sexta-feira, 31 de julho de 2009

Simulado confirma Enem com mais conteúdo


Amostra da prova foi divulgada pelo Inep com 40 testes.

Professores apontam incoerências em questões.

O simulado do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) confirma a cobrança de mais conceitos e conteúdo escolar, de acordo com a avaliação de cursinhos pré-vestibulares.

A prova, com 40 questões em vez das 180 do exame oficial, foi divulgada à meia-noite desta quarta-feira (29) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação. Os gabaritos acompanham os arquivos das provas.


VEJA AS PROVAS DO SIMULADO DO ENEM

Ciências da natureza (com o enunciado da questão 9 corrigido) (o arquivo está em .pdf)
Ciências humanas (o arquivo está em .pdf)
Linguagens (o arquivo está em .pdf)
Matemática (o arquivo está em .pdf)

Para abrir os arquivos é preciso ter o Acrobat Reader.
Baixe aqui o programa
"O simulado está dentro do anunciado pelo Inep, com questões difíceis, como no Enem antigo, e outras com grau de dificuldade médio e difícil", afirma Carlos Eduardo Bindi, diretor do Curso Etapa, em São Paulo.

Veja também: Inep divulga simulado do Enem

"O formato do novo Enem não reinventa a roda, porque já existem outros vestibulares que avaliam muito bem e que têm questões interdisciplinares. Na verdade, o que ele fará será levar boas práticas para o país inteiro, especialmente para aqueles locais em que os vestibulares são mais fracos. Não há um desvio de rota, mas um alinhamento em nível federal", analisa Bindi.


Para Sezar Sasson, coordenador dos simulados do Enem do Sistema do Anglo, de São Paulo, o simulado do Inep mostra que "o conteúdo exigido não vai além do ensino médio".

"O candidato bem preparado pode ficar mais tranquilo com isso. E, ao contrário do antigo exame, ele precisará se basear menos em informações fornecidas pela prova e mais no conteúdo aprendido na escola."Na avaliação de professores do Anglo, no entanto, o simulado apresenta imprecisões em algumas questões, mas nada que comprometa a resposta nem o gabarito.


O Enem, que será realizado nos dias 3 e 4 de outubro, está dividido em quatro áreas de conhecimento: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática.

No caso da parte de ciências da natureza, Sasson aponta problemas nas questões 3, 5 e 9. O gabarito da questão 3 (letra C), que trata da decomposição de polímeros, está correto, mas, segundo ele, não é preciso. "A alternativa diz que a decomposição leva à geração de compostos tóxicos. É verdade que isso aconteça, mas não sempre."

Na pergunta 5, uma parte do enunciado diz que a concentração de glicose no experimento B é igual a do experimento A. No entanto, Sasson afirma que no experimento A, as células 2 não estão respirando, mas fermentando, e, consequentemente, gastando muito mais glicose. "Se essa frase do enunciado fosse tirada, ficaria perfeitamente plausível, mas isso também não compromete o gabarito."

Na pergunta 9, o enunciado da questão diz que a massa molar da glicose é 120 g/mol. "O correto é 180 g/mol, mas, como não há alternativa correta usando 180 no cálculo, o candidato vai usar o 120 dado no enunciado e chegará ao resultado certo", diz Sasson.

A parte de matemática foi avaliada pelos professores do Anglo como tendo um conteúdo mais rudimentar. "Nas questões 3, 7 e 8, os enunciados não trazem nenhuma informação que possa ser usada na resolução das questões. Isso pode fazer com que o candidato perca algum tempo sem necessidade", avalia.

A parte de linguagens é a que mais se assemelha ao Enem antigo, na análise do Anglo. "Os textos usados foram bastante diversificados, como poemas, tiras em quadrinhos e textos científicos, mas exigem agora mais conteúdo escolar do que só interpretação de texto."

A parte de ciências humanas foi a mais diferente em relação à prova dos anos anteriores, diz Sasson. "Havia somente um mapa, sem tabelas ou gráficos, que costumam aparecer em provas de geografia e história. A linguagem também foi mais simples."

