segunda-feira, 22 de junho de 2009

Frase de Reflexão



Se você quiser alcançar uma meta estabelecida, tenha ambições reais, organize-se e planeje o caminho a seguir.

Dicas, truques e os cuidados para exibir pés bonitos e saudáveis


Nem sempre damos atenção a essa parte do corpo que suporta todo o nosso peso e nos leva pra lá e pra cá.

Assim, veja como tratar muito bem dos seus, da hidratação à escolha correta do calçado funcionam como a base do corpo, por isso precisam estar firmes, fortes e saudáveis para suportar nosso peso, especialmente se está acima do recomendado.
E, nesse caso, pode até ficar mais difícil seguir atitudes simples e corriqueiras, como enxugar muito bem entre os dedos ou aplicar um creme hidratante. Se você sente essa dificuldade, procure ajuda de alguém próximo no dia-a-dia e de um profissional a cada 10 ou 15 dias. "Isso porque os fungos adoram ambientes úmidos, onde se proliferam rapidamente, levando ao surgimento de micoses nas unhas ou na pele (na extensão do dorso e da planta dos pés e entre os dedos)".
Para se proteger dessa contaminação, procure evitar a retirada excessiva da cutícula. "Quando isso acontece, a unha fica exposta e pode ser contaminada até pelo palito de madeira ou lixa utilizada. Infelizmente, nem todos os profissionais usam material descartável ou esterilizado", lamenta.
Calos, fissuras e rachaduras são distúrbios bastante comuns. A calosidade aparece por causa de atrito ou pressão constante. A maneira de andar e o calçado escolhido também podem influenciar. Assim como o excesso de peso, que sobrecarrega a base do corpo. "Para eliminar o problema, o podólogo realiza um desbastamento com um bisturi sem corte. Como não há vasos sangüíneos, nem sistema nervoso nessa região, não ocorre dor ou sangramento".

O aparecimento de rachaduras indica calosidade acentuada, que inibe o processo de transpiração e afeta a capacidade de auto-hidratação da pele. "Com isso, as células se afastam e surgem as fissuras. Ao recuperar a hidratação, elas se juntam novamente, sem deixar cicatriz".

E fique sabendo: se a calosidade não for retirada corretamente (nem pense em passar a gilete sobre o local), ela bloqueia a absorção de qualquer produto hidratante e o problema não se resolve. Esse processo também está relacionado ao aumento do ressecamento dos pés durante o verão. "Ao calçarmos chinelos ou sandálias, a transpiração, que ajuda na formação de um filme natural de proteção, evapora, deixando a pele desprotegida e ressecada.
É bom tomar cuidado também com o uso excessivo de talcos anti-sépticos. "Eu recomendo que se aplique um hidratante no dorso e na planta do pé e o talco só entre os dedos, para evitar deixar a pele muito seca".
Uma solução radical para a transpiração é a toxina botulínica, que bloqueia a ação das glândulas sudoríparas.

Inchaço é outro mal que costuma incomodar. O ideal é procurar um médico para verificar a causa. Diminuir o sal na alimentação, pode ajudar.

Atenção especial com os diabéticos

Quem sofre com o alto índice de açúcar no sangue precisa ficar muito mais atenta na hora de cuidar dos pés.

A hiperglicemia crônica pode danificar os nervos, fazendo que haja perda da sensibilidade, ou seja, da habilidade de sentir calor e frio, pressão e dor. Conseqüentemente, caso um cantinho da unha seja machucado, pode-se não perceber e deixar uma pequena porta aberta para a entrada de fungos e bactérias, causadores de micoses e infecções. Outro problema é que a cicatrização em diabéticos é mais difícil e um simples corte às vezes se transforma num pequeno grande problema. O ideal é procurar um podólogo (profissional capacitado a cuidar dos pés).

Relaxamento com bolinhas

Nada melhor para relaxar depois de um dia cansativo que mergulhar os pés em água morna e aconchegante.

Faça assim:

1- Coloque várias bolinhas de gude em uma bacia.

2- Acrescente água aquecida.

3- Adicione uma colher (sopa) de sal grosso e duas gotas de óleo essencial de lavanda, limão, laranja ou eucalipto.

4- Mergulhe os pés na bacia e deslize-os sobre as bolinhas de gude.

5- Agarre as bolinhas com os dedos e solte-as, brinque com elas, de forma a "massagear" toda a região.
O calçado perfeito

Ao escolher o que calçar para zanzar por aí, fique atento(a):

- Evite sapatos apertados.

