segunda-feira, 9 de maio de 2011

O professor de hoje não pode só reproduzir sua formação

Por Içami Tiba
É como um médico cirurgião que não poderia nem deveria operar ninguém se não tivesse competências específicas como conhecimento (não conhece as técnicas cirúrgicas mais adequadas e atualizadas, a patologia a ser operada, etc.), comprometimento (não se incomodar com a vida do paciente, largar todo o material cirúrgico na barriga da pessoa que está sendo atendida, tirar as luvas e avental e jogar sobre a mesa cirúrgica e sair correndo porque está na hora da sua saída), responsabilidade (de ter consciência da cirurgia que faz), disciplina (terminar o que começou), ética (respeitar tanto o paciente quanto a si mesmo) etc.

Assim também, de um professor espera-se competências específicas para que seus alunos sejam bem sucedidos no aprendizado.  Tomo a liberdade de listar aqui as seis características que o docente ideal para o século 21 deve ter, segundo texto publicado na revista Nova Escola, da editora Abril:
  • ter uma boa formação;
  • usar novas tecnologias a favor dos conteúdos;
  • atualizar-se em novas técnicas de ensinar;
  • trabalhar bem em equipe;
  • planejar e avaliar sempre: observar para reorientar o trabalho;
  • ter atitudes e posturas profissionais: todo aluno pode aprender.
Aponto, abaixo, mais exemplos de como melhorar a performance do professor com os alunos em sala de aula:
  • 
    Prof. Marcos Alexandre com a Aluna Chayene
    com suas explicações sobre o corpo humano
    
    7. aquecer o aluno para receber a aula. Um aluno raramente tem sua mente aquecida para receber a aula e frequentemente está totalmente desligado. Cabe ao professor fazer um warming up, aquecimento, como qualquer esporte ou aperitivo que prepara o corpo para a ginástica ou refeição, basta que o professor pergunte: quem se lembra da última aula? Quem responder ganha um ponto, pois este aluno favorece o aquecimento de outras mentes, até as respostas começarem a pipocar. Pronto: as mentes estão aquecidas!
  • 8. mental-breaks: alunos não mais suportam ficar 50 minutos em aula. Até adultos precisam de coffee-breaks. Em uma aula pesada, o professor poderia abrir mental-break oferecendo 5 minutos para os alunos trocarem ideias entre si sobre o que foi dado ou, melhor ainda, um aluno pergunta e outro responde, numa competição de somar pontos quem mais souber.
  • 9. um aluno escolhido ou voluntário faz um resumo final da aula, também ganhando um ponto. A aula não termina sem o resumo.
  • 10. o professor deve fazer um teaser (recurso do marketing para estimular o “comprador” através de ofertas interessantes fazendo o aluno interessar-se pela matéria da próxima aula). É como as cenas do próximo capítulo das novelas e seriados de TV ou trailler dos filmes que chegarão aos cinemas.
  • 11. o professor tem que ensinar os pais a cobrarem diariamente as lições de casa. Os filhos têm que fazer um resumo de cada aula assistida, usando 150 palavras do próprio vocabulário e enviar aos pais como conseguirem: seja via mensagens de computador, torpedo, e-mail etc. Tiveram três aulas? Os pais têm que receber três resumos. Caso contrário, estarão sustentando a ignorância que custa muito mais caro do que o conhecimento.
Os itens 7, 8, 9, 10 e 11 já constam do meu novo livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, a ser lançado em julho de 2011 pela Integrare Editora.

sábado, 7 de maio de 2011

Aquecimento Global - Nível do oceano se elevará mais rapidamente que previsto, diz estudo

 
Por Alister Doyle, em Oslo - 03/05/2011.
 
O nível do mar aumentará mais rapidamente do que o esperado neste século, em parte devido à aceleração das alterações climáticas no Ártico e ao derretimento do gelo na Groenlândia, afirmou um estudo divulgado em 03/05/2011.

A elevação representa uma ameaça ainda maior para regiões litorâneas ao redor do planeta e também aumentaria o custo da construção de barreiras de tsunami no Japão, por exemplo.

Temperaturas recordes no Ártico também contribuirão para o aumento do nível dos oceanos em até 1,6 metro em 2100, segundo relatório do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico em Oslo (PMAAO), que é apoiado pelos oito países do Conselho do Ártico.
"Os últimos seis anos (até 2010) foram o período mais quente já registrado no Ártico", disse o relatório.

"No futuro, em nível mundial, o mar deve subir de 0,9 metro a 1,6 metro em 2100, e a perda de gelo das geleiras e calotas polares do Ártico e da camada de gelo da Groenlândia representarão uma contribuição substancial", acrescentou.

Os aumentos foram projetados a partir de 1990.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) informou em seu último grande estudo, em 2007, que o nível dos mares eram susceptíveis de aumentar entre 18 e 59 centímetros até 2100. Esses números não incluíam uma possível aceleração do degelo nas regiões polares.

Ministros das Relações Exteriores das nações do Conselho do Ártico -- Estados Unidos, Rússia, Canadá, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e Islândia -- devem se reunir na Groenlândia em 12 de maio.

"O aumento da temperatura média anual, desde 1980, é o dobro no Ártico em comparação com resto do mundo", disse o estudo. As temperaturas agora estão mais elevadas do que a qualquer momento nos últimos 2.000 anos, segundo o estudo.

Preocupante

O IPCC afirmou ainda que é pelo menos 90 por cento provável que as emissões humanas de gases do efeito estufa, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam responsáveis pela maior parte do aquecimento nas últimas décadas.

"É preocupante que a ciência mais recente indique uma elevação do nível do mar muito mais alta do que esperávamos", disse à Reuters a Comissária do Clima da União europeia, Connie Hedegaard.

"O estudo é mais uma evidência de como o combate às alterações climáticas se tornou urgente, embora esta urgência nem sempre fique evidente no debate público e no ritmo das negociações internacionais", disse.

As negociações da ONU para um pacto global de combate às alterações climáticas vêm tendo um progresso lento. A ONU diz que promessas nacionais para limitar as emissões de gases de efeito estufa são insuficientes para evitar mudanças perigosas, como inundações ou ondas de calor.

Ser solidário faz bem

Conscientização sobre o Trabalho Voluntário

Prof. Marcos Alexandre em campanha de
arrecadações de brinquedos para a ONG Hospitalhaços.

Psicólogos, neurologistas e epidemiologistas estão afirmando que agora está cientificamente provado: ajudar o próximo traz benefícios para a saúde de quem ajuda.

Fazer o bem é bom para o coração, o sistema nervoso, o sistema imunológico, aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de um modo geral.
Hoje, uma nova moral voltada para o coletivo se manifesta de modo cada vez mais claro.

Desde os movimentos ecológicos até as iniciativas menos conhecidas, como o do pediatra Edson Mantovani, que atende gratuitamente nas favelas de São Paulo, ou da esteticista Janine Goossens, que uma vez por semana leva sua equipe para cuidar dos pacientes do Hospital do Câncer, cada vez mais pessoas estão abrindo mão de seu tempo em benefício da comunidade.
Os benefícios psicológicos derivados da ajuda aos outros foram bem documentados. Em um projeto realizado nos Estados Unidos ao longo de dez anos, 2700 pessoas foram estudadas, a fim de verificar como o relacionamento social afetava sua saúde.
Os pesquisadores descobriram que o fato de realizar regularmente trabalho voluntário, aumentava muito a expectativa de vida, principalmente dos homens, que tinham taxas de falecimento duas vezes e meia mais baixas, do que os que não o faziam.
Surpreendentemente , a taxa de mortalidade entre as mulheres reduzia pouco, talvez porque a maioria das mulheres já gasta muito tempo cuidando dos outros, mesmo sem ser em trabalho voluntário.
Outros dados dessa pesquisa mostram que as pessoas que têm muitos contatos sociais tendem a viver mais do que aquelas que preferem o isolamento. Tudo indica que mesmo ocupações inócuas como ler ou relaxar podem tornar-se prejudiciais se usadas para aumentar o isolamento.
O dar e receber dos programas de ajuda afetam também, diretamente, o nosso sistema imunológico.
Segundo os teóricos, ao fazer o bem, despertamos gratidão e afeto, sentimentos que nos provocam uma sensação de bem estar. Essa sensação poderia ser causada pelas endorfinas produzidas naturalmente pelo cérebro.
Seguindo essa linha de pensamento, podemos concluir que uma importante função do cérebro é proteger o corpo de doenças. É possível que o cérebro tenha evoluído dessa maneira para garantir a sobrevivência da espécie.
Os seres humanos dependem uns dos outros. Os indivíduos precisam estar solidamente ligados a um grupo maior para se sentirem protegidos.
Somos feitos para depender do grupo, e quanto mais contribuímos para a sobrevivência do grupo, tanto mais somos sadios e mais valiosos para o grupo.
A consciência de que o altruísmo é bom para a saúde pode ter um profundo efeito social.

