quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diretor do Greenpeace fala sobre desafios do Brasil na área ambiental mundial

Um modelo de desenvolvimento "verde" pode ser o caminho para o Brasil se estabelecer como uma "superpotência" mundial e um exemplo a ser seguido, na avaliação do diretor-geral da organização ambiental Greenpeace International, Kumi Naidoo.

Naidoo, que se tornou conhecido como ativista contra o apartheid em seu país natal, a África do Sul, dirige o Greenpeace desde novembro do ano passado. Ele é uma das personalidades ouvidas pela BBC Brasil como parte da série de reportagens "O que falta ao Brasil?", que discute os desafios do Brasil para se tornar um país desenvolvido.


"O Brasil está bem no caminho da transição entre uma economia 'emergente' e uma economia 'industrializada'. Se eu pudesse dar apenas um conselho para o próximo presidente do país seria isso: Não baseie seu crescimento em modelos que não serviram bem ao mundo", diz Naidoo.


"Considerando a crise do aquecimento global, apenas os países que incluírem a preocupação ambiental em seus planos de desenvolvimento econômico, tecnológico e social terão sucesso como líderes do futuro", afirma o ativista.


Para ele, o Brasil hoje está "à beira de se tornar uma superpotência", mas pode cair para qualquer lado no que se refere a ser um modelo "verde" para o resto do mundo.


"Nas décadas passadas, as superpotências eram estabelecidas por corridas por acumulação de armas e pelas viagens espaciais. Dado o perigo que o planeta enfrenta hoje como resultado das mudanças climáticas, a corrida hoje somente pode ser 'verde'", afirma Naidoo.


Para ele, "ao resistir os estímulos a emular modelos econômicos que provocaram a atual crise ambiental, o Brasil pode provar ao mundo que um novo caminho de desenvolvimento é possível --um com os melhores interesses de seus próprios cidadãos e do resto do planeta em mente". "O mundo precisa de um Brasil verde", afirma.


PRESIDENCIÁVEIS


Naidoo disse ter se reunido com os três principais candidatos à Presidência do Brasil e ter ficado impressionado com o interesse aparente deles na proteção ambiental.


O diretor do Greenpeace se disse desapontado, porém, pelo fato de que as questões ambientais importantes, incluindo as discussões sobre o novo código florestal e de infraestrutura urbana, quase não foram tocadas durante a campanha presidencial.


Segundo ele, o Brasil até agora conseguiu manter um "incrível crescimento econômico" sem destruir muito seus recursos ambientais, na comparação com a Europa ou os Estados Unidos.


"Seu território, apesar de pouco menor que o dos Estados Unidos, engloba seis biomas, 62% dos quais ainda cobertos de matas nativas. Vocês têm quase 8% dos recursos mundiais de água doce, e seus rios têm mais espécies de peixes do que todos os rios da Europa juntos. Seu país é o único no mundo com o potencial de conservar a biodiversidade em uma escala continental", observa.


Segundo ele, o fato de que a matriz energética brasileira é composta em 80% por fontes renováveis pode servir de exemplo para o mundo de que é possível garantir um bom padrão de vida à população sem recorrer ao uso de combustíveis fósseis.


Como comparação, a China tem mais de 90% de sua matriz energética baseada em combustíveis fósseis (carvão, petróleo ou gás natural), apesar de ter construído a maior usina hidrelétrica do mundo, Três Gargantas, que superou em tamanho a usina de Itaipu, compartilhada por Brasil e Paraguai.


Naidoo se diz desapontado, porém, pelo fato de o Brasil "já ter começado a mostrar sinais perigosos de uma inclinação a colocar a produção de commodities acima da proteção ambiental e do respeito aos seus cidadãos".


Ele critica o fato de, apesar de a matriz energética brasileira ainda ser prioritariamente limpa, a maior parte vem de grandes usinas hidrelétricas, cujas represas provocam um impacto social e ambiental grande.


"O Brasil hoje deveria expandir o uso da tecnologia de pequenas hidrelétricas sem grandes projetos como Belo Monte", afirma.