- Ao decidir por um modelo de bico fino, só o adquira se o afunilamento for depois dos dedos, deixando uma sobra na ponta do calçado.

- Prefira salto com até 3 cm de altura. Quanto mais alto, menos apoio para o corpo e maior será a pressão na ponta dos dedos, o que pode causar dor e deformações.

- O salto anabela é o mais confortável. Já o agulha...

- Dispense sapatos e sandálias de plástico.

- O fim do dia é o melhor período para a compra de calçados, pois os pés estão mais
sensíveis e podem levar a uma escolha ruim.

- Dê preferência às meias de algodão.

- Se tiver problemas ortopédicos, procure um médico. Ao pisar de forma errada há um atrito da pele com o calçado, que pode provocar o desenvolvimento de calos e calosidades.

Mais dúvidas ou caso necessite de ajuda, estou a disposição!

Mande uma mensagem através desse blog e coloque seu nome e e-mail que entrarei em contato.

Prof. Marcos Alexandre

domingo, 21 de junho de 2009

Frase de Reflexão


O afeto conduz a alma

como os pés conduzem o corpo.

CATARINA DE SIENA

Os males do fumo em destaque

Artigo avalia o impacto emocional das imagens de advertência em maços de cigarros sobre a população.As novas advertências de saúde pública para controle do tabagismo que começam a ser incluídas, a partir deste mês, nos maços de cigarros e nas embalagens de outros produtos de tabaco (reprodução). No século recém-terminado, o consumo de tabaco levou à morte cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. A cada ano, no mundo, 5,4 milhões de pessoas morrem por doenças decorrentes da inalação de fumaça de derivados do tabaco. Até 2030, esse número aumentará para 8 milhões de mortes anuais, 80% delas em países em desenvolvimento. As previsões para todo o século 21 são drásticas: 1 bilhão de mortes causadas pelo uso direto ou indireto de tabaco – quem convive com fumantes também está exposto a doenças graves. Alternativas para o controle dessa alarmante epidemia estão sendo desenvolvidas. Entre elas, o uso de imagens que despertam aversão em advertências de saúde pública estampadas nas embalagens de produtos derivados do tabaco. O consumo de cigarros ou outros produtos fabricados com as folhas da planta conhecida como tabaco (Nicotiana tabacum) é a principal, e praticamente única, causa de morte evitável do mundo. As múltiplas formas de ataque ao corpo humano fazem do tabagismo um fator de risco para seis das oito principais doenças que mais matam no mundo. Apesar dos conhecimentos científicos atuais, poucos fumantes entendem a realidade do risco que correm ao consumir esse tipo de produto. Estima-se que 200 mil pessoas morram por ano, apenas no Brasil, de doenças decorrentes do consumo de produtos de tabaco. Diversas estratégias vêm sendo implantadas em todo o mundo para controlar o avanço do consumo de cigarros e outros produtos de tabaco. Em 2003, foi aprovado pela primeira vez na história um tratado internacional dedicado à saúde pública, elaborado por iniciativa da Organização Mundial de Saúde. A Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, como é conhecida, aponta medidas que devem ser adotadas pelos países signatários para conter a expansão da epidemia tabagista. O tratado entrou em vigor em fevereiro de 2005 e conta com mais de 160 países signatários. O caso brasileiro No Brasil, nos últimos 20 anos, as ações de controle do tabagismo vêm sendo intensificadas com o objetivo de reduzir a quantidade de fumantes na população e os índices de doentes (morbidade) e de mortes (mortalidade) associados ao consumo de derivados do tabaco. O controle do tabagismo já mostra resultados positivos no país: a proporção de fumantes na população acima de 18 anos, por exemplo, caiu de 34,8% em 1989 para 22,4% em 2003. Em 2006, um inquérito do Ministério da Saúde indicou que essa proporção diminuiu ainda mais, para 16%. Esse percentual é inferior ao de outros países do continente americano, como Estados Unidos (23,2%) e Argentina (29,7%), e de países europeus, como França (29,9%) e Espanha (33,2%). Outra importante ação de controle do tabagismo no Brasil foi a inclusão nas embalagens de produtos do tabaco, a partir de 2001, de advertências de saúde pública com imagens impactantes. Todo fabricante ou importador de produtos de tabaco é obrigado por lei a inserir nas embalagens advertências sanitárias acompanhadas de fotografias que descrevam as consequências do fumo. Estas devem ocupar 100% de uma das maiores faces das embalagens, além de exibir o número do Disque Saúde – Pare de Fumar (0800 61 1997), serviço de atendimento por telefone também criado em 2001 pelo Ministério da Saúde e coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A exibição de qualquer tipo de propaganda de produtos de tabaco também foi proibida no território brasileiro, sendo permitida apenas nos pontos de venda, mas, ainda assim, devem exibir as advertências sanitárias em 10% do espaço de publicidade.

