quarta-feira, 22 de junho de 2011

USP descarta uso das notas do Enem no vestibular de 2012

A Pró-Reitoria de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) descartou o uso das notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 para composição da nota do vestibular de 2012, realizado pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular).

Segundo a assessoria de imprensa, a decisão foi tomada devido a problemas de calendário: a Fuvest costumava usar a nota do Enem para composição da primeira fase do vestibular e não há uma confirmação de que o resultado do exame seja divulgado antes dos resultados da primeira fase da Fuvest. O mesmo argumento foi utilizado em anos anteriores.

O Enem 2011 recebeu 6.221.697 inscrições. As inscrições foram encerradas às 23h59 de sexta-feira (10). A quantidade de interessados na prova é o maior desde sua criação, em 1998, quando o Enem teve 157.221 inscritos. No ano passado, houve 4.611. 505 inscritos.

A região com maior número de candidatos é a Sudeste, seguindo a distribuição populacional, com 2.312.312 inscritos. Na sequência, vem o Nordeste com 1.903.135 participantes. Já a Região Sul apresentou 780.802 inscritos, seguido do Norte do país com 651.995 e o Centro-Oeste com 573.453 registros.

Fuvest 2012

As inscrições para isenção de taxa da Fuvest 2012 começaram a ser recebidas nesta segunda-feira (13). Segundo a instituição, serão concedidas até 65 mil isenções. Os pedidos devem ser feitos pelo www.fuvest.br, até 5 de agosto.

A água, neste caso, não é para limpeza. Calouros assistem a trote de colegas na Poli-USP
 
As provas do vestibular 2012 da Fuvest serão realizadas nos dias 27 de novembro (1ª fase) e de 8 a 10 de janeiro de 2012 (2ª fase). O manual do candidato será diponibilizado a partir de 1º de agosto.

Entre os dias 9 e 14 de outubro serão realizadas as provas de habilidade especifíca antecipadas para as carreiras de música (São Paulo) e artes visuais. A lista de aprovados nessas provas serão publicadas em 4 de novembro.

Os locais de prova da primeira fase poderão ser consultados a partir de 21 de novembro. A lista de convocados para a segunda fase e os locais do exame serão divulgados em 19 de dezembro.

Entre os dias 11 e 13 de janeiro acontecem as provas de habilidades específicas para os cursos que não tiveram essa etapa antecipada.

A divulgação da primeira chamada está prevista para 4 de fevereiro, com matrícula nos dias 8 e 9 do mesmo mês.

Leitura obrigatória

A lista de livros obrigatórios está em vigência desde 2010 e foi mantida para essa edição. Ao manter um ciclo de três anos, a intenção é dar tempo ao estudante do ensino médio para que ele se prepare.

Segundo o manual do candidato do vestibular passado, o vestibulando deve demonstrar "conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar os textos com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos e com seus contexto histórico e cultural."

Veja quais são os livros do vestibular 2012 e inicie seus estudos com o material do UOL Vestibular:

 Fonte: http://vestibular.uol.com.br, em 14/06/2011.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Vegetais - Evolução e adpatação das plantas à vida na Terra

Por Cristina Faganelli Braun Seixas - Pedagogia & Comunicação


As algas marinhas de 500 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano, deram origem aos vegetais. A Terra passou por um período de seca e muitas modificações (período Siluriano, há 435 milhões de anos) que pode ter sido um fator de seleção natural.

Para conquistarem o novo ambiente, as plantas precisaram se adaptar às suas novas condições de vida. Assim, desenvolveram vasos condutores de seiva, que garantem a distribuição das seivas bruta e elaborada pela planta.

Esta característica está diretamente ligada ao porte da planta, pois as briófitas, como os musgos, por exemplo, não apresentam esses vasos e chegam a ter no máximo 10 cm, enquanto que as gimnospermas e angiospermas podem chegar a 100 m.

 

Agentes polinizadores



Outra adaptação ao ambiente terrestre está relacionada às sementes e sua dispersão. O vegetal mais evoluído é aquele que apresenta sua semente protegida pelo fruto. Sua disseminação ocorre, normalmente, através de agentes polinizadores, tais como, os insetos, pássaros e morcegos, entre outros.

