terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
A História de Papai Noel
No que deve ter sido uma surpresa para ela, a pergunta foi respondida com muita franqueza. O escritor do artigo, Francis Pharcellus Church, criticou os amiguinhos de Virginia e a era de ceticismo em que viviam e deu sua resposta sincera: “sim, Virginia, o Papai Noel existe”.
![]() © iStockphoto.com /YanLev Não esqueça de escrever sua carta com os pedidos pro Papai Noel. |
Hoje, crianças do mundo inteiro ainda fazem a mesma pergunta de Virginia. Então quem exatamente é esse tal de Papai Noel, e por que ele causa tanto ceticismo entre meninos e meninas? Ele é algum tipo de figura mágica? Como uma pessoa pode causar tanta excitação, dúvida e até mesmo preocupação?
Esse tal de Papai Noel parece fazer bastante segredo sobre suas operações. Ao lado da Mamãe Noel, duendes e uma certa rena com um nariz vermelho brilhante, o Papai Noel é conhecido por morar no Polo Norte, uma façanha impressionante já que lá a temperatura quase nunca fica acima do congelante.
Como o Polo Norte não é o lugar mais hospitaleiro para as pessoas visitarem, seria difícil para a maioria das pessoas agüentar o clima cruel e terreno complicado apenas para ver o Papai Noel.
Pode ser que ninguém nunca saiba exatamente como bom velhinho trabalha, mas nós do ComoTudoFunciona temos o que pensamos ser as explicações mais lógicas para como ele realiza tudo o que faz: ciência e tecnologia.
Desobediente ou comportado?
O Papai Noel é uma das figuras mais populares e reconhecíveis da Terra. Ele já foi representado em dezenas de programas de Natal, do filme de 1947 “Milagre na Rua 34” até o especial de TV “Rodolfo, a Rena do Nariz Vermelho”, e filmes mais novos como “Um Duende em Nova York”, de 2003. Muitos países têm nomes diferentes para ele – Santa Claus nos Estados Unidos, Father Christmas no Reino Unido, Père Noël na França, Babbo Natale na Itália e Sinterklaas na Holanda, onde ele é associado às comemorações do Dia de São Nicolau, em 6 de dezembro.
![]() © iStockphoto.com /Quavondo Se você se comportar durante o ano, o Papai Noel vai deixar seus presentes embaixo da árvore. |
Você pode chamá-lo de São Nicolau ou Papai Noel, mas o homem representa a mesma coisa para quase todo mundo que celebra o Natal e a temporada de festas – ele é conhecido como uma alma benevolente, doador de presentes e um promotor do espírito de Natal.
De acordo com o folclore do Natal, a maior preocupação do Papai Noel é fazer brinquedos e distribuí-los de maneira pontual e organizada para crianças de todo o mundo. Isso rendeu a ele um bom número de seguidores. Afinal, crianças gostam de brinquedos, e o Papai Noel dá brinquedos de graça – portanto, as crianças gostam do Papai Noel.
Ele não apenas distribui brinquedos, mas o faz com estilo também. Ele pilota seu próprio trenó guiado por um grupo de renas, mas não é um trenó qualquer – esse voa, e diz a lenda que ele pode rodar o mundo inteiro em apenas uma noite. Alguns também dizem que o velho Noel não apenas passa pela sua casa e deixa presentes na porta – ele aterrissa no seu telhado, desce pela chaminé e deixa presentes nas suas meias e ao redor da árvore de Natal.
Mas de onde ele tira todos esses presentes? Certamente ninguém conseguiria comprar ou fazer todas essas mercadorias sozinho. É aí que entram os duendes. É possível que esses pequenos trabalhadores possuam energia e motivação que não se igualam nem aos menores nanorobôs, então o Noel nunca precisaria se preocupar muito em ficar com a produção atrasada.
No entanto, há uma pegadinha em toda essa boa vontade do Papai Noel. Como a maioria sabe, apenas as crianças que se comportaram durante o ano ganham presentes do bom velhinho. Uma grande parte do trabalho dele é vigiar o seu comportamento o ano todo – se você se comportou bem, há uma grande chance de ganhar o que você pediu de Natal. No entanto, se o comportamento foi menos do que satisfatório, você pode ganhar no máximo um punhado de carvão embaixo da sua árvore. Como o Papai Noel faz isso?
