quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fotos da Noites do Terror 2009 - Parte II;

























































































































































































































































































A Noite Maldita

A Noite Maldita” e será inspirada nos personagens dos livros do escritor paulista, André Vianco (hoje, o escritor de terror brasileiro de terror e fantasia mais lido no Brasil). O parque trará para o evento uma São Paulo abandonada e local de refugio dos vampiros.

Assim como o demônio que assolava a pequena vila nos templos bíblicos, o terror também é encarcerado durante o ano todo no Playcenter.


Fugir não é uma opção, até porque seria impossível, uma vez que as criaturas das trevas têm um quartel-general no coração do parque: o terrível Castelo dos Horrores. Outro motivo para não correr portão afora chorando é a possibilidade de encarar de frente o terror.

Atrações a partir das 18hs:

Palco – A Noite Maldita
Uma noite como outra qualquer entra para a história da humanidade quando metade dos seres humanos adormece de forma inexplicável. Tratada como epidemia a doença desencadeia um caos sem precedentes nas cidades do mundo. O pesadelo parece não ter fim quando os humanos, livres do sono, descobrem que estão dividindo a noite com demônios da escuridão.


Cine Terror
Um cinema qualquer da cidade de São Paulo – nele ainda se vê os letreiros acesos, os cartazes do que se via há 30 anos, porém, a recepção é feita pelo mais famoso dos vampiros: o Conde Drácula inspirado no Conde Vlad Tepes, junto com ele, um pipoqueiro oferece pipocas banhadas em sangue aos visitantes corajosos.
Cripta dos Vampiros

A cidade é repleta de túneis que ligam várias avenidas... Juscelino, Airton Senna, Maria Maluf... Um deles estava em construção. Tudo corria normalmente, pedreiros, encanadores, e eletricistas trabalhavam no local. Mas naquela noite tudo mudou, tudo parou. Restaram apenas dois, dois noturnos sedentos de sangue aproveitando a escuridão para atacar suas vítimas.

Esgoto
Todos os lugares escuros representam perigo. Neles, os noturnos se escondem sob a luz do sol. As tubulações de esgotos da cidade são locais prediletos, principalmente para os clãs dos muronys (metamorfosos).

Rios de Sangue
Vampiros levavam maior número de humanos para suas tocas localizadas em meio à mata e guardava-os feito rebanhos. Os adormecidos eram o sangue eterno, ao menos enquanto dormiam. Os corpos cadavéricos eram empilhados, tinham o rosto deformado e serviam para alimentar as feras da noite. Eles não estavam mortos, não estavam vivos, tinham sido colocados a espera que poderia durar dias, meses ou décadas.

Exército de Anaquias
Estradas, matas, avenidas foram dominadas, poucos se arriscam a andar após o anoitecer. Alguns buscam alimentos, outros em busca de parentes e amigos adormecidos, outros ainda, tentando exterminar o mal. O que os humanos não sabem é que ele são organizados. Eles estão formando um exército a espera de um rei. Nada temem. Sob o comando de Anaquias, caminham durante o dia sob a proteção de escudos engenhosamente entrelaçados feito escamas para se protegerem do sol. Nesse vaivém, ao cair da noite, os vampiros atacam bandos, se aproveitam da escuridão das árvores, do mato que tomou conta das calçadas. Uivam ou usam uma espécie de corneta para provocar “um grito de guerra”.

Poço das Lágrimas (Cemitério)
Os originais eram vampiros na Noite Maldita. Pessoas que, de uma hora para outra, tinham se tornado doentes, adquirindo aversão terrível ao sol, fraqueza e melancolia devastadora. Morriam em poucos dias, abrindo os olhos tristes depois da morte. Gente que vagava pelos cemitérios, tentando entender o que acontecia, o porquê de não poderem mais com o sol ou o porquê de não terem direito à tumba. Gente que vomitava tudo quando, enganados pela sensação da sede, tentavam alimentar o estômago morto com pão e carne. Andarilhos da noite para quem a vida e a morte eram proibidas. Logo entenderam que precisavam se unir e caçar. Caçar humanos e adormecidos... precisavam de sangue para sobreviver.

Beco dos Mulos
Contavam que a extinta cidade de São Paulo abrigava um sem número de tocas e tribos, pois os noturnos se dividiam em tribos. Ocupavam prédios inteiros. Selavam as janelas, impedindo a entrada do sol. Escravizavam seres humanos para fazer deles sentinelas diurnos. Humanos traidores que abriam fogo contra as tropas que buscavam desinfetar a terra daquela raça maldita, surgida do dia para a noite, sem mais nem menos. Criaturas que apareceram depois da

Noite Maldita.
Vampiros Caçadores, Os vampiros eram ardilosos. Chegavam sem barulho. Eram caçadores eficientes. Assassinos rápidos. Vinham do céu, pelas árvores. Pisavam nas folhas secas sem que elas estalassem. Farejavam o ar, a centenas de metros de distância. Diziam também que os vampiros caçadores, os que saíam para as florestas durante a noite em busca de sangue fresco, eram os piores. Os caçadores eram mais fortes. Mais violentos. Eram os noturnos mais preparados. Conheciam os esconderijos. Eram os que derrubavam árvores na estrada. Colocavam explosivos no caminho. Sem contar as armadilhas. Armadilhas perfurantes, que faziam a vítima sangrar.