Uma outra adaptação necessária foi controlar a perda excessiva de água. Isso passou a ocorrer através da abertura e fechamento dos estômatos - estruturas microscópicas por meio das quais ocorrem as trocas gasosas entre a planta e a atmosfera. Da mesma maneira, as plantas dispensaram a água durante o seu ciclo reprodutivo, uma vez que seus gametas já não se encontravam num ambiente aquático.

Acredita-se que no período Denoviano (410 milhões de anos atrás) surgiram bosques formados pelos ancestrais de musgos e samambaias. As plantas com sementes desenvolveram-se neste período e se diversificaram no Carbonífero (355 milhões). Encontram-se adaptadas ao meio terrestre até os dias atuais.

 

Gimnospermas e angiospermas



Em suma, seguindo a evolução de plantas terrestres, temos as briófitas, sem vasos condutores de seiva, como é o caso dos musgos e das hepáticas, por exemplo. As pteridófitas foram primeiras a apresentarem vasos condutores de seiva. Entre elas, as mais comuns são as samambaias e avencas.

As gimnospermas, representadas pelos pinheiros, apresentam sementes nuas (um exemplo típico é o pinhão) e, por fim, vêm as angiospermas. São as mais evoluídas, pois apresentam flor, fruto e semente protegida pelo fruto.

Cotilédone é o nome que se dá à folha ou folhas primordiais que se formam no embrião das gimnospermas e das angiospermas. Existem vários cotilédones naquelas, mas nestas últimas são apenas um ou dois, por isso as angiospermas se subdividem em duas classes: monocotiledônea e dicotiledônea.

As monocotiledôneas apresentam nervuras paralelas nas folhas, raiz cabeleira (fascicular), e flores trímeras (três pétalas e três sépalas). Pertencem a esta classe plantas tão diferentes quanto as orquídeas e o milho.

Já as dicotiledôneas apresentam nervuras irregulares pelas folhas, raiz principal, flores tetrâmeras ou pentâmeras. São elas a maioria das árvores (exceto os pinheiros) e plantas herbáceas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Professor Marcos Alexandre - Alegria e carinho dos alunos....


Alunos da Escola Estadual "Julio Mesquita" pedem que o 
Professor Marcos Alexandre volte a dar aulas para eles e fazem até essa brincadeira....rsrsrs.

Agradeço o carinho de todos!!!

Agora estou dando um novo rumo 
a mais um desafio profissional.

Grande abraço do Prof. Marcos Alexandre
Junho/2011

Vacinas - Mecanismo simples e eficaz na prevenção de doenças

Por Alice Dantas Brites  - Pedagogia & Comunicação
Algumas vacinas são injetáveis, por meio de seringas ou pistolas

DivulgaçãoEm 1796, o médico inglês Edward Jenner, observou que as pessoas que ordenhavam vacas, freqüentemente adquiriam uma forma amena de varíola presente nestes animais, a varíola bovina. Constatou também que esses indivíduos raramente contraíam a varíola humana, doença grave, responsável por inúmeras mortes na Europa daquele tempo. Essas observações levaram Jenner a formular a hipótese de que, de alguma forma, a varíola bovina conferia imunidade contra a varíola humana.

Jenner decidiu então realizar um experimento por meio do qual inoculou o pus extraído de feridas de vacas contaminadas em pequenos arranhões no braço de um garoto chamado James Phipps. Nos anos seguintes, Phipps foi exposto inúmeras vezes à varíola e nunca contraiu a doença, comprovando a teoria do médico. A descoberta espalhou-se rapidamente e, apenas quatro anos depois do experimento de Jenner, cerca de 100 mil pessoas já haviam sido vacinadas na Inglaterra.