Aparência e equipamentos
Na noite de Natal, o Papai Noel é sempre o último a chegar – logo à meia-noite, quando você já está dormindo. Essa é a sua única aparição durante todo o ano, já que ele estaria incrivelmente ocupado organizando listas de desejos e fiscalizado a produção dos duendes.
Aqui está o que imaginamos que ele ouça enquanto cruza o céu: |
Seja representado em filmes ou animações, Hollywood tem uma imagem bem certa do Papai Noel – ele é um homem velho grande e gordo, com cabelos e barbas bem brancos, e na maioria das vezes está usando sua característica roupa vermelha com um gorro acompanhando. Suas bochechas quase sempre têm uma coloração rosada, e não é porque ele anda bebendo muito.
Como mencionamos antes, o clima é bem frio no Polo Norte, então sua pele fica sensível muito facilmente.
Nossa melhor aposta é que o Papai Noel use muitos equipamentos para entregar os presentes:
- O trenó – além de ser equipado com renas que voam, o trenó do Papai Noel deve ser uma máquina voadora com uma performance mais rápida e eficiente que qualquer espaçonave usada atualmente pela NASA. O veículo precisaria ser equipado com uma Unidade de Propulsão de Antimatéria especial, que permite que o Papai Noel passe de um telhado para o outro em menos de 24 horas e volte ao Polo Norte em tempo de tirar uma soneca e comer sua ceia de Natal. Para permitir o máximo de conforto durante sua viagem, o trenó do Papai Noel provavelmente também é equipado com um iPod e uma máquina que faz chocolate quente.
![]() © iStockphoto.com /Emanuelle Bluet O trenó do Papai Noel deve ser muito moderno para dar a volta ao mundo em uma noite. |
- A roupa – a roupa vermelha tradicional do Papai Noel provavelmente é mais complexa do que aparenta. Primeiro, precisaria ser de algum material protetor e livre de chumbo, para poder bloquear a radiação do motor do trenó – foguetes antimatéria produzem uma radiação gama perigosa, então é importante que o Papai Noel mantenha-se seguro lá no céu. Segundo, a troupa também precisaria ser costurada com nanotubos de carbono, para permitir que ela encolhesse caso o Papai Noel mude de tamanho.
- O cinto - para subir e descer de chaminés, o Papai Noel precisaria de um pouco de apoio. Nós deduzimos que ele tenha participado de aulas de escalada, e seu cinto viria com todos os ganchos, presilhas, sinos e apitos para que ele entre e saia da sua sala antes que você tenha a chance de avistá-lo.
Shopping e cartas
Se você estiver passeando pelo shopping em dezembro, pode notar o Papai Noel no meio do salão. Provavelmente vai ter uma fila enorme de crianças esperando por uma chance de falar com o velhinho e dizer a ele o que eles realmente querem de presente de Natal. Você pode sorrir e acenar, e o Papai Noel vai sorrir e acenar de volta, com sua risada característica “ho, ho, ho!” e você vai continuar passeando.
Um pouco depois, você pode passear pelo seu shopping local, aquele do outro lado da rua. Passando de loja em loja, você pode ver outro Papai Noel, um pouco diferente do primeiro que você acabou de ver. Como isso pode acontecer? O shopping é algum tipo de portal entre universos paralelos? Um deles é o Papai Noel de verdade e o outro é falso? Ou os dois são impostores?
![]() © iStockphoto.com /Abejon Photography Os papais noéis do shopping ajudam a contabilizar os presentes que você quer de Natal. |
Primeiro: aqueles velhinhos provavelmente não se consideram “falsos”, e podem não gostar da palavra “impostor”. No máximo, podem chamá-los de “mensageiros”. Como os duendes, nós acreditamos que a explicação mais lógica é que eles sejam uma extensão da Aliança dos Ajudantes de Papai Noel, ou os papais noéis de shopping.
