terça-feira, 7 de junho de 2011

NÃO AO CONSUMISMO!... Quanto mais você compra, mais lixo você tem.

O processo é longo. Você se apaixona por um produto, não resiste ao design, compra, leva para casa, usa e descarta. Para onde ele vai?
"O lixo parece mágico", diz Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP. "Você joga fora e seu metro quadrado está limpo, mas as ruas não." As vias reúnem coisas que vão de cocô de cachorro a sofás que não prestam para estar dentro de casa. "O consumidor deveria perguntar ao fabricante por que o sofá não dura mais que dois anos", afirma Valéria.

Segundo a diretora da entidade, para mudar a alta produção de lixo, o consumidor deveria planejar suas compras e ter uma ideia de quanto vai consumir para evitar o desperdício.

Outras saídas, no plano individual, seriam "exigir que os comerciantes apresentassem alternativas melhores para as embalagens, que os produtos tivessem maior qualidade e durabilidade", de acordo com Valéria.

"No plano coletivo, é preciso haver uma política pública que faça as empresas serem responsáveis pelo lixo que produzem."

O tempo de decomposição de cada resíduo varia de fonte para fonte e, como diz Valéria, não é muito confiável. Sobre o vidro, as informações vão de quatro mil anos até um milhão de anos. Os dados sobre embalagens PET também variam: de cem anos a tempo indeterminado.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Veja onde descartar objetos obsoletos, como celulares e lâmpadas

Por ROSANA FARIA DE FREITAS - FOLHA

De um ano para o outro, o seu computador fica obsoleto. O celular passa de item cobiçado a peça pré-histórica em questão de meses. Imagine se esses produtos, e mais baterias de carro, exames de raio-X e lâmpadas fluorescentes fossem dispensados como entulho comum.
Marlene Bergamo/Folhapress
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados para servir de matéria-prima para asfalto, mangueiras e sapatos
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados para servir de matéria-prima para asfalto, mangueiras e sapatos


As baterias de carro contêm chumbo, que gera problemas ao sistema nervoso, enfraquece os ossos, causa anemia. Essas substâncias tóxicas podem se instalar em seu corpo de forma simples: uma vez despejadas no solo, têm suas matérias-primas decompostas, são ingeridas por vermes e minhocas e, em contato com o lençol freático, entram na cadeia alimentar por meio das plantas. Como você é o último componente desse ciclo, consome as substâncias absorvidas ao longo do processo.

As lâmpadas fluorescentes contêm vidro e metal, e são compostas por fósforo e mercúrio. O fósforo favorece o surgimento de câncer e provoca lesões nos rins e no fígado; o mercúrio, se inalado, pode causar dor de cabeça, febre, fraqueza muscular. A esses "poluidores" se unem outros, como computador e pneu, todos com componentes tóxicos na composição.

O Brasil é o país que mais descarta computadores pessoais per capita --0,5 kg por habitante--, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Na China é de 0,2 kg por pessoa.

O número dessas máquinas vendidas no país sobe 15% a 20% ao ano: em 2010, atingiu 13,3 milhões, de acordo com a consultoria IT Data.

No mundo todo, são geradas 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos anualmente, sendo que apenas 10% passam por reciclagem de forma apropriada.

O trabalho de desmontagem e o reaproveitamento é pouco conhecido por aqui, segundo o Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP).

REAPROVEITAMENTO

Para entender a importância de dar destino certo ao velho aparelho de TV ou ao computador, é preciso se dar conta de que quase 50% dos eletroeletrônicos é composto de plástico e ferro, insumos largamente aproveitáveis. O chumbo volta à ativa como matéria-prima. O vidro das telas gera cerâmica vitrificada, empregada em pisos.

Grande parte do asfalto vem dos pneus que são dispensados adequadamente. Embora a valorização energética --em caldeiras de indústrias, por exemplo-- seja o principal destino, boa parte deles é utilizada para fazer asfalto ecológico, piso de quadras poliesportivas e artefatos de borracha, como tapetes e sapatos.

Segundo a Reciclanip, entidade responsável pela coleta de pneus e ligada à Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), em 2010 o Brasil reciclou mais de 300 mil toneladas de pneus, equivalente a quase 62 milhões de unidades de carros.

ONDE DESCARTAR

Jogar o lixo no lugar certo ajuda a sustentabilidade do planeta porque significa economia e aproveitamento de matéria-prima. Por isso, alguns países fazem recomendações oficiais para o descarte correto do produto.

No Brasil, uma iniciativa desse tipo seria de grande valia, porque só em São Paulo o volume mensal de compra de óleo é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen.

Aqui, algumas empresas e hospitais fazem a coleta daquilo que já não serve mais para você.
Editoria de Arte/Folhapress


domingo, 5 de junho de 2011

Preservação - Hoje e sempre....

Educação é ponto de partida para desenvolvimento sustentável

Por Desirèe Luíse

“Sem educação não poderemos fazer nada para melhorar as cidades na questão climática”, disse o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny, durante o debate “Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, que aconteceu nesta quarta-feira (1/6) durante a C40, em São Paulo (SP).

O evento reúne prefeitos de mais de 40 cidades do mundo para discutir projetos ligados às mudanças climáticas e qualidade de vida. A conferência, que ocorre a cada dois anos, começou na última terça-feira (31/5) e segue até sexta-feira (3/6).

