terça-feira, 20 de abril de 2010

Correção da Prova - 3ª séries - 1º Bimestre


Questões Dissertativas.

1.As plantas fanerógamas - gimnospermas e angiospermas - apresentam algumas características em comum. As angiospermas constituem o grupo vegetal com a maior biodiversidade, embora representem o grupo mais recente na história da Terra.

a) Compare esses dois grupos, destacando as semelhanças e diferenças.
Entre outras diferenças, destaca-se o fato de as Gimnospermas nunca formarem fruto, característica das Angiospermas. Os representantes de ambos os grupos possuem raízes, caule, folhas, flores e semente.

b) Aponte os elementos que podem explicar o êxito das angiospermas em termos de biodiversidade.
Produção do fruto que protege a semente e contribui para sua dispersão.

2. A figura abaixo ilustra três espécies (I, II e III) de um mesmo grupo taxonômico de plantas, conhecido como "traqueófitas", que se destaca pela sua importância filogenética e botânica.

a) Qual a divisão taxonômica que engloba essas três espécies vegetais?
Divisão Pteridófitas.

b) Cite uma características básica desse grupo de plantas.
Ausência de flores e sementes.

c) Que nome recebe a estrutura indicada pela seta em I e II?
Estróbilo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Exploração clandestina resiste na Amazônia


Em vários estados, duas realidades: a devastação provocada pelo desmatamento ilegal e os projetos desenvolvidos para gerar riqueza, sem destruir a floresta.

Os repórteres Tonico Ferreira e Fernando Ferro percorreram vários estados para mostrar duas realidades: a devastação provocada pelo desmatamento ilegal e os projetos desenvolvidos para gerar riqueza, sem destruir a floresta.

Nessa primeira reportagem, você vai ver como o comércio clandestino de madeira resiste e o esforço de quem quer trabalhar dentro da lei.

O epicentro do corte de árvores da Floresta Amazônica é Tailândia, no Pará: 38 serrarias formam a base econômica da cidade.

O município fica no arco do desmatamento, a área de concentração de estradas abertas nas margens da floresta. O instituto Imazon, em Belém, usa imagens de satélite para seguir os caminhos das madeireiras, os veios do avanço sobre a mata. A exploração ilegal da madeira é a primeira fase da destruição.

“Aí vem depois o desmatamento para abertura de pastos e áreas agrícolas. Ou seja, é o começo de tudo”, explicou o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Júnior.

Por isso, Tailândia foi o principal alvo da Operação Arco de Fogo, feita pelo Governo Federal há dois anos, para combater o desmatamento ilegal. É uma cidade nova que cresceu rapidamente e tem 70 mil habitantes.

Trinta anos atrás o local era uma grande floresta. Tailândia surgiu de um projeto de colonização que atraiu brasileiros que foram de longe para produzir alimentos. Só que era preciso derrubar a floresta. Como a produção não foi para frente, por falta de ajuda financeira e tecnológica, o que sobrou foi o ganho fácil do comércio da madeira. Hoje metade da área do município está devastada.

Parte da madeira é queimada em carvoarias clandestinas. Trabalhadores são a prova de que o desmatamento só traz riqueza para muito poucos. Valdo conta por que saiu do Maranhão para ganhar lá R$ 420 por mês.

“É porque não tenho condições de dar a comer pra minha família de outro jeito e o emprego aqui é desse jeito. Sem carteira, sem nada. Fiscalização aqui nessas carvoeiras não tem. Fiscalização das condições de trabalho essa é que é pior. Não tem mesmo de jeito nenhum”, contou.

A ilegalidade ainda é forte no setor madeireiro. As operações policiais diminuíram o comércio clandestino, mas não acabaram com as fraudes nas guias de comercialização, como comprovou o Ministério Público Federal.

“A maior parte da madeira ilegal é transportada com guia dando toda a aparência de que ela vem de uma origem legal”, afirmou o procurador da República, Bruno Valente.