Eliane Volchan e Billy E. M. Nascimento Laboratório de Neurobiologia II (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho) e Laboratórios Integrados em Pesquisa de Estresse (Instituto de Psiquiatria), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Letícia Oliveira e Mirtes G. Pereira Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (Instituto Biomédico), Universidade Federal Fluminense Sonia Gleiser Laboratórios Integrados em Pesquisa de Estresse (Instituto de Psiquiatria), UFRJ Rejane Spitz e Nilton Gamba Jr. Departamento de Artes & Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Cristina Perez e Tânia Cavalcante Divisão de Controle do Tabagismo, Coordenação de Prevenção e Vigilância, Instituto Nacional de Câncer

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Frase de Reflexão

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Drummond de Andrade

Muito além de plástico, alumínio e orgânico

Uma grande companhia de eletricidade instalou-se numa determinada região e, em pouco tempo, o que parecia ser a chegada da modernidade para os habitantes locais tornou-se o maior dos problemas. Por causa dos dejetos largados à míngua pela empresa, que incluíam substâncias tóxicas como o cromo-6, houve a contaminação dos lençóis freáticos - depósitos subterrâneos formados pelas águas das chuvas. Na prática, a consequência disso para os moradores foi uma onda de doenças e uma natural histeria coletiva no afã de penalizar, judicialmente, a corporação inconsequente.
Para o leitor da Sustenta!, há uma notícia boa e outra ruim. A boa é que o fato descrito é coisa de cinema: trata-se do enredo de Erin Brockovich, filme que rendeu Oscar para Julia Roberts. A ruim é que o filme se baseia em fatos reais. Ou seja, qualquer um pode estar contribuindo para que a tragédia do filme se repita: o descarte de alguns materiais aparentemente inofensivos no lixo comum pode ser mais perigoso do que se imagina.
Esse é um problema que envolve produtos como pilhas, baterias, lâmpadas, isopor e pneu. Para que eles não se tornem personagens de graves problemas ecológicos, empresas já começam a trabalhar no processamento ou reciclagem dos resíduos. Veja como é possível se livrar desses itens sem causar impacto ao meio ambiente.
Óleo nosso de cada diaÉ possível especular que as recentes preocupações com o uso consciente da água têm despertado a atenção para um tipo de produto que sempre foi jogado, literalmente, pelo ralo da pia: o óleo de cozinha. O acúmulo de gordura nos encanamentos costuma gerar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimento nas redes de coleta. Mais: o óleo vegetal polui os rios pela alta carga orgânica que, digerida, demanda o oxigênio consumido normalmente por peixes e algas.
Não há dúvidas a respeito da gravidade do problema. O desencontro de informações se dá em relação ao tamanho do impacto. De acordo com a Sabesp, 25 mil litros de água podem ser contaminados a partir de um litro de óleo. O departamento de sustentabilidade da rede de hipermercados Pão de Açúcar estima que, para o mesmo litro de óleo jogado no esgoto, a contaminação pode alcançar o apocalíptico número de um milhão de litros de água.
No Brasil, a estimativa é de que, por ano, sejam produzidos 4 bilhões de litros de óleo vegetal, dos quais 50% é descartado, enquanto a outra metade é consumida. Do montante descartado, apenas 5% é reaproveitada de alguma forma (como sabão em pedra e detergentes). Os números ainda são tímidos porque os próprios programas de reciclagem ainda são irrisórios em relação ao tamanho do problema. Um deles é desenvolvido pela Trevo. A ONG coleta, em média, 250 toneladas de óleo vegetal por mês, junto a estabelecimentos comerciais como restaurantes, padarias e empresas.
Essa atuação já começa a atingir também os condomínios residenciais - cerca de 1,5 mil deles já são cobertos pela entidade. A Trevo disponibiliza ao prédio-parceiro um galão personalizado (com capacidade para até 50 litros), onde o óleo deve ser armazenado, cobrando uma taxa única e simbólica de R$ 22. "Esse galão se torna um bem permanente do prédio", explica o presidente da instituição, Roberto Costacoi.