Segundo Defourny, há pelo menos quatro maneiras possíveis de abordar a sustentabilidade ligada ao aprendizado: educação sobre o ambiente, para conhecê-lo melhor; educação no ambiente, permitindo aprender mais sobre o entorno; educação para o ambiente, pensar em ações que o transforme; e educação a partir do ambiente, pois é possível descobrir remédios por meio de plantas medicinais, por exemplo.

“Precisamos mudar a forma de educar. Criar um contexto de ensino para a sustentabilidade que perdure durante a vida toda. Nesse sentido, as cidades devem se tornar cada vez mais educadoras. Devemos expandir o aprendizado para além da escola formal”, disse o representante da Unesco.

Também participante do debate, o dirigente de pesquisas do Programa de Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Roberto Jacobi, enfatizou que vivemos em uma sociedade de riscos e para diminuí-los, é necessário integrar atores e seus conhecimentos. “O grande desafio é superar a exclusão digital e pensar no aprendizado não só em quantidade, mas em qualidade”, afirmou.

A diretora da Carta da Terra, Mirian Vilela, concordou. Para ela, a falta de cidades sustentáveis está relacionada com a qualidade da educação. “Não é apenas questão de informação, mas de como esta é passada. A forma não é captada facilmente pelo indivíduo e os processos educativos são importantes para estimular nas pessoas a visão de bem comum”, ressaltou.

“Por meio da educação, queremos fazer com que as pessoas fiquem mais sensíveis às formas alternativas de vida. Há necessidade de mudança mental em decorrência desta crise do meio ambiente”, acredita Jacobi. “Pensar no conhecimento como elemento chave da transformação social.”

A cultura de paz também deve estar presente nos processos educativos como um dos elementos essenciais, de acordo com os debatedores. “O tema está relacionado com a educação para o desenvolvimento, porque os conflitos muitas vezes são socioambientais”, explicou Difourny. Nesse contexto, deve prevalecer o ensino voltado ao diálogo e à aceitação das diferenças.

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente



Eu preservo o planeta na palma de minha mão.

Ajude-me!

Homenagem do Prof. Marcos Alexandre.

sábado, 4 de junho de 2011

Fuvest divulga regras de isenção e redução de taxa de inscrição

O Conselho Curador da Fuvest aprovou a concessão de isenção ou redução do valor da taxa de inscrição do vestibular 2012 para até 65 mil candidatos. Neste ano, o valor da taxa é de R$ 120, conforme decisão do Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com a deliberação do conselho, o candidato que deseja a isenção da taxa deve ter renda individual de até R$ 708 ou ser integrante de família cuja renda máxima seja igual ou inferior a este valor por indivíduo. Se o rendimento estiver na faixa de R$ 708,01 até o máximo de R$ 1.362 ou o interessado tiver renda individual de, no máximo, R$ 1.092, tem direito a 50% de redução da taxa.

Os interessados devem solicitar o benefício desde que comprovem insuficiência de recursos financeiros para o pagamento da taxa, conforme critérios divulgados no site da fundação. A inscrição deve ser feita pela internet na página da Fuvest, de 13 de junho a 5 de agosto.

Cientistas descobrem como pinguins mantêm calor em grandes grupos

em 02/06/2011.
 
<a href=http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2011/06/emp/110602_pinguins_grupos_video_fn.emp.xml onclick=window.open(this.href,'emp','status=0,toolbar=0,location=0,menubar=0,resizable=0,scrollbars=0,height=400,width=512'); return false;>Cientistas descobrem como pinguins mantêm calor em grandes grupos; veja vídeo</a> Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o frio quando estão em grandes grupos.

Um vídeo gravado durante o inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação em ondas no grupo de pinguins.

Ao acelerar as imagens, os cientistas descobriram que as aves se movem de forma quase imperceptível pelo grupo, para que aqueles da ponta, possam se esquentar também.

O estudo foi publicado na revista especializada Plos One.

Revezamento

Os pinguins imperadores conseguem sobreviver ao inverno formando grandes grupos e os cientistas sempre se perguntaram como os pinguins nas pontas do grupo se mantinham quente como os do centro.

"Os pinguins precisam se agrupar ou então perderão energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas, se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover", disse o líder da pesquisa Daniel Zitterbart, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, à repórter da BBC Rebecca Morelle.

O grupo de pinguins foi filmado em Dronning Maud Land, na Antártida, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.

Durante este período, os pinguins imperadores machos ficam em grupos não apenas para manter o calor, mas também para incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar nesta época.

As câmeras fizeram imagens da colônica a cada 1.3 segundo durante horas para capturar o movimento do grupo.

"A colônia fica parada a maior parte do tempo, mas, a cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos", disse Zitterbart.

"Isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este movimento atravessa a colônia como uma onda."

O movimento coordenado do grupo é tão sutil, que é imperceptível a olho nu, mas, em imagens gravadas durante um período mais longo, é possível ver o impacto destes movimentos na estrutura da colônia.

As imagens também revelaram que, enquanto a onda atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.
Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas para viajar pela colônia e ter a chance de dividir um pouco de calor.