Correção

Cada questão terá um certo grau de dificuldade e o computador vai conseguir saber, de acordo com esse padrão, o quão preparado para dar aquela resposta o candidato estava e se houve um “chute.” O foco será no item, como é chamada cada questão, e não no total de acertos. A teoria é o conjunto de modelos que relacionam uma ou mais habilidades com a probabilidade de a pessoa acertar a resposta. Assim, o estudante pode até acertar mais questões do que outro, mas poderá ter uma nota menor se tiver acertado questões consideradas mais fáceis.

No dia 3 de outubro, serão aplicados os exames de ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. No dia seguinte, matemática e suas tecnologias, linguagens, códigos e suas tecnologias e redação. O resultado final será divulgado nos dias 4 de dezembro (provas objetivas) e 8 de janeiro (redação).

Universidades

Mais de 4,5 milhões de pessoas se inscreveram no exame. Das 55 universidades federais, 46 instituições adotarão o Enem, 7 ainda não se decidiram e 2 definiram que não levarão em conta o resultado do exame em seu vestibular.




São quatro as possibilidades de a universidade utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.


Cada instituição de ensino superior divulgará em seus editais em qual formato participará e se haverá diferenças entre os cursos.


Além de ser usado nos vestibulares, o novo Enem vai servir também para conseguir o certificado de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo.
Fonte: Fernanda Calgaro - G1, em São Paulo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dicas para a prova do Enem 2009


A pouco mais de dois meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), VEJA.com traz aos estudantes um guia esclarecedor sobre a prova, que pretende desanuviar o horizonte dos alunos.

As reportagens, depoimentos e vídeos dão conta da comparação entre o antigo e o novo formato do Enem, explicam o caminho que o estudante deve percorrer para usar o resultado da prova no acesso às universidades federais e apresentam dicas de professores: como se organizar para realizar o exame, como fazer uma boa redação e como resolver questões com gráficos ou tabelas - três dos grandes obtáculos.

Além disso, estudantes que já realizaram a velha prova - e também simulados da nova - falam sobre suas impressões.

Nos dias 3 e 4 de outubro, 4,5 milhões de estudantes de todo o país irão enfrentar a prova - principal avaliação brasileira do conhecimento adquirido pelos alunos que encerraram o ensino médio.

Além do novo formato (veja quadro a seguir), o exame ganhou mais atenção porque seu resultado funcionará como nota de acesso a 22 universidades federais do país - além de complementar a média do vestibular de outras instituições federais e mais de mil particulares.
Héliton Ribeiro Tavares, diretor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, diz que, apesar das mudanças, o exame continuará explorando a capacidade de os alunos solucionarem questões interdisciplinares - ou seja, que envolvam saberes ligados a mais de uma disciplina escolar.

Ele esclarece ainda a maior dúvida do estudante: o exame ficou mais difícil? "Aumentamos o número de questões e, é claro, colocaremos itens mais difíceis, mesmo que em menor número, para obter uma nota mais precisa do candidato".

VEJA TAMBÉM

Principais mudanças - VÍDEO


Gráficos e tabelas - VÍDEO


Redação nota 10 - VÍDEO





Veja Educação - 24 de julho de 2009 - Por Marina Dias

Frase de Reflexão


Uma pessoa pode desanimar muitas vezes, mas ela não será um fracasso até que comece a por a culpa em algo ou alguém, e desista de tentar.
Acredite sempre!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

12/08 e 13/08 - Acontece a I Conferência Intermunicipal de Educação de Campinas – Estarei Participando!

A Conferência Nacional de Educação – CONAE é um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional.


A CONAE está sendo organizada para tematizar a educação escolar, da Educação Infantil à Pós Graduação, e realizada, em diferentes territórios e espaços institucionais, nas escolas, municípios, Distrito Federal, estados e país. Estudantes, Pais, Profissionais da Educação, Gestores, Agentes Públicos e sociedade civil organizada de modo geral, terão em suas mãos a oportunidade de conferir os rumos da educação brasileira. Sob o tema “Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação”, a CONAE acontecerá em Brasília, de 23 a 27 de abril de 2010 e será precedida de Conferências Municipais, previstas para acontecer nos meses de maio, junho e julho de 2009 e de Conferências Estaduais e do Distrito Federal programadas para o segundo semestre do mesmo ano.