Para Naidoo, outro campo para preocupação é o cuidado com as florestas.


"A Mata Atlântica, segunda maior floresta brasileira após a Amazônica, praticamente desapareceu como resultado de desmatamento sem controle. Quase 20% da Amazônia consiste hoje de pasto ou terras degradadas. Quase metade do Cerrado, cerca de 45 milhões de hectares, foram convertidos para o uso agrícola em menos de 20 anos", cita o diretor do Greenpeace.


"Os biomas remanescentes no Brasil são raramente monitorados e, de uma maneira geral, o controle das florestas em todo o país ainda é extremamente fraco. Em 2008, os satélites do governo registraram quase 3 milhões de hectares de novas florestas degradadas na região", comenta.


"Hoje 80% da população brasileira vive em centros urbanos, onde um número assustador de 35 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso a sistemas de esgoto", complementa.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Homofobia??!! Hã!!...


Escolas e colegas são hostis a alunos e alunas homossexuais, aponta pesquisa

Por Isabela Vieira da Agência Brasil - RJ

As escolas brasileiras são hostis aos homossexuais e o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Essas são as principais constatações da pesquisa Homofobia nas Escolas, realizada em 11 capitais brasileiras pela organização não governamental Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação.


"A homofobia é negada pelo discurso de que não existem estudantes LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e travestis] na escola. Mas quando a gente ia conversar com os estudantes, a percepção, em relação aos colegas LGBT, era outra", contou uma das pesquisadoras, Magda Chinaglia.

Parte dos dados, com destaque sobre a situação na cidade do Rio, foi divulgada hoje (4), na própria capital. Os dados completos, com informações sobre a visita a 44 escolas de todas as regiões do país e trechos de 236 entrevistas feitas com professores, coordenadores de ensino, alunos do 6º ao 9º ano, além de funcionários da rede, devem ser divulgados até o final do ano.

De acordo com a pesquisa, os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, onde qualquer comportamento diferenciado "interfere nas normas disciplinares da escola". "Ouvimos muito que as pessoas não se dão ao respeito. Então, os LGBT têm que se conter, não podem [se mostrar], é melhor não se mostrarem para serem respeitados", contou a pesquisadora.

No caso dos travestis, a situação é mais grave. Além da invisibilidade, fenômeno que faz com que os alunos e as alunas homossexuais não sejam reconhecidos, nenhuma escola autorizava o uso do nome social (feminino) e tampouco o uso do banheiro de mulheres. "Os travestis não estão nas escolas. A escola exige uniforme, não deixa os meninos usarem maquiagem. Os casos de evasão [escolar] são por causa dessas regras rígidas", explicou Magda.
De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Marjorie Marchi, que assistiu à divulgação dos dados, é principalmente a exclusão educacional que leva muitos travestis à prostituição. "Aquele quadro do travesti exposto ali na esquina é o resultado da falta da escola. Da exclusão", disse.

Em relação à educação sexual, os professores alegam que o tema não é muito discutido porque as famílias podem não aprovar a abordagem. "Existe um temor da reação desfavorável das famílias, Mas isso é o que eles [os professores] dizem", afirmou Magda. "Os estudantes não colocam a família como um problema. Aqui, cabe outra pesquisa para saber se as famílias interferem", completou.

A pesquisa não analisou especificamente os casos de violência, embora os especialistas tenham citado a ocorrência de brigas motivadas pela orientação sexual da vítima e colhido inúmeros relatos de episódios de homofobia. O objetivo é que o documento auxilie estados e municípios a desenvolver políticas públicas para essa população.

"As pessoas estão sendo agredidas diuturnamente dentro das escolas, em todas as capitais. A educação é um direito. Não pode ser [a violência contra homossexuais na escola]. Presenciamos um menino sendo espancado e sendo chamado de 'veadinho'. Estamos falando de escolas de 6º ao 9º", destacou a pesquisadora.