Na Grande São Paulo, outra opção de reciclar o óleo é entregá-lo em garrafas pet nos "eco-pontos", canais de coleta localizados em estações como shoppings e supermercados. Esses locais foram criados para as pessoas que residem em casas: como o volume mínimo para um galão ser recolhido é de 30 litros, uma família levaria anos para acumular tanta gordura. A rede de supermercados Pão de Açúcar também recebe óleo de cozinha usado (a ser transformado em biodiesel), se entregue em garrafas pet transparentes e vedadas - mas é preciso consultar quais unidades têm postos de coleta.
Lixo eletrônicoCiente dos impactos ambientais causados por pilhas e baterias no lixo comum, a legislação brasileira, por meio do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), disciplina desde 1999, o descarte destes materiais. A ideia é limitar o uso de substâncias contaminantes, de modo que os produtos em questão possam ser eliminados no lixo doméstico. Uma pilha pode levar séculos para se decompor, e seus elementos constitutivos não se degradam.
Estimativas da Abinee (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) apontam que 800 milhões de pilhas sejam produzidas a cada ano. Por isso, desde 2002, a Rayovac, uma das principais fabricantes do setor, aboliu o uso de mercúrio e cádmio, componentes de alto teor tóxico, em suas pilhas. O problema é que esse segmento também pena com a indústria pirata. E essas pilhas "alternativas", naturalmente, não têm preocupação alguma em excluir (ou, ao menos, minimizar) a quantidade de metais pesados em suas fórmulas. Segundo a Abinee, as pilhas piratas respondem por 40% do total do mercado.
Esses elementos podem se desprender na cadeia alimentar (por meio das águas usadas na irrigação de produtos agrícolas, por exemplo), gerando distúrbios digestivos, respiratórios, neurológicos, circulatórios e renais, potencializando também o desenvolvimento do câncer. Isso motivou as lojas da Drogaria São Paulo a disponibilizar, em 2004, coletores de pilhas e baterias. Em 2009, a campanha passou a contemplar todas as unidades da rede na Grande São Paulo e interior. Até hoje, já foram recolhidas 51 toneladas desse material.
Segundo Paulo Barreto, coordenador de Segurança do Trabalho da rede, "as pilhas são transportadas das unidades até a empresa que faz o reprocessamento". Nesse processo, as pilhas e baterias são desencapadas, e os metais queimados em fornos industriais de alta temperatura, com filtragem para impedir a emissão de gases poluentes. Então, novos produtos são gerados, como sais e óxidos metálicos, que voltam à cadeia produtiva na forma de artefatos cerâmicos, vidros e outros. O Banco Real e a rede Pão de Açúcar também criaram programas de coleta de pilhas e baterias usadas.
Outra campanha a se destacar é a da Motorola que, a partir de 1998, implantou um programa experimental de coleta de baterias de telefones celulares, inicialmente apenas em Jaguariúna-SP, onde se localiza seu Campus Industrial e Tecnológico. Logo, o programa acabou estendido para os 120 postos do serviço autorizado da companhia, e a boa resposta por parte dos consumidores pode ser medida pelos números: 280 toneladas já tiveram destinação adequada. Desde agosto de 2007, o programa também coleta aparelhos celulares "aposentados", recarregadores, fones de ouvido, rádios e outros equipamentos fabricados pela empresa.
Boca limpa, ambiente nem tantoCertos materiais são mais difíceis de serem cobertos por algum tipo de programa de reciclagem pela própria inexistência de estudos mais aprofundados sobre sua relação com o meio ambiente. É o caso do tubo de pasta de dente, cujo tempo de decomposição é desconhecido. Procurado pela Sustenta!, o grupo Colgate-Palmolive, um dos líderes do setor, optou por não se manifestar a respeito de como seus consumidores devem descartar seus produtos que não seja misturando-os no lixo comum.
Mas há, ao menos, uma iniciativa interessante nessa área: o trabalho da empresa Ecotop, que desenvolve telhas e outros objetos para a indústria de construção, a partir de aparas de tubos de creme dental. São telhas mais leves em comparação com seu par de fibrocimento, e possibilita uma redução de até 30% do calor ambiente. "Também é uma telha antiacústica e mais resistente", completa Daniel Machado, do departamento comercial da empresa. O problema é que, ainda, os tubos utilizados na produção dessas telhas não são reciclados. "É matéria virgem, tubos que vêm das fábricas por não passar por controle de qualidade", explica.