Luxor Hotel
“Seria para sempre assim agora? Despertaria sempre em lugares solitários e lúgubres como aquele? Estavam no Luxor Hotel, seus olhos só viam agora aquela madeira apodrecendo, papéis de parece faltando ou manchados e um impressionante cheiro de bolor e velhice impregnando todo o ambiente. Ao que parecia o ambiente tinha sido uma cozinha do hotel. Conduzida pelo corredor acessou uma estranha lavanderia com ruídos como se tudo ainda funcionasse. Um corredor com várias portas impressionavam pelo estado de abandono e levavam ao que tinha sido o bar, o elevador e finalmente à recepção do hotel”.

Templo da Bruxa Tereza
Era uma mulher de cabelos longos e pele morena escura. Suas madeixas eram brancas como as de uma velha. Seus olhos eram como os olhos e uma cega, eram brancos, fundos e intimadores. Era uma bruxa. Uma bruxa que tinha aparecido para o seu mestre. Que poderes mágicos teria essa mulher? Que capacidades ela teria? Seria um monstro? Uma parceira do capeta? Tinha medo da mulher e do barulho que ouvia. Podia ouvir as passadas pesadas do grande bovino de olhos vermelhos de fogo. Tereza era a bruxa que despertaria o Vampiro Rei do terrível sono.

Os Sete
Uma caravela de cinco séculos é resgatada de um naufrágio no litoral brasileiro. Dentro dela, uma misteriosa caixa de prata esconde um segredo: sete cadáveres aprisionados, acusados de bruxaria. Apesar das advertências grafadas no objeto de prata, uma equipe de pesquisadores decide violar a caixa para estudar os corpos. Afinal, que perigo poderiam oferecer aqueles sete cadáveres? Nenhum. Mas depois que o primeiro deles acorda...

Vale Negro
O lugar foi parcialmente congelado pelo poderoso Inverno. Dentro, parece ser o que restou de um necrotério, mas é muito escuro, tem uma estranha névoa, apenas uma luz que pisca sem parar, que não deixa ver as paredes e as pequenas frestas que escondem vampiros isolados do mundo, famintos.

Incineração dos Noturnos
As celas dispostas no gramado guardavam o nascer do sol para a incineração dos vampiros... O sol sabemos ser a melhor arma para aniquilar com suas vidas.Pretorianos“A Bruxa tinha transformado a todos em monstros, gigantes insanos. As garras de Lúcio cresceram e o novo monstro ergueu os olhos para Cantarzo... Tinha agora quase três metros de altura. Braços de musculatura assustadora... Era seu exército ‘Os Pretorianos’. Meu amo, estou pronto... hoje és o rei dos vampiros do Brasil. Amanhã serás o rei de todos eles. Quando começar a estender teu manto de poder não mais serás um rei e passarás a ser um grande, único e imortal imperador”.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Grandes Atrações no Playcenter.

Aproveite!!!








Amanhã, dia 22/10, chegar as 9h30mim, pois o ônibus partirá pontualmente as 10h.

Bom divertimento!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Frase de Reflexão


Novo molusco no Brasil


Identificado pela primeira vez no país hospedeiro potencial do verme da esquistossomose
Encontrado na Amazônia e no Mato Grosso, o caramujo Biomphalaria cousini havia sido confundido com um molusco da espécie B. amazonica (foto: Tatiana Maria Teodoro).

Uma espécie de molusco, com registros anteriores somente no Equador, acaba de ser encontrada no Brasil. A Biomphalaria cousini foi identificada na Amazônia e em Mato Grosso por pesquisadores do Centro de Pesquisas René Rachou, a Fiocruz de Minas Gerais.

Os caramujos do gênero Biomphalaria são hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni, o parasita causador da esquistossomose. O registro da nova espécie no Brasil foi realizado pela bióloga Tatiana Maria Teodoro durante seu mestrado na Fiocruz/Minas, orientado por Roberta Lima Caldeira. Desde a iniciação científica, Teodoro estuda o gênero Biomphalaria.

A motivação para realizar o mestrado veio de resultados inconclusivos de seu grupo de pesquisa, que havia encontrado três diferentes perfis moleculares para a espécie Biomphalaria amazonica. Por meio da identificação morfológica e de técnicas moleculares, Teodoro observou que alguns caramujos identificados como B. amazonica eram, na realidade, da espécie B. cousini. ”Nós pensávamos que as diferenças encontradas anteriormente deviam-se à variação intraespecífica, mas, na verdade, um dos perfis pertencia a outra espécie, nunca antes encontrada no Brasil”, explica Teodoro.

O passo seguinte da pesquisa foi a infecção experimental dos moluscos com uma cepa de Schistosoma mansoni, que mostrou que a nova espécie brasileira é suscetível ao parasita. “Ela pode ser considerada um hospedeiro em potencial do S. mansoni, apesar de nunca ter sido encontrada infectada na natureza”, conta Teodoro.