Eles são pessoas como eu e você, mas devem cumprir algumas especificações para continuar seus deveres de Natal. Eles devem ter o mesmo tipo físico que o Papai Noel, ter entre 50 e 60 anos, e usar uma barba apresentável. Os papais noéis de shopping também devem se formar em uma Escola Noel especial, onde eles aprendem a rir como o Papai Noel, comer como ele e manter uma barba branca igual à dele [fonte: LA Times]. Será que o próprio Papai Noel escreveu o currículo?
O trabalho de um Papai Noel de shopping é simples – ele deve perguntar para as crianças o que elas querem de Natal, saber se elas se comportaram durante o ano, e então mandar um e-mail detalhado para o Papai Noel. O trabalho deles conta com 33% de todos os pedidos de presentes, fazendo com que eles sejam uma parte importante da equipe do Noel – os outros 67% dos pedidos de Natal são enviados diretamente para o Polo Norte por carta, claro. Quase 100 mil cartas chegam todos os anos no endereço do Papai Noel no Polo Norte.
Por que o Papai Noel precisaria de uma aliança de papais noéis de shopping?
Mesmo que ele consiga percorrer o mundo inteiro em uma noite, ele não poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo. Nós teremos que supor que ele não está muito avançado ainda em termos de tecnologia. Por enquanto, ele precisa se virar com uma maneira complexa porém eficiente de coletar informações de pedidos de Natal.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Existe o perigo da internacionalização da Amazônia?
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Historicamente, a Amazônia, no entanto, foi uma das partes mais separadas econômica, social e politicamente do resto do Brasil. Seja no Brasil Colônia, seja nos tempos contemporâneos. Só para entender o imbróglio, duas histórias dos interesses internacionais ou do desinteresse nacional com a região.
A correspondência do embaixador inglês no Brasil no início da independência brasileira (1822) mostra que o então regente Feijó pediu ajuda militar inglesa e francesa, através dos seus embaixadores, para acabar como a Cabanagem, revolta separatista ocorrida na região. Já nos tempos de Dom Pedro 2º, o chefe do Observatório Naval de Washington defendeu a tese da livre navegação internacional do rio Amazonas, por causa do seu volume de água “oceânico”.
Desabitada e desconhecida, a região acabou sendo explorada pelo governo brasileiro de maneira mais efetiva apenas no século passado quando Marechal Rondon, pai da política indigenista brasileira, começou a instalar os telégrafos na parte mais desabitada do país. Depois outros militares, principalmente durante a ditadura militar (1964-1984), decidiram “povoar” a região em nome da soberania nacional, criando as rodovias transamazônica e Belém-Brasília.
Em 1985, durante a transição democrática, foi criado o Projeto Calha Norte, uma forma de ampliar a segurança na face norte do rio Amazonas a mais desabitada do país e a mais vulnerável.
Ao mesmo tempo, principalmente, nas últimas décadas do século 20 e no século atual, o interesse mundial pela região começou a crescer de uma maneira muito maior que, por exemplo, nos tempos do ciclo da borracha. Afinal, o mundo se deu conta dos perigos da devastação desenfreada da natureza que provoca fenômenos como o aquecimento global e a maior floresta tropical do mundo começou a ter mais importância.
A biodiversidade, ainda hoje, em grande parte, desconhecida da região, é alvo dos olhos de cientistas e biopiratas. E as empresas de capital internacional investem principalmente no setor de extração atrás das riquezas da região.
Bom, por essas e por outras, a região é de interesse mundial. Mas e a internacionalização da região é realmente um perigo.
A pan-amazônia
O fantasma e a realidade
A Constituição brasileira não permite, já no seu primeiro artigo, dizendo que “a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal...” Nos acordos internacionais, o princípio absoluto da não intervenção tem parâmetros estabelecidos na ordem global e passa a admitir como exceções a intervenção – inclusive armada – para o (r)estabelecimento de regimes democráticos, a proteção da propriedade privada e a defesa dos direitos humanos. Foram alguns dos argumentos para acontecer a intervenção dos Estados Unidos no Iraque após a queda do ditador Saddam Hussein.
Há, no entanto, um outro tipo de internacionalização que nada mais é do que a forma como o capitalismo se estruturou desde o século passado e que chamamos de globalização. A grosso modo, é a diminuição das limitações para trocas comerciais entre países. Na prática, é o que vemos em todos os países: empresas multinacionais instaladas e produtos oriundos dos mais diferentes países.