Em São Paulo, serão realizadas 13 Conferências Intermunicipais.

Veja a programação da Conae 2010 - Etapa municipal em Campinas

Nesta sexta-feira, dia 31, o município de Campinas realiza a etapa municipal da Conferência Nacional de Educação (Conae).

A atividade acontece no Ginásio Multidiciplinar da UNICAMP - Campinas / SP


No encontro serão debatidos os seis eixos definidos para o evento nacional (veja abaixo), que foi realizado de 23 a 27 de abril de 2010, em Brasília.


As discussões nos municípios são preparatórias para a Conferência Estadual da Educação, que também já tem data marcada: 30 de novembro.


“Estamos num momento histórico de debate e construção de políticas educacionais. Precisamos garantir que as conferências aconteçam em todos os municípios e com o envolvimento de toda a comunidade educativa”.

Conheça os seis eixos da Conae 2010:

Eixo I – Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional.

Eixo II - Qualidade da educação, gestão democrática e avaliação

Eixo III - Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar

Eixo IV - Formação e valorização dos profissionais da educação

Eixo V - Financiamento da educação e controle social

Eixo VI - Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidadee igualdade

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vamos nos prevenir...


FÉRIAS PRORROGADAS - As aulas estão previstas para volta no dia 17 de agosto.

SP adia volta às aulas devido à gripe suína.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo suspendeu nesta terça-feira a volta às aulas da rede estadual por conta da gripe suína. A medida foi adotada hoje após recomendação da Secretaria de Saúde.

São Paulo é o Estado com o maior número de casos fatais da doença, com 20 mortes. Em todo o Brasil, a gripe suína já matou 46 pessoas. As outras mortes por gripe suína ocorreram no Rio Grande do Sul (16), Rio de Janeiro (5), Paraná (4) e Paraíba (1).

De acordo com a Secretaria da Educação, em algumas escolas estaduais as aulas já haviam retornado na segunda-feira. A medida valerá também para essas escolas, cujas aulas devem ser suspensas.

Segundo a secretaria, as aulas estão previstas para volta no dia 17 de agosto.

Representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) informou ao Terra que a classe apóia a medida.

Fonte: Redação Terra

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Planejamento Escolar - Dias 27 e 28 de julho

O planejamento escolar é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina.
Sendo, portanto, o lado racional da ação.
Tratando-se de um processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os resultados esperados.
Esta deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns objetivos pré-definidos.
Algumas de nossas ações necessitam de planejamento, mas muitas não. Em nossas atividades diárias, estamos sempre agindo, e antecipamos os resultados de nossas ações, mesmo que não estejamos completamente cientes dessa antecipação. Mas agimos com muito mais freqüência do que planejamos, explicitamente, nossas ações: poucas vezes temos consciência de estarmos executando um processo de deliberação antes da ação.
Assim que tomamos conhecimento de uma ação, ou quando executamos comportamentos bem treinados para os quais possuímos planos previamente armazenados, ou quando o curso de uma ação pode ser livremente adaptado enquanto ela estiver sendo executada, então, geralmente agimos e adaptamos nossas ações sem planejá-las explicitamente.

Uma atividade premeditada exige deliberação quando se volta para novas situações ou tarefas e objetivos complexos ou quando conta com ações menos familiares. O planejamento também é necessário quando a adaptação das ações é coagida, por exemplo, por um ambiente crítico envolvendo alto risco ou alto custo, por uma atividade em parceria com mais alguém, ou por uma atividade que necessite estar sincronizada com um sistema dinâmico.

Uma vez que o planejamento é um processo muito complicado, que consome muito tempo e dinheiro, recorremos ao planejamento apenas quando é realmente necessário ou quando a relação custo X benefício nos obriga a planejar. Além disso, geralmente, procuramos somente planos bons e viáveis ao invés de planos ótimos.

É importante que o planejamento seja entendido como um processo cíclico e prático das determinações do plano, o que lhe garante continuidade, havendo uma constante realimentação de situações, propostas, resultados e soluções, lhe conferindo assim dinamismo, baseado na multidisciplinaridade, interatividade, num processo contínuo de tomada de decisões.