouco, mas valorizar todo pequeno sucesso que já tenha tido.
Terceiro - Não tente alcançar o sucesso do outro. Conquiste seus próprios objetivos.
Quarto - Existem vários tipos de sucesso, não só o profissional. Lembre-se que você deve ter sucesso na família, na saúde, no convívio social. O equilíbrio entre todas essas áreas é um sucesso. Descarte o que é impossível ou fora do seu alcance para não gerar frustração.
Quinto - O sucesso é compartilhado, não se alcança sozinho e pode levar tempo. Se for rápido, melhor. Porém, não há mal algum em alterar o prazo que você estipulou para ele.
Sexto - Cada um corre atrás do que lhe convém. O sucesso é conseqüência de vários fatores, inclusive sorte. É você quem deve mandar no seu sucesso. Não vá atrás das convenções, das regras impostas pelos outros. Não se preocupe em conquistar o sucesso
que sua mãe, mulher, marido, pai, amigo ou chefe está lhe cobrando. Não tente impor o seu objetivo para os outros. Cada um tem o seu. Reconheça e se valorize, mesmo que não tenha sido completo. Nem sempre aquele que ganhou o Oscar foi o melhor.
Sétimo - Não sinta raiva quando alguém conseguir chegar lá. Ao contrário, torça pelo sucesso dos outros. Isso é bom, pois se ele conseguiu você também poderá. Você está querendo montar um negócio, está pesquisando. O que é melhor: saber que seu vizinho montou uma loja e está prosperando, ou saber que ele faliu? Com certeza o sucesso do amigo irá lhe motivar a tentar também.
É importante perceber que o sucesso é uma conquista passo a passo. Nunca menospreze as pequenas vitórias. Elas fazem parte da trajetória para a conquista de grandes objetivos. Independentemente da sua condição social, profissão ou formação escolar sempre existirá algo a mais esperando por você.
Acredite!
Claudio Haddad
Formado em Jornalismo e artes cênicase é autor do livro “A arte de ser Você”.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Frase de Reflexão

Quando não se pode falar bem de uma determinada pessoa, o melhor mesmo é que não se diga nada, porque a demasiada atenção que dedicamos a observar ou criticar os defeitos alheios deve ser dada aos nossos próprios defeitos, tentando corrigi-los.

domingo, 10 de maio de 2009

Homenagem ao Dia das Mães

Ser Mãe
É ver o que é melhor para o seu filho;
É estar ao lado do seu filhote ou filhota em todos os momentos de sua vida;
É ver o que acontece na vida de seu filho e tentar ajuda-lo;

É esperar o seu filho chegar tarde da noite, com seu jantar ainda quente;

É se preocupar se o filho levou um agasalho numa noite fria, para não pegar nenhum resfriado.
Ser mãe é uma bênção que Deus proporcionou às mulheres

Feliz Dia das Mães!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Veja as principais alterações da reforma ortográfica