Olhando por esses dois ângulos, podemos dizer que a quebra da soberania brasileira, como teme o exército quando se fala da Amazônia, é praticamente uma fantasia. Não há governo, estadista ou político que fale do assunto com esses viés atualmente.
Do outro lado, a globalização está completamente presente na região. Seja pela presença de diversas multinacionais, principalmente nos setores mineral e madeireiro, seja pela número de institutos de pesquisas e organizações não-governamentais (ONGs) presentes na região. Aliás, são, principalmente, as ONGs a grande preocupação do Exército que as consideram possíveis criminosos e estariam tomando o lugar do Estado.
Durante uma audiência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, o secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, general-do-Exército Maynard Marques Santa Rosa, disse que há 100 mil organizações não-governamentais operando na Amazônia brasileira. Para ele, as ONGs visam principalmente a defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas, mas, segundo ele, "muitas têm interesses ocultos como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e de pessoas e até mesmo espionagem".
Para muitos pesquisadores, o que há, na verdade, é uma intenção do Exército brasileiro de ir atrás de um novo “inimigo”. Como aponta Andréa Zhouri, do departamento de Sociologia e Antropologia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “os ambientalistas passaram a ocupar, juntando-se aos comunistas, o mesmo lugar simbólico e político de “inimigos da nação” no imaginário militar”.
Obviamente, há diversos jogos de interesses conflitantes na região que tem a ver tanto com setores internacionais ou globalizados, como com nacionais e regionais. Enquanto isso, a Amazônia se internacionaliza como praticamente todas as regiões do mundo.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O que tem sido feito para combater a biopirataria?
A biopirataria é facilitada por uma legislação que é excessivamente rígida, ou omissa, como é o caso da Medida Provisória (MP) 2.186, que regulamenta os pontos da Convenção sobre Diversidade Biológica e determina que o acesso aos recursos genéticos depende de autorização da União. Pela MP, os pesquisadores não podem coletar uma folha sequer, sem a autorização do poder público.
Esta MP foi editada depois da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre biopirataria ter sido concluída em 2003, sem determinar precisamente os culpados e o conceito de biopirataria. Por isto, a MP não determina que a exploração ilegal desses recursos é crime, nem estabelece penalidades para os infratores, que acabam sendo punidos, quando muito, como traficantes de animais.
Desde 2003, o Comitê de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão do Ministério do Meio Ambiente criado pela MP para regular as pesquisas com a biodiversidade discute um projeto de lei definitivo sobre o assunto. A idéia é estabelecer regras para beneficiar as comunidades com o uso comercial de seus conhecimentos e definir a biopirataria como crime, impondo punições. Mas não existe uma agenda para a votação deste projeto de lei pelo Congresso Nacional.
Além da falta de uma legislação no Brasil, existe o conflito de regras internacional, com o tratado TRIPs de um lado, que prevalece sobre a CDB e propõe uma divisão mais justa dos lucros gerados com pesquisa genética. Este conflito de regulamentação, na prática, incentiva as empresas de países ricos a continuar com a biopirataria.
Curiosidades
- No mercado mundial de medicamentos 30% dos remédios são de origem vegetal e 10% de origem animal;
- Estima-se que 25 mil espécies de plantas sejam usadas para a produção de medicamentos;
- A falta de fiscalização e controle das espécies nativas abre as portas para a biopirataria e dá ao Brasil um prejuízo diário de US$ 16 milhões;
- O tráfico de animais silvestres movimenta aproximadamente 2 bilhões de dólares por ano no Brasil

- Só 10% dos 38 milhões de animais capturados ilegalmente por ano no Brasil, chegam a ser comercializados, os 90% restantes morrem por más condições de transporte;
- Uma arara-azul pode chegar a valer US$ 60 mil no mercado internacional;
- A internet é um dos meios mais utilizados para a venda ilegal de animais silvestres;
- A pena para os traficantes é de seis meses a um ano de prisão, além de multas de até R$ 5,5 mil por exemplar apreendido.
















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