Pasteur e a vacina

desenvolveu um método para combater um surto de cólera que, naquele ano, matara cerca de 10% da população de galinhas da França.Por muitos anos, essa foi a única forma de imunização conhecida, até que em 1880, o químico francês Louis Pasteur

Pasteur isolou a bactéria causadora de doença, cultivou-a em meios de cultura apropriados, e em seguida a inoculou em aves saudáveis. As galinhas assim tratadas não contraíam mais a doença. Pasteur também desenvolveu a vacina contra a raiva e, em 1885, aplicou-a pela primeira vez em Joseph Meister, um menino que havia sido mordido por um cachorro infectado.

Como as vacinas agem?

Ao ser infectado por um antígeno (substâncias ou microorganismos invasores), o sistema imunitário do organismo desencadeia o processo chamado de resposta imunitária, que, entre outros mecanismos, resulta na produção de anticorpos, uma proteína que neutraliza o antígeno.

Também são produzidas as células de memória que recebem esse nome, pois são capazes de memorizar qual foi o anticorpo utilizado no combate ao invasor. Desta forma, da próxima vez que o organismo for infectado pelo mesmo antígeno, a resposta imunitária será muito mais rápida.
Através das vacinas são injetados antígenos mortos ou inativos que estimulam a produção de anticorpos e de células de memória. Assim, o organismo se torna imune à doença sem tê-la contraído. Existem vacinas tanto para doenças causadas por bactérias, como a tuberculose e a cólera, quanto vacinas para doenças provocadas por vírus como a hepatite e a gripe.

Calendário de vacinas

No caso de algumas doenças, uma única dose de vacina é suficiente para o organismo estar protegido. Em outras, é necessário que se faça um ou mais reforços depois de um determinado período. Às vezes, é recomendável que se tome a vacina antes de entrar em contato com situações de risco, como viajar para áreas que apresentem alguma doença endêmica ou regiões afetadas por surtos de alguma enfermidade.
Este é o caso da vacina contra a febre amarela que, embora deva ser aplicada pela primeira vez aos nove meses de idade, recomenda-se que seja reaplicada em todos os indivíduos que forem viajar para áreas de risco. No entanto, é necessário tomar a vacina 10 dias antes da viagem, pois este é o tempo que ela leva para fazer efeito e proteger efetivamente o organismo contra a doença.
A maioria das vacinas está disponível nos postos de saúde e pode ser aplicada gratuitamente em qualquer época do ano. Algumas são ministradas via oral enquanto outras são injetáveis. A vacinação é um processo simples e capaz de prevenir o contágio de diversas doenças, muitas das quais podem ser letais.
Alguns indivíduos podem apresentar alguns efeitos colaterais após a aplicação da vacina, como febre, inchaço no local da picada e náuseas. No entanto, reações adversas graves são raras e os benefícios da vacinação superam os riscos de tais efeitos. O quadro abaixo é um calendário que mostra a idade na qual a primeira dose de algumas das principais vacinas deve ser tomada:

Idade
Vacina
Ao nascer
Tuberculose, Hepatite B
2 meses
Paralisia infantil, Difteria, Tétano e Coqueluche
2 meses
Rotávirus
9 meses
Febre amarela
12 meses
Catapora
12 meses
Sarampo, Rubéola e Caxumba
12 anos
Papilomavírus
60 anos ou mais
Gripe


domingo, 19 de junho de 2011

Desenvolvimento sustentável - Entenda esse conceito

Por Mariana Aprile - Pedagogia & Comunicação
 
Imagine que você descobriu uma árvore de frutas deliciosas, como uma macieira. Basta tirar uma maçã, que outras duas nascem. Certo dia, outras pessoas aparecem para pegar as frutas também.

Todos resolvem subir na árvore para colher mais. E quebram seus galhos. A árvore quase morre - e pára de dar frutos. Essa história ilustra o que acontece com a natureza nos dias de hoje.

Os seres humanos usam os recursos naturais como se fossem inesgotáveis. Mas os benefícios da natureza, como a água e o solo (de onde se tiram os alimentos) não são infinitos e podem se esgotar, assim como as maçãs da árvore mágica. Muitas pessoas já sofrem com a falta de água e de alimento. O pior é que em lugares como o Oriente Médio, onde a água é considerada o "ouro azul" por ser escassa, ela pode ser motivo de guerra. Mais um, numa região já tão violenta.