A esquistossomose é uma doença endêmica em algumas áreas do Brasil, considerada um grave problema de saúde pública. Teodoro ressalta que o encontro de mais uma espécie de molusco do gênero Biomphalaria no país aponta a necessidade de mais estudos. “A possibilidade da introdução da esquistossomose em novas áreas não pode ser descartada”, alerta. Tatiane Leal
Agosto/2009 - Ciência Hoje/RJ

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O mundo sem RNA

Colunista discute como a vida na Terra poderia ter se originado sem a presença dos ácidos nucleicos.

A pergunta ‘quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha’ não é tão interessante quanto esta: o que surgiu antes, as proteínas ou os ácidos nucleicos (DNA e RNA)?

Para a primeira, já há uma resposta. Para a segunda, não. Os advogados do mundo do ácido ribonucleico (RNA) alegam que este deu o ‘chute inicial’, por ser uma molécula muito versátil. Além de armazenar informação genética, o RNA exibe, em algumas espécies, atividade enzimática, função que em geral cabe às proteínas. O RNA com esse papel duplo foi chamado de ribozima, em 1982, pelo bioquímico norte-americano Thomas Cech, que descobriu essa propriedade. Há, porém, alguns problemas com a hipótese do mundo do RNA.

O primeiro é que a atividade enzimática da ribozima está associada à sua ação como transportador da informação genética, isto é, essa propriedade já seria uma especialização funcional, um ‘acessório’ integrado ao sistema de transcrição da informação genética contida no DNA. Ao que consta, a ribozima faria só isso. Essa propriedade é diferente da mostrada pelas enzimas protéicas, que promovem a catálise de modo melhor e mais variado.
O segundo problema é que não há ribozimas nos organismos procariotos (sem núcleo), que antecederam os eucariotos e viviam muito bem (e ainda vivem) com seu RNA sem atividade enzimática.

O terceiro problema diz respeito à síntese do RNA em um cenário primitivo. Mesmo com os recursos dos laboratórios atuais, a síntese do RNA não é tarefa trivial, pois exige condições muito especiais.

Entretanto, recentemente, um grupo de pesquisa da Inglaterra propôs uma estratégia de síntese de RNA que poderia ocorrer no cenário da Terra primitiva, usando como substâncias precursoras o glicolaldeído e o gliceraldeído.

Os pesquisadores conseguiram produzir os ribonucleotídeos (compostos que, unidos em longa cadeia, constituem o RNA) com boa eficiência. Mesmo assim, concluíram que, para tornar possível a síntese do RNA, seria necessário que a Terra primitiva tivesse fontes de glicolaldeído e de gliceraldeído, o que não ajuda muito a causa da primazia do RNA.

Carona em asteroides e cometas Cometa Hale-Bopp fotografado em 1997.
Aminoácidos provavelmente chegaram à Terra de carona em objetos como asteroides e cometas. Seu aquecimento em fontes termais pode ter criado os proteinoides que teriam precedido os ácidos nucleicos (foto: Philipp Salzgeber).

Sidney Fox (1912-1998), outro bioquímico dos Estados Unidos, realizou em 1965 experimentos em que aminoácidos, aquecidos a temperaturas entre 150oC e 200oC, produziram proteinoides (semelhantes às proteínas modernas) que não só formam compartimentos, as microesferas, como exibem propriedades catalíticas variadas.

É mais fácil então escolher, pelo princípio da parcimônia, o modelo mais simples: os proteinoides se formaram por aquecimento, em fontes termais que continham aminoácidos já existentes na crosta terrestre. Aminoácidos, provavelmente chegaram à Terra de carona em objetos como asteroides e cometas.

Admitindo que os proteinoides precederam os ácidos nucleicos, é possível propor que os primeiros, em algum momento, catalisaram a formação de nucleotídeos e, mais tarde, dos polímeros RNA e DNA. Cabe, agora, a pergunta: é possível a vida sem DNA e RNA?

Basta olharmos para as hemácias: essas células sem núcleo e sem ácidos nucleicos vivem por cerca de 120 dias no sangue humano, mantendo eficientemente várias reações metabólicas e transportando gases para lá e para cá. É verdade que as hemácias são programadas para morrer, mas, enquanto estão ativas, exibem as características de células vivas, exceto o crescimento e a reprodução.
Seriam assim os protobiontes, formados por um conjunto de proteínas primitivas, compondo um metabolismo rudimentar?

E somente mais tarde teriam catalisado a formação moléculas semelhantes ao DNA moderno?

Só conseguiremos as respostas quando determinarmos em que momento os ácidos nucleicos foram ‘inventados’ e adotados pelas células. Infelizmente, não existem fósseis de polímeros, que permitam tal análise, mas talvez se possa especular sobre quando isso aconteceu.

Quem sabe se, calculando a correlação entre a antiguidade de certas espécies e o tamanho de seus genomas, seria possível, em um gráfico, gerar uma curva cuja interseção com o eixo das idades dos organismos revelasse quando o DNA surgiu e se existiram na Terra organismos sem ele?

Revista Ciência Hoje - Agosto/2009
Franklin Rumjanek Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro