domingo, 22 de maio de 2011

Maconha aumenta risco de psicose

Uma pesquisa feita pela Universidade de Maastricht, na Holanda, mostrou que usuários de maconha na adolescência e no início da vida adulta têm mais chances de apresentar sintomas de psicose.

Foram acompanhadas 1.923 pessoas de 14 a 24 anos num período de 10 anos. Apesar de outros estudos já terem correlacionado a maconha com distúrbios psicóticos, não se sabia exatamente se a droga desencadeava os sintomas ou se as pessoas com traços psicóticos é que eram mais predispostas a usar maconha.

O novo estudo mostra que a primeira possibilidade é mais provável.

Os participantes que apresentavam quadro anterior de psicose foram excluídos do estudo.

Os que já fumavam maconha no começo da pesquisa mostraram um risco maior de ter sintomas psicóticos persistentes.

O risco se mostrou aumentado mesmo com a análise de outros fatores, como situação sócio-econômica, uso de outras drogas e outras condições psiquiátricas.

sábado, 21 de maio de 2011

Vamos no Hopi Nigth dia 02/06???

Estou convidando para participar da minha excursão
para o Hopi Nigth no dia 02/06/2011.

Valor do passaporte e do ônibus (ida e volta) R$ 60,00

O pagamento tem que ser feito até o dia 31/05/2011 (3ªfeira).

Essa excursão é organizada por mim e as
escolas não tem nada a ver com isso.

Me procure na Escola e reserve seu lugar!!

V A G A S   L I M I T A D A S ! ! !

Brasileiro fuma menos, mas mulheres bebem mais

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde com mais de 54 mil pessoas mostrou que o brasileiro está fumando menos. Por outro lado, o consumo de álcool tem aumentado, principalmente entre mulheres.

Na pesquisa de 2006, 16,2% dos entrevistados disseram que fumavam. A taxa caiu para 15,1% no último levantamento. As capitais com maior proporção de fumantes são Rio Branco, Porto Alegre e São Paulo.

Já o consumo abusivo de álcool (5 doses ou mais para homens e 4 doses ou mais para mulheres) está aumentando. Se em 2006 a prevalência era de 16,1% da população, em 2010 o índice subiu para 18%. O aumento mais expressivo foi observado entre mulheres: de 8,2% para 10,6%.

Outro dado interessante é o que comprova que a onda de obesidade está estabelecida no país. Quase metade (48,1%) da população apresenta sobrepeso, sendo que 15% já pode ser considerada obesa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hoje vimos Saturno e....




Em Saturno terminam os planetas que são visíveis a olho nú e portanto os planetas conhecidos na antiguidade.

Com ele temos um conjunto de sete objetos de corpos errantes a noite e que nos tempos remotos não podiam ser tocados pelo Homem. Por coincidência,  a nossa semana tem sete dias, um para cada um desses corpos que foram considerados divindades:  Lua (segunda-feira), Marte (Terça-feira), Mercúrio (Quarta-feira), Júpiter (Quinta-feira), Vênus (Sexta-Feira), Saturno (Sábado) e Sol (Domingo) correspondentes à primeira hora planetária do dia. Porém a tradição de se colocar nomes de deuses nos demais planetas continuou. Apesar de ser o segundo maior planeta do sistema solar, só se obteve informacões de algum valor a seu respeito, do final da segunda metade da década de 70 em diante, através das sondas Pioneer 11 e Voyager 1 e 2.
Histórico

As observações dos anéis feitas da Terra dependem da posição de Saturno relativo à Terra, pois devido ãs inclinações da órbita da Terra e de Saturno com o plano da eclíptica, ora os anéis podem ser vistos como um disco com o planeta no centro e ora podem ser vistos como dois braços de Saturno.

Observando esses anéis em 1675 Jean Dominique Cassini (1625-1712) descobriu que havia uma vazio no anel como um todo. Esse vazio ficou conhecido como divisão de Cassini, sendo a maior divisão dos anéis. Em 1837 Encke também descobriu uma outra divisão que levou seu nome. E com a melhoria dos instrumentos ópticos outras divisões foram descobertas. Até que os levantamentos feitos pelas Voyagers, mostrou o quanto era precário o conhecimento sobre esses anéis.

O que se tinha em mãos até o levantamento feito pelas sondas, eram previsões teóricas feitas por James C. Maxwell (1831-1879), que estudou a complexidade da formação desses anéis.
Com a pesquisa feita pelas sondas, as previsões de Maxwell foram confirmadas e houve um esforço para interpretação teórica de diversos outros fenômenos registrados lá.
Suas Dimensões

As principais regiões desses anéis são as seguintes:

Na região mais próxima de Saturno está o anel D, caracterizado por um brilho muito fraco, com largura que varia de alguns quilômetros a algumas dezenas de quilômetros. Apesar de serem anunciados antes da presença das sondas no local, a sua observação da Terra é duvidosa, pois sua reflexão está no limite resolutivo dos telescópios.