 

Lotação quase esgotada

A situação do planeta é crítica e por isso mesmo você já deve ter ouvido falar em desenvolvimento sustentável. É o nome que se dá quando você colhe a maçã, mas respeita a árvore e dá tempo a ela para se refazer e produzir mais frutos outra vez. O mesmo se aplica a todos os outros recursos naturais da Terra: deve-se usá-los com sabedoria, para dar tempo à natureza de se recompor. Caso contrário, eles se esgotam, acabam, desaparecem.

O avanço da ciência e da tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o ser humano. A medicina moderna, por exemplo, tornou possível o aumento da expectativa de vida - as pessoas vivem mais tempo devido aos remédios e vacinas que curam doenças. Assim, com menos mortes e mais nascimentos na população humana, o resultado é o aumento exagerado do número de pessoas no planeta.

Para se ter uma idéia, no início da Era Cristã a população mundial contava com cerca de 200 milhões de pessoas - e chegou a 1 bilhão por volta do ano 1800, há apenas 200 anos. Então, nas primeiras décadas do século 20, esse número dobrou. No dia 12 de outubro de 1999, nasceu o bebê que inteirou o número 6 bilhões.

A esse aumento considerável da população dá-se o nome de explosão demográfica. Peter Kostmayer, da ONG "Population Connection", afirmou que a taxa de crescimento da população está, de longe, extrapolando nossa capacidade de oferecer empregos, educação, moradia e cuidados médicos. Além disso, está causando tremendos problemas ambientais no mundo - para o planeta e para seus habitantes.

Atualmente, pelo menos uma em cada cinco pessoas é subnutrida - e uma a cada seis não tem acesso à água potável. Com tanta gente, há necessidade de mais alimento, mais água, mais terra para produzir alimentos. Da mesma maneira que um lindo parque fica imundo depois de um feriado cheio de gente jogando lixo em toda parte, o planeta vive uma superlotação de gente, com o conseqüente aumento da produção de detritos e resíduos. Pior: o sistema econômico e de exploração dos recursos naturais atual não permite que a Terra suporte uma população tão grande.

A agricultura e a criação de animais, segundo diversos ecólogos (cientistas que estudam a ecologia), em breve não serão suficientes para alimentar todas as pessoas. E é preciso lembrar ainda dos recursos alimentares dos oceanos, que são limitados - o mar oferece 100 milhões de toneladas de peixes, sendo que o ser humano retira por ano 97 milhões de toneladas para si (quase tudo!).

Então, o ser humano destrói partes da natureza a cada dia, sem se dar conta de que está acabando com elementos necessários à sua própria sobrevivência. É a detruição da árvore das maçãs.
 

Economia da natureza

Esses problemas levaram, em 1980, à criação de um novo conceito - o desenvolvimento sustentável. Parece um nome difícil, mas é fácil de entender, não é? Trata-se de um conjunto de atitudes e projetos que têm como objetivo utilizar a natureza sem destruí-la. Dando tempo para ela se refazer.

O desenvolvimento sustentável é como se fosse uma "poupança da natureza". Isto é, retira-se uma certa quantidade de recursos naturais, mas se deixa uma quantia suficiente para "render" - no caso da macieira, por exemplo, se as pessoas tivessem uma idéia de desenvolvimento sustentável, elas esperariam a árvore produzir mais frutos, ao invés de arrancá-los todos com aquela pressa danada.

Além disso, se os mesmos indivíduos deixassem uma maçã ou outra no chão, nasceriam mais macieiras, e portanto, haveria mais frutos para as pessoas. Para completar, seria fundamental que ninguém deixasse lixo no solo em volta da árvore, porque isso iria envenenar a terra e impedir o crescimento de novas plantas.

Desenvolvimento sustentável é muito importante. Se todos fizerem sua parte, será possível viver em condições saudáveis, ao invés sofrer num planeta poluído e esgotado de recursos essenciais para todos os seres vivos - você, inclusive.

sábado, 18 de junho de 2011

Ciência e cinema - Oito filmes para refletir sobre biologia e ciências.