No Rio, as secretarias estaduais de Assistência Social e de Educação trabalham juntas num projeto de capacitação de professores multiplicadores em direitos humanos com foco no combate à homofobia. A meta é capacitar cerca de 8 mil dos 75 mil professores da rede até 2014.


Fonte: http://educacao.uol.com.br em 04/10/2010.

Dia 14/10 - Semana da Criança - Passeio ao Zoológico de São Paulo

LUGARES ESGOTADOS!

Local: Zoológico de São Paulo - São Paulo

Saída em frente o portão da Escola "Julio Mesquita"

Horário de saída: 7h

Horário previsto da chegada: 16h30mim

Valor: R$ 25,00 por pessoa
(transporte + ingresso de entrada)

Interessados pegar autorização comigo.

Prof. Marcos Alexandre

Alternativa a células-tronco embrionárias causa polêmica

por Sally Lehrman

Células-tronco de pele adulta podem gerar dilemas éticos tão grandes quanto as do tipo embrionário.

Foto: Células iPS talvez não sejam a melhor alternativa, discutem os cientistas.


Quando pesquisadores demonstraram pela primeira vez, em 2007, que células da pele humana poderiam ser reprogramadas para se comportar como células-tronco – que podem se diferenciar completamente em outros tipos de células – tanto cientistas quanto políticos exultaram. Todo o potencial das células-tronco embrionárias poderia ser aproveitado com as novas técnicas – sem a controvérsia política e moral associada à destruição de óvulos fertilizados.Esse otimismo, entretanto, pode ser precipitado.


Essas células transformadas, conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas ou células iPS (do inglês induced pluripotent stem cells), na verdade apresentam dilemas éticos igualmente preocupantes, de acordo com bioeticistas presentes no encontro anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células-Tronco.


Não apenas permanecem muitos dos desafios éticos apresentados pelas células-tronco embrionárias, mas a relativa facilidade e baixos custos das técnicas de células iPS, combinados com a acessibilidade das mesmas, tornam premente a necessidade de se abordar possibilidades com ares futurísticos como a criação de gametas para reprodução.


Cientistas já relataram progressos na produção de células precursoras de óvulos e espermatozoides tanto de linhagens de células-tronco iPS quanto embrionárias.


Embora aperfeiçoar o processo possa demorar mais uma década, “devemos começar a pensar cuidadosamente sobre isso agora”, observa Kazuto Kato, bioeticista da Universidade de Quioto, no Japão. Para se assegurar que os gametas funcionem normalmente, por exemplo, pesquisadores necessitarão produzir embriões e depois destruí-los, prática moralmente questionável com proibições e políticas diferentes ao redor do mundo.


Espermatozoides e óvulos de células da pele poderiam, por fim, ser usados para fins reprodutivos, possibilitando a procriação em qualquer idade e utilizando-se tecidos tanto de pessoas vivas quanto mortas. Em clínicas de fertilidade as células iPS permitiriam aos futuros pais escolher embriões com as características desejadas mais facilmente do que conseguem com a tecnologia convencional de reprodução assistida.


As possibilidades levantam uma questão radical sobre o status moral das células humanas, observa Jan Helge Solbakk, chefe de pesquisa do Centro para Ética Médica da Universidade de Oslo, na Noruega, e presidente do comitê de ética e política pública da Sociedade.


Embora Kato considere a clonagem humana reprodutiva direta de linhagens de células iPS “muito hipotética”, ele aponta o progresso nesse sentido quando observa que três equipes já produziram ratos clonados de células iPS. Menos dispendioso e mais eficiente que o processo que produziu a ovelha Dolly, a abordagem iPS também evitaria o vocabulário utilizado em muitas proibições atuais de clonagem humana reprodutiva.


Alguns bioeticistas já solicitaram uma nova proibição internacional que claramente impeça a criação de um clone humano em parte por conta das tentadoras possibilidades de uso em pesquisa de embriões em estágios iniciais.Preocupações mais imediatas estão relacionadas com o controle da doação de tecidos cultivados a partir de células iPS.