Quase todos nós precisamos sentir que somos importantes para alguém. De acordo com as pesquisas, o ideal é termos alguma atividade realmente voluntária.
Para que o altruísmo faça bem à saúde, é preciso estar no controle da situação e ter outras escolhas possíveis.
Este aspecto bastante egoísta do altruísmo parece barateá-lo. Mas não podemos esquecer que conseguimos sobreviver e evoluir graças a um complexo jogo de fatores, e se é verdade que ajudar os outros faz bem para nós, é verdade ainda mais evidente, que faz mais bem, quando ajudamos com amor.

O que é voluntariado?
Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos..."
Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.
Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma "profissionalização voluntária"; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos.
Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário, descobrem-se, entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática, e o social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.
Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento.
Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo.

Como ser um bom voluntário
A maioria das entidades beneficentes no Brasil ainda são muito pequenas, e não têm programas de voluntariado.
A FOCA Brasil nasceu com a missão de formar uma rede de voluntários, de pessoas de bem construindo homens de bem. Conheça e participe desse projeto, faça o bem, você só tem a ganhar e crescer!
Qualquer pessoa pode ser voluntária, independente do grau de escolaridade ou idade, o importante é ter boa vontade e responsabilidade.
Existem milhares de entidades que prestam esse atendimento, pesquise uma perto da sua casa ou trabalho, veja se a área de atuação da entidade está de acordo com a sua intenção de trabalho, e depois da escolha marque um dia para conhecê-la pessoalmente.
Se não der certo com a primeira entidade, não desista, tem muita gente precisando da sua ajuda. Tente outra vez. E se tudo der certo, ótimo! Sinta como a entidade funciona, e do que ela necessita talvez você tenha que pesquisar um pouquinho e sugerir uma tarefa.
Por exemplo, pintar a entidade por fora ou por dentro, cadastrar doadores no computador, ajudar a organizar um evento ou fazer uma festa. A iniciativa é sua. Seja humilde. O fato de você estar ajudando os outros não significa que você será paparicado e que seu trabalho não possa ser criticado.
Prof. Marcos Alexandre e seus alunos abraçando a campanha.
O trabalho voluntário exige o mesmo grau de profissionalismo que em uma empresa, se não maior. Existem regras a seguir, por mais meritória a causa, e não desanime se nem todos vibrarem e baterem palmas pelo seu trabalho.

Por que ser um voluntário?
A grande maioria dos voluntários no Brasil quer:
1. Ajudar a resolver parte dos problemas sociais do País.
2. Sentir-se útil e valorizado.

3. Fazer algo diferente no dia a dia.
4. 54% dos jovens no Brasil querem ser voluntários, mas não sabem como começar.
Agora não tem desculpa. Pesquise as entidades perto de você e seja um voluntário.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Doses de trabalho voluntário

POR EULINA OLIVEIRA
FOTOS ANDRÉ MOURA
Há muito tempo que o trabalho voluntário já não é mais associado à caridade. Nas últimas décadas, este tipo de atividade conquistou muito mais seriedade e também notoriedade.

Acredite, esta é uma boa receita para cuidar da saúde. Pesquisas confirmam que ajudar o próximo, além de proporcionar benefícios para a alma, reduz o estresse, combate a insônia, a depressão, entre outros males

Até mesmo grandes empresas privadas têm estimulado seus funcionários, de várias maneiras, a dedicar-se à prática do altruísmo e da solidariedade. E, segundo um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), após o ano Internacional do Voluntariado (em 2001), o número de voluntários no Brasil passou dos 22 milhões para nada menos do que 42 milhões. Um crescimento para lá de impressionante e digno de comemoração.
nome: Olinete Alves Gomes
idade: 57 anos
atividade: trabalha na brinquedoteca da APAE
nome: Nidelce Bulgueroni
idade: 60 anos
atividade: ajuda na cozinha da APAE (SP)
nome: Célia Aparecida Borsari Costa
idade: 43 anos
atividade: coordenadora da AACD na Moóca (SP)


SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), O VOLUNTÁRIO É ALGUÉM QUE DEDICA PARTE DE SEU TEMPO A ATIVIDADES DE BEM-ESTAR SOCIAL, SEM GANHAR REMUNERAÇÃO ALGUMA

E o que será que tem motivado essas pessoas? O livro The Healing Power of Doing Good - The Health and Spiritual Benefits of Helping Others (O poder curativo de fazer o bem - Os benefícios à saúde e espirituais de ajudar os outros), escrito pelo americano Allan Luks, ex-diretor do Instituto para o Avanço da Saúde de Nova York, dá uma pista.

Segundo o autor, este tipo de tarefa faz uma pessoa se sentir bem espiritualmente e ainda contribui para melhorar a sua saúde física, mental e emocional. Aliás, o autor reuniu diversos estudos sobre os benefícios proporcionados pelo altruísmo do trabalho voluntário e identificou uma clara relação de causa e efeito entre ajudar os outros e ter boa saúde.

Essas pesquisas concluíram que os participantes tiveram um aumento da sensação de bem-estar após realizar ações filantrópicas e, conseqüentemente, apresentaram uma redução em seus níveis de estresse e maior equilíbrio emocional.

Mas, talvez, o resultado mais curioso foi o relato dos entrevistados, após iniciar esses trabalhos, sobre a melhora e até desaparecimento de problemas como insônia, úlceras, dores de cabeça e nas costas, depressão, gripes e resfriados.

E as revelações não param por aí. Outras pesquisas, conduzidas pelas Universidades de Michigan e Cornell, também nos EUA, sugerem que indivíduos que vêm dedicando um longo período ao voluntariado vivem mais do que aqueles que não participam de nenhuma ação voltada a ajudar outras pessoas. A explicação para tal longevidade seria a melhoria geral da qualidade de vida, fruto da interação social que o comprometimento regular com atividades sociais propicia.

Pesquisadores também constataram, ao acompanhar voluntárias do sexo feminino, durante 30 anos, que elas têm uma capacidade maior de manter suas habilidades e aptidões físicas e mentais, natas ou desenvolvidas, ao longo da vida. "O altruísmo faz com que a pessoa se sinta realizada, traz bem-estar, especialmente quando ela pode ver os resultados dessa ação.

Além disso, trata-se de algo que se está fazendo por iniciativa própria, não por obrigação, e por isso é prazeroso", explica o psicoterapeuta Geraldo Possendoro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Acredite, esta é uma boa receita para cuidar da saúde. Pesquisas confirmam que ajudar o próximo, além de proporcionar benefícios para a alma, reduz o estresse, combate a insônia, a depressão, entre outros males


" PARADOXALMENTE, EM UM MUNDO VOLTADO CADA VEZ MAIS PARA O INDIVIDUALISMO, COM RELAÇÕES FRIAS E VIRTUAIS, AS PESSOAS ESTÃO BUSCANDO SATISFAÇÃO NO TRABALHO VOLUNTÁRIO"
GERALDO POSSENDORO, PSICOTERAPEUTA DA UNIFESP

Estimulando o cérebro
A ciência pode esclarecer alguns pontos relacionados aos benefícios físicos do voluntariado.

Resultados de uma pesquisa realizada pelo neurocientista brasileiro Jorge Moll, nos Estados Unidos, mostra que o simples ato de pensar em fazer o bem já ativa o sistema de recompensa do cérebro e libera uma carga do neurotransmissor dopamina, substância envolvida na sensação de bem-estar. Outra região acionada nesse processo é o córtex subgenual, ligada à formação de laços afetivos de longo prazo (como namoro e amizade).

E tem mais. O pesquisador entregou US$ 128 aos 19 voluntários e pediu que decidissem o que fazer com a quantia: embolsá-la ou doá-la a alguma instituição de caridade. Enquanto pensavam, foram submetidos ao exame de ressonância magnética que revelou que aqueles que mantiveram o dinheiro para si não tiveram ativado o sistema de recompensa do cérebro.