Por Alice Dantas Brites - Pedagogia & Comunicação
Foto: Nas montanhas dos gorilas retrata a luta de Dian Fossey pela preservação de espécie ameaçada
Universal Pictures / Warner Bros - Reprodução
Além de momentos de diversão ou lazer, assistir a um filme também pode ser uma ótima oportunidade de aprendizado. Existem muitos filmes que trazem informações, ajudam a refletir ou complementam assuntos tratados em sala de aula. Porém, é sempre necessário ter uma visão crítica desses filmes.

Em especial, quando o assunto é ciência, é preciso estar atento a possíveis inconsistências entre a verdade científica e aquilo que é apresentado na história.

Segue uma pequena lista de filmes que podem ser interessantes para aprender ou refletir sobre alguns temas tratados nas aulas de ciências ou biologia.

 

Uma verdade inconveniente (Dir. Davis Guggenhein, EUA, 2006):

Documentário no qual o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, apresenta uma série de fatos e dados sobre as condições climáticas e sobre o aquecimento global. Gore transmite a mensagem de que é preciso agir com urgência para proteger a Terra e impedir os efeitos das mudanças climáticas.

Ótimo filme para aprender as causas e conseqüências do aquecimento global. Excelente para refletir sobre que medidas mundiais podem ser tomadas para contornar essa situação, bem como de que forma cada um de nós pode contribuir para a causa.

 

Osmose Jones (Dir. Bobby e Peter Farreley, EUA, 2001):

O filme é uma interessante viagem pelo sistema imunológico humano. Tudo começa quando Frank contrai o que a princípio parece ser um simples resfriado. A partir daí, conhecemos o interior de seu organismo que é chamado de "a cidade de Frank". Os glóbulos brancos são representados por policiais responsáveis pela segurança da cidade. Têm como líder um linfócito chamado Osmose Jones.

Jones comanda a luta contra o
vírus. que entrou no corpo de Frank disfarçado de resfriado para despistar o sistema imunológico. Na verdade trata-se de um novo tipo de vírus, chamado Thrax. O plano de Thrax é se multiplicar rapidamente e matar Frank em 48 horas para, desta forma, ficar conhecido pela medicina como uma nova e terrível doença.

 

Homo sapiens 1900 (Dir. Peter Cohen, Suécia, 1998)

Documentário que mostra a pesquisa sobre a eugenia, ou seja, sobre a seleção e a purificação da raça humana, no início do século 20. O filme narra, principalmente, a busca de um embasamento científico e a utilização de ética.

Apesar de abordar as leis de hereditariedade, o filme faz refletir principalmente sobre as questões éticas acerca da eugenia. A purificação racial é algo eticamente aceitável? Além da questão moral, quais seriam os riscos de diminuir a variabilidade genética de uma espécie? Outro ponto importante: como as teorias científicas, tidas como verdadeiras num certo período, podem ser utilizadas para embasar políticas públicas e influenciar o comportamento de uma sociedade.

 

O curandeiro da selva (Dir. John McTierman, EUA, 1992):

O filme conta a história de um cientista chamado Robert Campbell que trabalha para uma grande indústria farmacêutica. Ele é enviado para a floresta amazônica em busca de plantas que forneçam princípios ativos para medicamentos. Lá ele passa a habitar uma aldeia indígena localizada na região onde realiza a busca. Campbell descobre uma substância, extraída de uma rara bromélia, que teria ação no combate ao câncer. Porém ele enfrenta problemas para sintetizar a substância e extrair seu princípio ativo. Ao mesmo tempo, os arredores da aldeia começam a ser devastados pela derrubada de madeira e a construção de uma estrada.

O filme ilustra o potencial da biodiversidade das florestas tropicais em relação à pesquisa de princípios ativos para a fabricação de medicamentos. No filme também é possível aprender algo sobre o processo de extração de princípios ativos e a síntese de substâncias em laboratório. Outro ponto importante é o impacto da extração madeireira sobre a biodiversidade e sobre as comunidades florestais na Amazônia.