Confira abaixo as principais alterações
K Y W
O alfabeto passa a ter 26 letras. O “k”, o “y” e o “w” voltam a fazer parte da língua portuguesa. Elas eram consideradas letras estrangeiras desde a reforma ortográfica de 1943.
LINGÜIÇA / LINGÜIÇA
Não se usa mais o trema. Ele permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas, como em “Müller” e “mülleriano”. “Lingüiça” passa a ser “linguiça”.
ÉI / EI ÓI / OI
Não se usa mais o acento nos ditongos abertos “éi” e “ói” nas palavras paroxítonas. “Alcatéia” fica “alcateia”, “platéia” vira “plateia”, “jibóia” passa a ser “jiboia”, “idéia” será “ideia”. O mesmo ocorre com “heróico” (“heroico”), “jóia” (“joia”) e “geléia” (“geleia”).
ÉIS ÉU ÉUS ÓI ÓIS
A regra anterior é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em “éis”, “éu”, “éus”, “ói” e “óis”. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféus.
IÚ / IU
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois do ditongo. Essa regra engloba pouquíssimas palavras da língua portuguesa. Exemplos: “feiúra” vira “feiura”, “baiúca” será “baiuca”, assim como “bocaiúva” que passa a ser “bocaiuva”.
UÍ IÚ IÚS
Se a palavra for oxítona e o “i” e o “u” estiverem no final, formando um hiato, sozinho ou seguido de “s”, o acento permanece. É o caso de Piauí, tuiuiú e tuiuiús.
ÔO / OO ÊE / EE
As vogais “e” e “o”, quando dobradas, não serão mais acentuadas com circunflexo. Assim, “abençôo” passa a ser “abençoo”, da mesma forma que “enjoo” e “voo”. A mesma regra vale para a terceira pessoa dos verbos “crer”, “dar”, “ler” e “ver”, que passam a ser simplesmente “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
PÁRA / PARA
O acento diferencial deixará de existir em “pára” (verbo parar), “péla” (verbo pelar), “pêlo” (substantivo), “pólo” (substantivo), “pêra” (substantivo). No entanto, o acento permanece em “pôde” (para diferenciar do presente “pode”) e em “pôr” (verbo) para diferenciar da preposição “por”.
TEM / TÊM VEM / VÊM
Permanece o acento que diferencia o singular do plural nos verbos “ter” e “vir”, e seus derivados. “Ele tem eles têm”; “ele vem eles vêm”; “ele mantém eles mantêm”; “ele convém eles convêm”.
FORMA / FÔRMA
É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras “forma” e “fôrma”, que hoje não existe no Brasil. Em alguns casos, o uso do acento fica mais claro: “Qual a forma da fôrma do bolo?”.
ARGUIR
Não se usa mais o acento agudo no “u” tônico da segunda e terceira pessoas do singular dos verbos “arguir” e “redarguir”, assim como na terceira pessoa do plural. “Tu argúis” vira “tu arguis”; da mesma forma que “ele argúi” passa a ser “ele argui”; “eles argúem” será “eles arguem”.
ÓPTIMO DIRECTOR
No português lusitano, deixaram de existir as letras que não são pronunciadas, mas, por um questão de etimologia, permaneciam nas palavras. É o caso de “óptimo”, “director”, “acção”, “afectivo”. Essas palavras passam a ser escritas como são no Brasil: “ótimo”, “diretor”, “ação”, “afetivo”.
AMÁMOS / AMAMOS
A primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos “amar” e louvar” (“Na época da guerra, nós nos amamos”/ “No mês passado, nós louvámos todos os santos”) pode ou não receber o acento agudo, para distinguir-se da primeira pessoa do plural do presente do indicativo (“Atualmente, nós nos amamos muito”/ “Hoje nós louvamos todos os santos”). Dessa forma, passam a ser corretos, no passado, tanto “amámos” quanto “amamos” (“Na época da guerra, nós nos amámos” ou “Na época da guerra, nós nos amamos”).
GÊNERO / GÉNERO
Algumas palavras possuem pequenas variações na forma como são pronunciadas no Brasil e nos demais países lusófonos. Nesse caso, duas formas serão consideradas corretas. Exemplos: “fenómeno/fenômeno”, género/gênero, António/Antônio, ténis/tênis, pénis/pênis.
ANTI- CO- SOBRE- GEO-
Muitas regras do hífen serão alteradas. Ele sempre será usado após prefixos, diante de palavra iniciada com h. Exemplos: “anti-higiênico”, “co-herdeiro”, “sobre-humano”, “geo-história”, “contra-harmônico”. Não se usa o hífen, no entanto, em formações que contêm, em geral, os prefixos “des” e “in”. É o que ocorre em “desumano” e “inábil”, por exemplo.
AEROESPACIAL
Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente daquela com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: “aeroespacial”, “agroindustrial”, “anteontem”, “extraescolar”, “infraestrutura”, “autoescola”, “antieducativo”, “semianalfabeto”, “semiaberto”, “antiáreo”. A exceção é o prefixo “co”, que em todos os casos é escrito sem hífen: “coobrigação”, “coocupante”, “cooperação”, “coprodução”. Se o primeiro elemento terminar com a vogal com o qual se inicia o segundo, o hífen deve ser utilizado. É o que vai ocorrer com “micro-ondas”, “micro-ônibus”, “semi-internato”, “contra-almirante”, “anti-imperialista”, “anti-inflamatório”.
