sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Atraso nos estudos deixa 75% dos jovens de 18 a 24 anos fora do ensino superior


Por Amanda Cieglinski


Em 2009, apenas 14,4% da população de 18 a 24 anos – faixa etária esperada para o ingresso na educação superior – estava matriculada nessa etapa de ensino.


É o que aponta a análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE).


De acordo com o estudo, esse fato se deve “aos entraves observados no fluxo escolar do ensino fundamental e médio, que têm elevada taxa de evasão e baixa taxa média esperada de conclusão”.


Isso significa que o estudante termina o ensino médio após a idade esperada – 17 anos – e ingressa na universidade com atraso. Considerando a taxa de frequência bruta, 30,3% dos jovens de 18 a 24 anos estavam estudando em 2009.


O acesso é diferente em cada região. Enquanto no Sul, 19,2% dos jovens na faixa etária analisada frequentavam o ensino superior em 2009, no Nordeste o índice era inferior a 10%.


Entre os jovens de 18 a 24 anos da zona rural, apenas 4,3% tinham acesso a cursos superiores, contra 18,2% da população que vive na cidade. Também há desigualdade no acesso entre negros (8,3%) e brancos (21,3%).


Fonte: http://educacao.uol.com.br em 18/11/2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Enade é no dia 21/11 (domingo)

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) vai divulgar na primeira semana de novembro o local de prova do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) 2010.


A consulta poderá ser feita pela página do órgão na internet.


No mesmo site, já está disponível o questionário socioeconômico a ser respondido pelos alunos que forem fazer o Enade.


A prova acontece no dia 21 de novembro, às 13h.


Neste ano, serão avaliados os seguintes bacharelados e licenciaturas:


Agronomia;
Biomedicina;
Educação física;
Enfermagem;
Farmácia;
Fisioterapia;
Fonoaudiologia;
Medicina;
Medicina veterinária;
Nutrição;
Odontologia;
Serviço social;
Terapia ocupacional;
Zootecnia;
Cursos tecnológicos avaliados:
Agroindústria;
Agronegócios;
Gestão hospitalar;
Gestão ambiental;
Radiologia.

Quem deve fazer

Deverão fazer a avaliação estudantes do primeiro e do último ano de graduação. No bacharelado, são considerados do primeiro ano aqueles que, até o dia 2 de agosto, tiverem concluído entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso. Já estudantes considerados do último ano são aqueles que, até 2 de agosto, tiverem concluído pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo ou que tenham condições acadêmicas para conclusão do curso em 2010.

Para cursos de tecnologia com carga horária mínima de até 2 mil horas, serão considerados estudantes do final do primeiro ano aqueles que, até 2 de agosto, tiverem concluído entre 7% e 25% da graduação. Serão considerados do último ano aqueles que, até 2 de agosto, tiverem concluído 75% do curso.

Serão dispensados do Enade estudantes que colarem grau até 31 de agosto e que estiverem cursando atividades curriculares fora do Brasil, em instituição conveniada com a faculdade do estudante.

Formato

Os alunos terão de responder dez questões relacionadas à formação geral. Segundo texto publicado no Diário Oficial, espera-se que os alunos "evidenciem a compreensão de temas que possam transcender ao seu ambiente próprio de formação e sejam importantes para a realidade contemporânea. Essa compreensão vincula-se a perspectivas críticas, integradoras e à construção de sínteses contextualizadas". Nessa parte da avaliação, os estudantes terão de responder duas questões discursivas e oitos perguntas de múltipla escolha.

No que se refere à formação específica de cada curso, há um detalhamento dos conteúdos por área de conhecimento. Os graduandos terão de responder 30 questões, sendo três delas discursivas e as outras 27 serão de múltipla escolha.

Confira o conteúdo das portarias no Diário Oficial da União, clicando aqui.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Metade das pessoas não se casaria com um obeso


Um estudo feito pelo Hospital do Coração em colaboração com o Instituto de Metabolismo e Nutrição mostrou que 78% das pessoas acham que o excesso de peso interfere nas relações matrimoniais e que 50% delas admitem que não se casariam com um obeso.


Entre os homens a taxa é maior – 54% comparados a 46% das mulheres.


Além disso, 81% dos participantes acham que a obesidade interfere na ascensão profissional.


A pesquisa foi feita com 600 pessoas de São Paulo e do Rio de Janeiro.


SARESP 2010 - Dias 17 e 18 de novembro.


Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP – realizará, em novembro de 2010, a décima terceira edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – Saresp, com a participação de todas as escolas da rede pública estadual que oferecem ensino regular e de todos os alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.


Em cada edição, por meio de aplicação de provas cognitivas e questionários respondidos pelos pais, alunos e gestores do ensino, o Saresp avalia o sistema de ensino paulista para monitorar as políticas públicas de educação.



Em 2010, o Governo do Estado de São Paulo assumirá as despesas decorrentes da aplicação da avaliação das redes municipais de ensino que manifestarem interesse em participar do Saresp, a exemplo do que já ocorreu em 2009.


A avaliação também estará aberta à participação das escolas particulares, desde que estas assumam as despesas decorrentes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Após HIV, piora na vida sexual difere em homens e mulheres

Para os homens, ter o número de parceiras sexuais reduzido após o diagnóstico apresenta-se como questão expressiva para a piora na vida sexual.


Estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) constatou que após o diagnóstico positivo de HIV, homens e mulheres sofrem piora em suas relações sexuais.


Essa piora pode estar relacionada a inúmeros fatores, desde o desempenho até a frequência do ato sexual. Segundo a pesquisa, ao comparar homens e mulheres, foi possível perceber que cada grupo considera diferentes variáveis como causas da piora na vida sexual.


A psicóloga Lígia Polistchuck estudou o assunto em sua dissertação de mestrado e constatou que algumas concepções construídas social e culturalmente sobre os universos masculino e feminino podem exercer influência para piora na vida sexual.


Segundo a psicóloga, além de se depararem com tais concepções, atualmente os soropositivos ainda enfrentam, de certa forma, um suporte às vezes não adequado dado pelas instituições que se dizem especializadas. “Este suporte os reduzem ao diagnóstico da doença, sem atentar para os outros fatores que auxiliariam na promoção de sua saúde”, afirma Lígia.


A pesquisa, baseada na análise de questionários respondidos por 979 portadores de HIV, aponta as variáveis mais relacionadas à piora tratando-se de cada sexo. Há variáveis que protegeriam os soropositivos da piora na vida sexual, chamadas “protetivas”, e também variáveis que colaborariam para o agravamento da vida sexual. Para cada sexo, variáveis diferentes apresentam-se como mais expressivas, sejam protetivas ou não.


Por exemplo, para as mulheres, a falha de suporte do serviço de saúde, em diversos aspectos, é considerada muito significativa como causa de piora na vida sexual. Já para os homens, ter o número de parceiras sexuais reduzido após o diagnóstico apresenta-se como questão expressiva para o agravamento na vida sexual. Isso não os ajuda na tentativa de manutenção do “ser homem”, uma construção sociocultural.


Como “protetiva”, “a facilidade para falar com psicólogo às vezes” apareceu no universo masculino. Curiosamente, ao contrário do que se esperava baseado no senso comum de que mulheres conversam mais com os médicos — psicólogos e outros profissionais da área —, esta variável não foi expressiva para o universo feminino. Apesar disso, “a não abertura para falar com ginecologista sobre as relações sexuais” foi considerada um motivo expressivo de piora.


A partir desta comparação, a pesquisadora pôde confirmar a importância de ser oferecido um espaço para que as pessoas que vivem com HIV possam falar da vida sexual com o profissional de saúde. Este, por sua vez, deve ter um olhar mais atento às demandas não tão óbvias, ou que não se associem somente à prevenção ou ausência de doença.


Vida financeira e uso de drogas

O trabalho constatou ainda que questões que dizem respeito à vida financeira também exercem influência para as mudanças na vida sexual de portadores. No caso dos homens e das mulheres, respectivamente, estar empregado e receber um salário mediano, por exemplo, é considerado importante para as mudanças na vida sexual. Os homens, caso desempregados, têm mais possibilidade de apresentar piora. Esta piora aconteceria porque o homem é cobrado e/ou se cobra quando o assunto é “desempenho”, “poder”, “prover”, colaborando para o que a pesquisadora apontou sobre a influência das construções socioculturais associadas à vida sexual, além do diagnóstico positivo para o HIV.

No que diz respeito às drogas, a variável “fazer uso de maconha”, sendo este uso prévio ou atual, não determinado, apareceu como variável protetiva para os homens. Segundo a pesquisadora, “é possível associar este dado a duas questões: os efeitos do uso podem trazer um relaxamento que é útil se pensarmos na cobrança frente ao desempenho do homem na cena sexual. Ainda, o uso de droga pode se associar a uma construção de masculino valorizada, a de correr riscos, a de uma vivência e um saber sobre esta esfera”. É importante lembrar, segundo a psicóloga, que o efeito do uso é singular em cada organismo, o que não permite generalizações.

Para as portadoras de HIV esta variável não surgiu como associada à piora na vida sexual, revelando o quanto homens e mulheres são influenciados por variáveis diferentes em suas relações afetivas a partir do diagnóstico.

A pesquisadora utilizou duas amostras de portadores do vírus do Estado de São Paulo para realizar seu estudo: soropositivos que recebiam tratamento pela Casa da Aids, do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), e pelo Centro de Referência de


Tratamento DST-AIDS (CRT).
* Com informações da Agência USP de Notícias


domingo, 14 de novembro de 2010

Danos do álcool podem ser maiores do que do crack

Um estudo feito na Grã-Bretanha analisou os danos causados pelas drogas e classificou-os em uma escala de 16 pontos.



A principal conclusão foi que o álcool acaba por ser mais nocivo quando são considerados não apenas os danos ao usuário, mas também às pessoas que estão à sua volta. Em seguida vêm a heroína e o crack.




Quando são considerados apenas os danos ao usuário, a lista é encabeçada pela heroína e pela anfetamina conhecida por “crystal meth”.



Quando se leva em conta também as pessoas do círculo social do usuário, os maiores danos foram causados por cigarro e cocaína. Já LSD e ecstasy foram classificados como menos prejudiciais.