Em seguida a este aparece a borda interna do anel C, onde ocorre um significativo aumento de luminosidade, apesar de ser formado por muitas faixas e bem transparentes. As medições de luz difusa confirmaram a hipótese de que o anel C é formado por poucas partículas.

Baseando-se no aumento da luminosidade, há um limite bastante claro na divisão dos anéis C e B, onde se observa um grande aumento de brilho e na opacidade do material, o que revela um número muito maior de partículas.

Nos anéis B as partículas parecem orbitar ao redor de Saturno em pequenos grupos em forma de cunha, medindo 10.000 km de comprimento e 2.000 km de largura. Os anéis B terminam no limite interno da divisão de Cassini.

O anel A começa com brilho igual ao do anel B e decresce gradativamente até a divisão de Encke. Na parte externa a divisão de Encke há um aumento no brilho de 25% e na parte mais externa ainda a um aumento de 50% na luminosidade, porém é uma faixa muito estreita. Acredita-se que esse aumento de luminosidade é provocado pelo confinamento de matéria provida do pequeno satélite 1980 S2.
Cabe dizer que não são quatro anéis que existem em Saturno e sim quatro grandes grupos de anéis, onde se observa milhares de divisões entre eles. Não existe nenhuma diferenciação típica para as partículas que compõem os anéis, devido aos frequentes choques entre eles. Dessa maneira as partículas podem assumir muitas ordens de grandeza.

Uma análise espectróscopica dos anéis mostra que há uma abundância de gelo. Nesse gelo aparecem presentes outros compostos que não puderam ser determinados.

A origem desses anéis ainda é muito polêmica. A hipótese que goza de maior crédito entre os pesquisadores é a de que um satélite teria se formado muito próximo do planeta e que logo em seguida ultrapassou o limite de Roche e por efeito de maré fragmentou-se de maneira destrutiva (estilhaço).

Cada fragmento com dimensões maiores do que os encontrados atualmente teriam adquirido velocidades diferentes e os frequentes choques entre eles ocasionou uma maior fragmentação de maneira a ocupar todo o espaço disponível ao redor. A relativa estabilidades das órbitas desses anéis deve-se aos satélites que estão próximos aos mesmos. Tais satélites são denominados de satélites pastores.

Visita com os alunos do E. Fundamental II (7ª séries) da E.E. "Julio Mesquita" ao Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini”.

O Observatório Municipal de Campinas, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura, foi inaugurado em 15 de janeiro de 1977, sendo o primeiro no gênero a ser implantado no País.
Além das atividades de pesquisa e observacional inerentes a um observatório astronômico, desenvolve ações voltadas para o processo de divulgação com o público em geral e educativa, atendendo estudantes de todos os níveis.

O Observatório possui mobiliários e instrumental do poder público. No que diz respeito ao instrumental, seu maior telescópio e o primeiro a ser instalado no Observatório, é o telescópio americano refletor de 600mm de abertura Marca Group 137, modelo Cassegrain.
Um telescópio Newtoniano Mead de 250mm acervo de doação astronômico Alfredo Leal Viera da Costa: uma luneta inglesa, objetiva de 70mm de abertura, marca Troughton & Simms, com uma caixa com oculares e acessórios; uma luneta alemã, marca Carl Zeiss, objetiva de 110mm abertura, com tripé de campanha dobrável com movimentos lentos horizontal e vertical, com diversas oculares e acessórios.
Foto do Processo 004_04
A par disto cabe mencionar dois grandes instrumentos do Governo Federal sob nossa responsabilidade para uso: um Astrógrafo Carl Zeiss, 400/2000mm, o maior do país e o telescópio refletor Carl Zeiss de 500 mm de abertura, modelo Cassegrain.
Exemplares de livros, revistas e boletins astronômicos. Recortes de jornais e fotografias (nada catalogado) da história e memória do observatório.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Drogas na adolescência

Por Fábio Reynol, de Águas de Lindoia - Agência FAPESP 

Quanto mais precoce o consumo de uma droga de abuso, mais o indivíduo se torna vulnerável à dependência. Foi o que mostrou um estudo com camundongos conduzido no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Ao administrar doses de álcool em animais adolescentes e adultos, os pesquisadores constataram que os mais jovens apresentaram uma compulsão maior ao consumo após um período de abstinência.

Segundo os pesquisadores, o resultado também pode valer para outros tipos de drogas de abuso, que englobam desde anfetaminas até entorpecentes pesados como cocaína e heroína, passando pelo cigarro e pelo álcool.

“Drogas de abuso são aquelas que induzem à fissura pelo seu consumo seja pelo prazer proporcionado, seja pelos efeitos desagradáveis que a interrupção de seu uso provoca”, disse a coordenadora da pesquisa, Rosana Camarini, professora do ICB-USP, à Agência FAPESP.