O sindicato dos madeireiros de Tailândia fala em corrupção. Acusa fiscais da Secretaria do Meio ambiente de pressionar quem quer trabalhar legalmente.

“Enrolam tanto e cobram tanto documento. Procuram dificultar o máximo possível pra poder extorquir”, disse o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira de Tailândia, João Medeiros.

E cair na ilegalidade é pior ainda: “A ilegalidade hoje é muito cara porque quem trabalha na ilegalidade tem que dividir o seu lucro ou talvez 90% do seu lucro com os fiscais, com o sistema de fiscalização”, afirmou João Medeiros.

O Secretário do Meio Ambiente, Aníbal Picanço, admite que há indícios de corrupção. “Olha, em todos os processos que estamos fazendo levantamento há indícios de envolvimento tanto de terceiros, de fora do órgão, como de dentro. Há indícios de envolvimento de corrupção”.

Empresários que tentam trabalhar honestamente sofrem com a concorrência desleal dos ilegais. O madeireiro Ademir Bortolanza pertence ao grupo crescente de empresários que paga todos os impostos e que só tira madeira de áreas permitidas.

“É importante trabalhar legalmente porque você mantém a floresta, você mantém a legalidade de tudo. Quem ganha com isso somos todos nós. Nós ganhamos porque nós estamos aqui produzindo. O país ganha porque tem a rentabilidade dele e o meio ambiente também ganha”, declarou.

Assim como empresários, há também cidades inteiras buscando a legalidade. Paragominas, no Pará, entrou na lista dos municípios que mais desmatam na Amazônia. A reação foi um programa de desmatamento zero, feito com satélites que identificam os focos de corte e pelo prefeito Adnan Demachki. Ele é da segunda geração de moradores da cidade e quer evitar os erros dos pioneiros.

“Naquela época, era regra do Governo Federal: devastar, derrubar. Você tinha que confirmar sua posse da área, pra confirmar, ninguém tinha posse de floresta, tinha posse de uma área aberta, então você derrubava metade da floresta”, lembrou.

Mas o que fazer com as áreas já desmatadas? O ex-madeireiro Massao Ozaki deixou de cortar e passou a plantar árvores. Investiu em um reflorestamento de dendê, não para fazer apenas o famoso azeite da moqueca baiana, mas para a produção de óleo refinado usado na fabricação de biscoitos, macarrão, corantes, sabão, biodiesel.

“O meu trabalho eu vou ter continuidade por 10, 15, 20, 30 anos. Não preciso mais derrubar mais nada. Vou viver da mesma área com meu produto de dendê sem devastar mais nada. Isso dá uma satisfação grande de morar aqui na Amazônia. De poder falar: ‘eu trabalho numa agricultura sustentável’ e cuidar da minha família e ajudar esse povo a cuidar aqui dessa região”, contou.

Fonte: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN

sábado, 10 de abril de 2010

País teve 50 mortes por gripe suína desde o início do ano


Desde o início do ano, o país registrou 50 mortes por gripe suína, ou influenza A (H1N1). Metade das vítimas residia no Pará (25), segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

As outras ocorreram nos seguintes Estados: Paraná (8), Amazonas (6), Amapá (2), Maranhão (2), Minas Gerais (2), Goiás (1), Piauí (1), Ceará (1), Paraíba (1) e São Paulo (1). A maioria das vítimas (72%) era mulher.

Também foram registrados 361 casos de pessoas internadas com doença respiratória grave em todo o país até o último dia 3. Mais da metade (56,2%) na região Norte (203 casos).

Vacinação
O balanço parcial da campanha de vacinação, anunciado hoje pelo ministro José Gomes Temporão, é de 13,5 milhões de brasileiros imunizados. O total representa cerca de 22% do público-alvo (58 milhões de pessoas) das três primeiras etapas, no período que vai até o dia 23 de abril.