“Biobancos” no mundo todo já armazenam material biológico e dados relativos a ele para pesquisa, e muitos não solicitam consentimento para uso futuro desde que o material não possa mais ser relacionado ao doador. O potencial de longo alcance da pesquisa com iPS, combinado com a possibilidade das linhagens de células permanecerem ligadas a um único doador (e ao histórico de saúde desse doador), reforçam a necessidade de um consenso sobre a questão, observa Timothy Caulfield, diretor de pesquisa do Instituto de Direito Sanitário da University of Alberta, em Edmonton.


Tal consenso, entretanto, pode ser difícil de obter. Em uma pesquisa sobre atitudes, Caulfield notou uma tendência: pesquisadores clínicos, pacientes participantes, especialistas em privacidade e o público em geral discordam sobre se o consentimento seria necessário para cada novo uso do tecido doado ou se bastaria um consentimento geral. E como um doador de células arrependido faria para desistir caso linhagens de células iPS tivessem sido distribuídas para o mundo todo?


As normas internacionais básicas de consentimento e desistência para pesquisas podem não se aplicar mais. “Temos de reconhecer todas as questões complicadas que a pesquisa de iPS está acarretando e ter uma noção de como as políticas e leis existentes funcionam”, acrescenta Caulfield.


Alguns eticistas sugerem que doadores de tecido merecem participar do tremendo potencial comercial das linhagens de células iPS que servem como modelos de doenças, plataformas de testes de medicamentos e tratamentos. Novas parcerias poderiam considerar as contribuições dos doadores e dos laboratórios que cultivam e mantêm as linhagens de células iPS. Solbakk sugere que os doadores possam receber alguma compensação monetária e ter o direito de excluir determinados usos para as células iPS, como a criação de gametas ou espécies mestiças, ou então ter voz ativa no curso geral da pesquisa.


O comitê de ética da Sociedade de Células-Tronco está trabalhando em um documento a der divulgado até o final do ano no qual discorre sobre os direitos dos doadores de tecido e faz recomendações. Solbakk também espera realizar mais fóruns públicos para esclarecer os avanços na pesquisa e ao mesmo tempo estimular a reflexão sobre os aspectos éticos.


Ele declarou que a Sociedade continuará com seus esforços para evitar excessos nesse campo, como disponibilizar um novo website no intuito de ajudar pacientes a avaliar declarações de clínicas que ofereçam tratamentos de células-tronco e até mesmo indicar uma clínica para avaliação por parte da Sociedade. Acrescenta que “o recurso mais vulnerável é a confiança”.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia 16/10 vai ser o sábado mais aterrorizante e divertido que você já viveu....

Local: ida ao Playcenter - São Paulo
Saída em frente o portão da Escola "Julio Mesquita"
Horário de saída: 9h
Horário previsto da chegada: 23h30mim
Valor: R$ 60,00 por pessoa
(transporte + passaporte)
Pagamentos e reservas de vagas até 08/10 (sexta-feira)
Interessados pegar autorização comigo.
Prof. Marcos Alexandre

Segundo turno é bom até para Dilma

Por Gilberto Dimenstein

A oposição tentou pregar em Dilma a imagem de um boneco ventríloquo de Lula. Se ela for eleita, podem apostar que, apesar de estar atenta ao ex-presidente (até por falta de opção), vai tentar imprimir marcar própria, afinal tem um temperamento forte. Mas a verdade é que ela é uma opção pessoal do presidente e as pessoas têm uma sensação (correta) de que a conhecem pouco.

Por isso, o segundo turno é bom para todos. E também para Dilma.

Num país com baixa formação política e deficiências educacionais (vejam a vitória de Tiririca), o segundo turno é uma chance de expor com mais detalhamento as ideias, aumentar os confrontos, extrair mais tendências, expor fragilidades --e, claro, fortalezas. Fica menos fácil se esconder nas regras que engessam tanto os debates, impedindo o confronto.

Ganha o eleitor com a maior transparência. Ganha o candidato que, eleito com mais apoios, chega ao poder com maior legitimidade.