 

A ilha (Dir. Michael Bay, EUA, 2005):

O filme se passa num futuro próximo no qual a clonagem humana é possível e permitida. Assim, as pessoas podem encomendar clones de si mesmas para o caso de um dia precisarem de um transplante. Os clones vivem em local isolado e numa sociedade altamente vigiada. Não sabem qual é a sua verdadeira finalidade. Conta-se para eles que a Terra está contaminada e, por isso, é necessário viver neste local isolado.

De vez em quando um deles é sorteado para, supostamente, ir morar em uma ilha que não foi contaminada. Na verdade, estes são os clones cujos donos estão precisando de algum transplante. O filme lembra o que é um clone e como é realizado o processo de clonagem. Também é uma oportunidade para se discutir se a clonagem de humanos é possível, se essa seria uma prática moralmente aceitável e quais as questões éticas que entrariam em jogo nesse caso.

 

E a banda continua a tocar (Dir. Roger Spottiswoode, EUA, 1993)

O filme conta a história da descoberta da AIDS a partir da morte de diversos homossexuais no final da década de 70. Mostra como, a princípio, a doença era vista como exclusiva das comunidades homossexuais e o preconceito existente contra os portadores. Retrata também a dificuldade dos cientistas em estudar a origem da doença e a relutância das instituições em financiar as pesquisas e em falar sobre o tema.

"E a banda continua a tocar" é baseado em fatos reais e, portanto, é uma boa maneira de aprender sobre a origem da AIDS, bem como para conhecer seus sintomas, formas de transmissão e prevenção. Também pode servir como ponto de partida para debates sobre o
preconceito e o impacto deste nas políticas públicas direcionadas à doença.

 

Nas montanhas dos gorilas (Dir. Michael Apted, EUA, 1988)

Conta a história real de uma antropóloga americana, chamada Dian Fossey, que vai para a África estudar o comportamento dos gorilas. Lá ela acaba por descobrir que esses primatas estão seriamente ameaçados pela caça ilegal. Dian se torna uma das maiores defensoras dos gorilas e passa a dedicar sua vida a sua preservação.

O filme é uma boa oportunidade para conhecer um pouco da atividade dos pesquisadores de campo e os obstáculos que podem surgir no desenvolvimento de uma pesquisa. Também é excelente para refletir sobre as espécies ameaçadas de extinção e sua conservação. A partir dele, você pode discutir as medidas conservacionistas atualmente postas em prática em nosso país e daquelas que, em sua opinião, seriam necessárias para a conservação de uma espécie ameaçada de extinção.

 

A ilha das flores (Dir. Jorge Furtado, Brasil, 1989):

Este curta metragem narra o percurso de um tomate estragado desde o momento de sua compra em um supermercado até seu destino em um lixão. No lixão os restos orgânicos servem de comida para um criador de porcos. Após a alimentação dos animais, o proprietário libera a entrada de habitantes da ilha, extremamente pobres, para que estes procurem por restos de comida.

O filme realiza uma crítica ao consumismo e a geração desigual de renda na sociedade contemporânea. Assistindo ao filme, além de refletir sobre questões como a pobreza e a desigualdade social, também travamos contato com questões socioambientais, como as diferenças entre o consumismo e o consumo responsável ou consciente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Anorexia - Vontade de emagrecer pode virar doença mortal

Por Mariana Aprile - Pedagogia & Comunicação

Garota Anoréxica, quadro do artista norte-americano Daniel McKernan.

ReproduçãoSe você não é gorda, mas anda muito preocupada com a forma física e pensa em fazer uma dieta radical para perder peso (custe o que custar), fique atenta - nesse processo, há riscos de você desenvolver anorexia, ou seja, de ficar doente. Isso mesmo, anorexia é uma doença e pode matar, como aconteceu em 14 de novembro de 2006, com a modelo brasileira Ana Carolina Reston Macan.

A modelo tinha 21 anos e pesava somente 40 kg com 1,74m de altura. Três dias depois, em Araraquara (SP), o mesmo distúrbio alimentar fazia uma nova vítima: a estudante de moda Carla Sobrado Casalle, da mesma idade e altura de Ana Carolina, que pesava 55 kg.