Na primeira fase da campanha, mais de 90% dos trabalhadores de saúde foram imunizados, valor que superou a meta, além de 56% dos indígenas. Na segunda etapa, 66% das crianças de até 2 anos, 32,8% dos doentes crônicos e 41% das gestantes foram vacinados. Os índices fizeram com que fez a pasta prorrogasse a etapa até 23 de abril. Cerca de 10% dos jovens de 20 a 29 anos - alvos da terceira fase - já receberam a vacina.

Neste sábado (10), o governo federal promove o “Dia Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1”. Todos os 36 mil postos de vacinação do país deverão estar abertos para imunização de doentes crônicos com menos de 60 anos, grávidas em qualquer período de gestação, crianças de seis meses a menores de dois anos e adultos de 20 a 29 anos. "Vou tirar meus quatro filhos da cama bem cedo amanhã e levá-los para se vacinar no Rio", comentou Temporão em entrevista coletiva à imprensa.

De 24 de abril a 7 de maio, está prevista a imunização de pessoas com mais de 60 anos que sofrem doenças crônicas. A última etapa, de 10 a 21 de maio, é voltada para a população de 30 a 39 anos. O Ministério adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra gripe pandêmica. A meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo.

Segurança
No evento, o ministro também enfatizou a segurança da vacina, chamando a atenção para "mitos e disparates" divulgados pela internet. "Não houve nenhum registro de complicação até agora", afirmou. Apenas sintomas como mal-estar passageiro e dor local têm sido relatados, segundo ele. A vacina é contraindicada para quem tem alergia ao ovo.

Em 2009, a gripe suína causou 43 mil casos graves e 2.051 mortes no país. Nas gestantes, a mortalidade foi 50% maior que na população geral.

Fonte> http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Raiz - Órgão vegetal absorve nutrientes


A beterraba é um exemplo de raiz tuberosa que armazena reservas nutritivas


A raiz, juntamente com o caule e as folhas, compõe a parte vegetativa das plantas, ou seja, aquela que não está envolvida na reprodução. Suas principais funções são a absorção de água e nutrientes e a fixação da planta no solo.

As raízes também são responsáveis pela produção de alguns hormônios vegetais, como é o caso da citosina, substância envolvida principalmente na multiplicação celular e no crescimento dos tecidos. E também existem raízes adaptadas a funções especiais, como armazenar substâncias de reserva e realizar trocas gasosas.


ClassificaçãoDe acordo com suas origens, as raízes podem ser classificadas em três tipos: primária, secundária e adventícia. As raízes primárias são aquelas originadas da radícula do embrião. As secundárias originam-se a partir de ramificações da raiz primária. Já as adventícias se originam a partir dos nós caulinares.

As raízes apresentam dois tipos de estruturação: o sistema axial (ou pivotante) e o sistema fasciculado (ou cabeleira). O sistema axial apresenta um eixo principal bem desenvolvido. Esse eixo cresce perpendicularmente ao solo e possui pequenas ramificações laterais. O sistema axial está presente nas dicotiledôneas. O sistema fasciculado não possui um eixo central e suas ramificações crescem em todas as direções. É característico das monocotiledôneas.


Crescimento primário
O crescimento primário ocorre na região apical e corresponde ao crescimento em comprimento da raiz. Essa região é recoberta por uma estrutura chamada de coifa. A coifa forma uma espécie de capa, que protege o meristema apical da raiz enquanto esta cresce e penetra no solo. O meristema apical da raiz corresponde a uma região de intensa proliferação celular.

Logo acima do meristema apical há uma zona na qual as células se tornam alongadas, promovendo o crescimento em comprimento da raiz: é a chamada região de alongamento. E, por fim, há a zona pilífera, ou região de maturação. Nela ocorre a diferenciação celular e a formação dos pelos radiculares.


Estrutura primáriaQuando examinada em corte transversal, a raiz primária apresenta basicamente as seguintes camadas: epiderme, córtex e sistema vascular.