ANTI SEMI MICRO
Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por uma consoante. É o caso de “anteprojeto”, “antipedagógico”, “geopolítica”, “semicírculo”, “semideus”, “microcomputador”, “pseudoprofessor”. Quando o segundo elemento começar com “r” ou “s”, essas letras serão duplicadas: “antirrábico”, “antissocial”, “contrarregra”, “contrassenso”, “semirreta”, “ultrassom”, “minissaia”, “minissérie”, “biorritmo”.
HIPER SUPER INTER
Quando o prefixo terminar com uma consoante, só usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma letra. Exemplos: “hiper-requintado”, “super-racista”, “sub-bibliotecário”, “inter-regional”. Nos demais casos, não se usa o hífen: “hipermercado”, “superinteressante”, “superproteção”, “hiperacidez”, “interestadual”. Com o prefixo “sub”, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por “r”: “sub-região”, “sub-raça”. Já com os prefixos “circum” e “pan”, será usado o hífen diante de palavras iniciadas com “m”, “n” e vogal. É o caso de “circum-navegação”, “circum-escolar”, “pan-americano”.
EX- SEM- RECÉM-
Com os prefixos “ex”, “sem”, “além”, “aquém”, “recém”, “pós”, “pré”, “soto”, “sota” e “pró”, o hífen será sempre usado. É o que ocorre em “ex-hospedeiro”, “ex-presidente”, “sem-terra”, “sem-vergonha”, “além-mar”, “aquém-mar”, “recém-nascido”, “pós-graduação”, “pré-vestibular”, “soto-mestre”, “pró-americano”. Nos casos dos prefixos “pró”, “pré” e “pós”, em algumas palavras, o segundo elemento já está, por tradição, aglutinado ao primeiro. Nesses casos, continua-se a não usar o hífen: “preconceito”, “promover”, “prever”, “pospor”.
TUPI-GUARANI
Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “açu”, “guaçu” e “mirim”. Exemplos: “amoré-guaçu”, “anajá-mirim”, “capim-açu”, Moji-Mirim (apesar dessa ser a forma correta do ponto de vista gramatical, com “j”, convencionou-se grafar o nome da cidade paulista com “g”).
PARAQUEDAS / PÁRA-QUEDAS
A regra mais controversa do novo acordo envolve o uso do hífen. Ao explicar o uso do sinal em palavras que não envolvem a utilização de prefixos e sufixos, o texto do acordo diz que ele não será usado quando os dois elementos que compõem a palavra já perderam a noção de composição, o que é muito subjetivo. Nesse caso, gramáticos indicam que o melhor é esperar a publicação do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras (ALB), que será lançado entre fevereiro e março. O texto do acordo dá apenas seis exemplos para este caso: “girassol”, “madressilva”, “pontapé”, “paraquedas” (na regra antiga “pára-quedas”) e “paraquedista”. O hífen continua a ser usado em palavras em que dois termos formam uma mesma unidade semântica: “ano-luz”, “azul-escuro”, “sul-africano”, “norte-americano”, “tio-avô”.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Escola Estadual "Dom Barreto"





Ano Letivo 2009 - E. E. "Dom Barreto"

A partir de 01/05/2009 estarei lecionando nessa Escola.

Escola Estadual "Dom Barreto" - Ensino Médio

Disciplina: Biologia

Período: Manhã

ATENÇÃO: Todos os ex-alunos e alunos não deve deixar de visitar meu blog, pois é uma ferramenta de grande valia.

Grande abraço do Prof. Marcos Alexandre

Sete motivos para um professor criar um blog.

"A intenção é trazer para cá algumas das idéias
que a gente vê perdidas pelo mundo — real ou virtual"
(Blog de Nelson Vasconcelos)

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com freqüência para serem comentados.

Esse gênero foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em seis anos, desde o início de sua existência, em 1999, o buscador Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”, e, só no Brasil, aparecem 835 mil resultados hoje.

No mundo acadêmico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no pé deste artigo.

Não é à toa que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contato com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.

1- É divertido

É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

2- Aproxima professor e alunos

Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3- Permite refletir sobre suas colocações

O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

4- Liga o professor ao mundo

Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5- Amplia a aula

Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6- Permite trocar experiências com colegas

Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7- Torna o trabalho visível

Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?

Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!



Referências bibliográficas:

DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005.

GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005.

KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.