O CAMINHO DAS PEDRAS
Na era da Internet, nunca foi tão fácil pesquisar instituições sem fins lucrativos que necessitam de ajuda. Você pode começar a busca nos sites dedicados ao assunto, como o Portal do Voluntário (www.portaldovoluntario.org.br), Seja um Voluntário (www.voluntarios.com.br) e Faça Parte (www.facaparte.org.br). Por outro lado, exercer o trabalho voluntário exige dedicação e responsabilidade.

Não é só porque você está dedicando parte de seu tempo e talento sem cobrar nada por isso que deixará de ter um comprometimento sério com a instituição. Até porque as pessoas que estão lá estarão sempre contando com você. Por isso, geralmente, as entidades fazem uma triagem.

Os interessados passam por uma entrevista que identifica se o perfil se encaixa à tarefa a ser exercida. Para ajudar você, anote estas dicas:
Qualquer pessoa pode ser voluntária, independentemente do grau de escolaridade ou idade, mas boa vontade e responsabilidade são qualidades essenciais.

Dê preferência a entidades perto da sua casa ou trabalho, mas antes verifique se a área de atuação está de acordo com a sua intenção, e faça uma visita.

Conheça o funcionamento e as necessidades da entidade. Se não der certo com a primeira, não desista - tente outra.

Seja humilde. O fato de você estar ajudando os outros não significa que seu trabalho não possa ser criticado. Pode não ser remunerado, mas o trabalho é sério. O grau de profissionalismo exigido nessas entidades é o mesmo de uma empresa.

Não desanime se nem todo mundo vibrar e bater palmas pela sua dedicação. Afinal, a quem você espera agradar?


FONTE: WWW.VOLUNTARIOS.COM.BR, em 05/05/2011.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como surgiu a Associação dos Hospitalhaços...

Histórico

Os Hospitalhaços nasceram de um trabalho desenvolvido na Enfermaria e UTI Pediátricas no HC da Unicamp Universidade Estadual de Campinas - São Paulo, fundado em abril de 1999 por Walkiria Camelo e Márcio Parma.

Em meados de 2000 devido as suas atividades profissionais Marcio Parma precisou deixar o projeto e desde então Walkiria Camelo fica responsável pela coordenação geral do projeto, neste mesmo ano se inicia o atendimento ao Hospital Municipal Dr Mario Gatti.

Em dezembro de 2001 é constituída a Associação Hospitalhaços e desde então se inicia um novo processo de expansão com a captação de novos voluntários e a ampliação das unidades atendidas.

Em junho de 2002 a ONG inicia o atendimento aos Hospitais Municipal de Paulínia e Estadual de Sumaré onde implanta sua primeira brinquedoteca, também foi criada oficinas de artes plásticas voltadas para os pacientes e acompanhantes nas unidades já atendidas.

Em 2003 é iniciadas as atividades no Hospital André Luiz e Hospital Municipal de Americana e a ONG passa a promover festas em datas comemorativas nos Hospitais e atender as solicitações para visitas a instituições de apoio a menores e idosos.

Em outubro de 2004 a Associação Hospitalhaços implanta a sua segunda brinquedoteca na unidade pediátrica do Hospital das Clinicas da Unicamp e é iniciado o atendimento ao Centro Infantil Boldrini.

Também em 2004 foi estabelecida a parceria da Associação Hospitalhaços com a Universidade Estadual de Campinas, onde a ONG passa a ser uma matéria eletiva na Unicamp, participando da disciplina Trabalhos Comunitários.

No segundo semestre de 2005 foi iniciada as negociações para a implantação da terceira brinquedoteca no Hospital da Restauração em Recife e firmada a pareceria com as universidades Metrocamp e Puc-Campinas.

No inicio de 2006 é inaugurada a brinquedoteca do Hospital da Restauração em Recife, é iniciado o atendimento ao Hospital Celso Pierro (PUC-Campinas) e também firmada parceria com a ONG Casa de Matheus em Ouricuri no sertão de Pernambuco.

Em 2007 foi realizada a reestruturação e ampliação da brinquedoteca do Hospital Estadual de Sumaré e iniciada as atividades do Hospital Municipal de Hortolândia.

No segundo semestre de 2009 implantamos a brinquedoteca no Hospital e Maternidade Celso Pierro (PUC-Campinas).
Atualmente atendemos a 11 Hospitais públicos, mantemos e administramos 3 brinquedotecas contamos com 560 voluntários e beneficiamos mais de 456.000 pessoas anualmente.