A epiderme é a camada mais externa. Ela é responsável pela absorção de água e nutrientes do solo e pela proteção da raiz. É formada por uma camada única de células e apresenta estruturas chamadas de pelos radiculares. Os pelos radiculares são prolongamentos de células epidérmicas que aumentam a superfície de contato e, consequentemente, a capacidade de absorção da raiz.

Abaixo da epiderme encontra-se o córtex. Na parte mais externa do córtex as células estão dispostas de forma bem espaçada e são unidas por plasmodesmas (canais citoplasmáticos que conectam células vizinhas). Essa região do córtex permite a circulação de ar, água e nutrientes.

Na parte mais interna do córtex encontra-se a endoderme. A endoderme é formada por uma camada de células compactadas. Suas células possuem as paredes laterais espessadas por estruturas formadas pelo depósito de suberina. Essas estruturas são chamadas de estrias de Caspary.

A presença das estrias de Caspary força a passagem da água e dos solutos oriundos da camada externa do córtex a atravessar as células da endoderme. Desta forma, a endoderme atua na seleção das substâncias que irão atingir o cilindro vascular.

Por fim, na região central, encontram-se os tecidos vasculares, ou seja, o xilema e o floema primários. O xilema situa-se mais internamente e emite projeções em direção à região externa. Intercalado com as projeções do xilema encontram-se pequenos agrupamentos de floema.

Envolvendo o xilema e o floema existe um tecido não vascular chamado periciclo. O periciclo é responsável pela formação das raízes laterais e, nas espécies com crescimento secundário, origina um tecido chamado felogênio.


Estrutura secundária
Na maioria das espécies de dicotiledôneas as raízes podem crescer também em espessura. É o chamado crescimento secundário da raiz.

Na estrutura secundária a epiderme é substituída pela periderme. A periderme é formada por três tecidos. O mais externo é o súber, composto por células mortas revestidas por suberina, substância lipídica que evita a perda de água. O mais interno é a feloderme, composta por tecido parenquimático. Entre os dois há o felogênio (ou câmbio da casca) que é responsável pela produção dos dois anteriores.

O xilema e floema secundários se originam a partir da divisão e diferenciação de um tecido meristemático chamado câmbio. O câmbio produz feixes de floema para fora e de xilema para o interior.


AdaptaçõesAlgumas raízes apresentam adaptações para exercer funções especiais. A seguir veremos algumas delas: raízes tuberosas, raízes aéreas, raízes tabulares, velame e os haustórios.

As raízes tuberosas possuem uma grande quantidade de tecido parenquemático e armazenam substâncias de reserva, como, por exemplo, o amido. Essa reserva pode ser utilizada pela própria raiz ou por outras partes da planta. Várias raízes tuberosas são utilizadas na alimentação humana: a cenoura, a beterraba e a batata-doce, por exemplo.

As raízes aéreas apresentam geotropismo negativo, isto é, crescem na direção oposta ao solo. Dois exemplos de raízes áreas são as raízes de escora e os pneumatóforos. As raízes de escora auxiliam no suporte da planta e aumentam a absorção de água. Os pneumatóforos ocorrem em algumas espécies que habitam solos pobres em oxigênio, como é o caso do mangue. Eles possuem estruturas chamadas de pneumatódios, através dos quais realizam trocas gasosas.

A raiz tabular possui este nome por ser semelhante a uma série de tábuas dispostas ao redor do tronco. Ela auxilia na fixação e suporte de árvores de grande porte, como, por exemplo, as figueiras.

Outros tipos especiais de raízes são o velame e os haustórios. O velame é uma camada modificada de epiderme que reveste a raiz de plantas epífitas. Plantas epífitas são aquelas que vivem sobre outras plantas, ou algum outro substrato, mas não são parasitas. Através do velame a planta absorve a umidade proveniente da atmosfera. Já os haustórios são encontrados em plantas parasitas. Eles penetram na planta hospedeira, sugando nutrientes e água. Exemplos de haustórios são as raízes da erva-de-passarinho e do cipó-chumbo.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ciencias/raiz.jhtm