Faz-se a luz Lâmpadas fluorescentes também começam a ser alvo de preocupações dos ambientalistas. Tal como a pilha, trata-se de um material composto por metais pesados, como chumbo, alumínio, manganês, zinco e o mais tóxico deles, o mercúrio, de lenta degradação. O contato com essa substância a partir da manipulação imprudente pode causar danos como paralisia, distúrbios emocionais e cardiovasculares, quando não a morte por envenenamento. Sediada em São Paulo, a Tramppo é uma das poucas empresas a atuar com reciclagem desse produto.
Foi em 2006 que ela iniciou operações em escala comercial, após anos de pesquisas na área. A partir da utilização de um sistema de vácuo, a empresa isola o mercúrio de outros elementos como cobre, pó fosfórico e vidro, matérias-primas reaproveitadas em até 98%. A Tramppo comercializa lâmpadas novas a preço de custo aos clientes, mas recolhendo as lâmpadas usadas. O problema é que o cidadão comum não é coberto no processo, já que não existem empresas que coletem pequenas quantidades para reciclagem. À exceção de iniciativas de abrangência limitada, como a da Escola Politécnica da USP, cujo departamento de reciclagem implantou coletores específicos para lâmpadas fluorescentes em todas as unidades de seus prédios.
Aqueles pneuzinhosFonte aglutinadora de mosquitos Aedes aegypti - causadores da dengue - os pneus inutilizáveis têm sido um permanente foco de preocupação das autoridades, em vista das ondas recentes da doença. As grandes corporações do setor - Michelin, Goodyear, Pirelli e Bridgestone Firestone - juntaram forças e criaram, em 2007, a Reciclanip, órgão vinculado à Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), voltado à responsabilidade pós-consumo de pneus automobilísticos. A Reciclanip coleta pneus velhos e se responsabiliza pela entrega até as empresas de reciclagem.
O programa cobre 21 estados (os endereços dos postos de coleta podem ser vistos no
site) e, em março, alcançou a marca de 200 milhões de unidades com destinação ambientalmente adequada. Reciclado, o pneu usado tem várias destinações: combustível alternativo para fornos industriais, matéria-prima para solado de sapatos, asfalto-borracha, tapetes para automóveis, pisos para quadras ou artigos de jardinagem.
Isopor, por que não?Não-biodegradável, o isopor é mais um material difícil de ser reprocessado. Nos aterros sanitários, ele compromete a decomposição de outros materiais. Queimado, libera gás carbônico e contribui para o efeito estufa. No entanto, ele é 100% reciclável. O material pode ser transformado, principalmente, em substratos para construção civil, como tijolo poroso, argamassa e concreto leve.
Com o desinteresse por parte dos catadores de rua, que não visualizam no isopor um material de retorno financeiro, as práticas de reciclagem deste tipo de produto ficam restritas ao âmbito industrial, longe do cotidiano das pessoas. Estima-se que apenas 10% do isopor pós-consumo volte à cadeia produtiva, reflexo da falta de uma estrutura mínima para coleta desse material.
Pau para toda obraNa cidade de São Paulo, uma média anual de 45 mil toneladas de madeira obstruem os aterros sanitários depois dos períodos de poda das árvores. A Eucatex, fabricante de chapas de fibras de madeira, implantou em 2005, na cidade de Salto-SP, a primeira linha de reciclagem de madeira para uso industrial da América do Sul. A companhia firma parcerias com outras empresas geradoras de resíduos de madeira, disponibilizando a estas caçambas onde o material deve ser acumulado e que, reprocessado, pode virar adubo, lenha e fonte geradora de energia térmica (na forma de biomassa).
O programa atua num raio de até 120 quilômetros de Salto e apresenta ganhos anuais em três vias: preservação de um milhão de árvores em suas áreas de reflorestamento, economia de 15 milhões de litros de água e fim do desperdício de 140 mil toneladas de madeiras (geradas por outras companhias), que, de outro modo, chegariam aos aterros. Se, para o cidadão comum, campanhas de reciclagem para esse produto praticamente inexistem, fica o consolo de que a madeira tem presença pouco recorrente na hora de a dona-de-casa fechar seus saquinhos de lixo. O que não anula a necessidade de se criarem canais adequados para seu descarte.
Por Fábio Fujita, da Revista Sustenta - Qui, 18 Jun/2009.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Frase de Reflexão


Mais vale a lágrima da derrota do que a vergonha de não ter lutado, por isso lute por tudo aquilo que sonhaste, mesmo que te custe uma lágrima derramada!