O trabalho, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, terá seus resultados apresentados na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que começou na quarta-feira (25/8) e vai até sábado em Águas de Lindoia (SP).

Rosana analisou quatro grupos de camundongos: adolescentes que recebiam doses de álcool e adolescentes tratados com solução salina e adultos divididos nessas mesmas categorias (com e sem a administração de álcool).

Entre as diferenças observadas está que os adolescentes que receberam álcool apresentaram tolerância à droga, enquanto que os camundongos mais velhos sob o mesmo tratamento responderam com uma sensibilização ao álcool.

Rosana conta que ambos são fenômenos neuroadaptativos provocados pelo uso contínuo da droga. A sensibilização é um aumento do efeito que a droga apresenta ao longo de um período de consumo.

Já a tolerância, observada nos animais adolescentes, significa a redução desses efeitos. Nesse caso, o indivíduo precisará de doses maiores do produto para conseguir obter as mesmas sensações proporcionadas pelas doses iniciais.

Em uma outra etapa, os pesquisadores separaram os camundongos adolescentes e adultos que haviam recebido álcool. Colocados individualmente em uma gaiola, cada um poderia escolher entre dois recipientes, um com água e outro com álcool. O frasco com etanol continha doses que eram aumentadas gradualmente, de 2% a 10%.

“Nessa etapa, não detectamos diferenças entre os dois grupos. Porém, após a dose de 10%, resolvemos retirar o álcool para estabelecer um período de abstinência”, disse a professora da USP, explicando que se trata de um teste para verificar se o animal se tornou ou não dependente da droga.

Ao serem novamente expostos ao álcool, os animais mais jovens começaram a beber gradativamente mais, enquanto que os adultos mantiveram o consumo que apresentavam antes da abstinência.

Já os animais controle, tratados previamente com solução salina, não apresentaram um aumento no consumo ao serem expostos ao álcool em ocasiões diferentes. E isso se verificou tanto nos indivíduos jovens como nos adultos.

Rosana ressalta que nessa etapa da pesquisa os animais tratados com álcool na adolescência já estavam adultos, considerando que a adolescência dos camundongos dura apenas 15 dias.

Alterações neuroquímicas

“O que podemos concluir dessa experiência é que o contato prévio do adolescente com o etanol acaba induzindo alguma modificação que faz com que, quando adultos, eles fiquem muito mais vulneráveis ao consumo”, disse a pesquisadora.
Isso ocorre porque a droga provoca alterações neuroquímicas que interferem no processo de formação do cérebro do adolescente.

Um bom exemplo é que os adolescentes apresentam uma liberação bem maior de glutamato quando expostos ao álcool, se comparados aos adultos. Esse aminoácido tem efeito excitatório sobre o sistema nervoso central.

“O consumo de álcool aumenta o número de receptores para o glutamato e, quando se retira a droga, permanecem inúmeros receptores ávidos por esse aminoácido que não está mais lá”, disse. Convulsões associadas à abstinência, por exemplo, estão relacionadas ao glutamato.

Por essa razão, Rosana estima que indivíduos com experiência precoce com drogas tenham maior probabilidade de apresentar síndromes de abstinência mais severas.

Outro efeito do álcool sobre organismos jovens seria a redução da proteína Creb, responsável pela transcrição de determinados genes. Vários estudos feitos com animais aplodeficientes de Creb mostraram que isso provocava um consumo maior de álcool.

A redução desse mesmo neurotransmissor também é observada em indivíduos que consumiram álcool durante a adolescência.

“Parece que todas essas alterações neuroquímicas observadas nos adolescentes estão relacionadas ao fato de eles quererem consumir mais álcool”, disse. As drogas interferem no processo de remodulação do sistema nervoso central que ocorre durante a adolescência.

Essas transformações neuroquímicas explicam alguns comportamentos típicos dessa fase da vida, como a propensão a correr mais riscos e a procura por experiências que causem euforia.

Rosana cita como exemplo a presença maior de dopamina na região do córtex pré-frontal do cérebro adolescente. Trata-se de uma área relacionada a analisar riscos e tomar decisões e que, além de não estar totalmente formada na adolescência, recebe dopamina em doses maiores que a de um adulto. “A presença das drogas de abuso interfere nesse processo natural que já é bem complicado”, pontuou.

Os efeitos observados levaram os autores do estudo a reforçar a importância de aplicações de políticas públicas para proteger o adolescente. Como exemplo, a professora do ICB-USP cita a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.

“Leis como essa se justificam, pois o contato precoce com a droga pode resultar posteriormente em uma vulnerabilidade maior à dependência quando a pessoa é exposta novamente à droga, em comparação àqueles que não tiveram essa experiência prévia”, afirmou.