Segundo os dicionários, a palavra "distúrbio" significa desajuste, perturbação, defeito e doença. Os distúrbios alimentares se manifestam, portanto, através de uma nutrição desequilibrada, que pode trazer grandes problemas à saúde e até levar à morte. Muitas vezes, esses distúrbios não estão relacionados apenas com a vontade de emagrecer, mas também com uma série de problemas emocionais e de natureza psicológica.

 

Um caso de anorexia

A anorexia se manifesta principalmente em garotas de 13 a 20 anos de idade e é mais comum do que se imagina. Juliana, uma menina de 16 anos de idade, tinha 1,70m de altura e pesava 75 kg. Um dia, ela resolveu fazer uma dieta para perder uns cinco quilos, pois percebia que seu namorado se interessava pelas modelos das capas de revista - Juliana queria ficar igual a elas.

Por isso, iniciou a dieta e começou a perder peso. Mesmo ao atingir seu peso ideal, porém, essa garota olhava-se no espelho e ainda se considerava gorda. Apesar de todas as pessoas que conhecia - inclusive o namorado -, dizer-lhe que estava magra, ela simplesmente não acreditava. Começou a pular as refeições, a fim de emagrecer mais, até o momento em que deixou de comer diariamente, fazendo jejum dia sim, dia não.

Para seus pais não perceberem sua magreza, ela usava roupas largas. Juliana também evitava sentar à mesa com a família na hora das refeições - dizia-lhes que já havia comido. Alguns meses depois, a moça já estava com 60 quilos, mas ainda se achava gorda - isso porque a modelo que seu namorado mais admirava pesava 47 quilos.

Então, ela resolveu tomar remédios para emagrecer (furtando-os de sua tia, que fazia tratamento médico para isso, por necessidade). Certo dia, ao passear no parque com sua mãe, Juliana desmaiou e teve de ser internada. Após conversar com o médico responsável, sua mãe teve certeza de que havia algo de errado com a filha. Juliana tinha desenvolvido anorexia e, por sorte, começou a se tratar a tempo, com terapia e acompanhamento médico.

 

Alimentação é fundamental

Um automóvel retira do combustível a energia necessária para funcionar. Da mesma forma, o corpo humano retira dos alimentos os seus nutrientes e, desses, a energia para as funções vitais do organismo. Muitos estudos mostram que apenas para realizar essas funções (respiração, digestão, e batimentos cardíacos, por exemplo) uma pessoa adulta gasta cerca de 1.500 calorias diárias.

Sem os alimentos, os órgãos não têm força para realizar suas respectivas funções e simplesmente param de funcionar - mas, ao contrário de um automóvel que só precisa ser reabastecido, nosso corpo pode deixar a vida para sempre.

No exemplo acima, Juliana apresenta os sintomas principais da anorexia e, se você de alguma maneira se identificou com ela, procure ajuda. Os únicos organismos capazes de viver sem se alimentar, são as plantas - que
produzem o seu próprio alimento e retiram energia da luz solar.

 

Não se iluda com o padrão de beleza da moda

O padrão de beleza estabelecido pela indústria da moda não é saudável e deveria ser modificado com urgência. Não existe "corpo ideal", pois cada organismo é único e por isso, cada corpo tem o seu peso ideal. Para saber o seu, vá a um especialista, como um endocrinologista ou nutricionista.

Diante da enorme publicidade sobre a anorexia, profissionais especializados em distúrbios alimentares, como Valéria Lemos Palazzo, psicóloga clínica e integrante da Academy for Eating Disorder (Academia de Transtornos Alimentares), alertam que é muito importante pensar em estratégias de prevenção e já há algumas iniciativas nesse sentido.

Segundo os especialistas, a prevenção é a melhor maneira de combater doenças como a anorexia, especialmente porque - quando a doença é descoberta -, muitas vezes é tarde demais, como foi o caso da modelo Ana Carolina.

Muitas mulheres se perguntam por que seus corpos não são magros como os das modelos, ou que tipo de dieta essas mesmas modelos fazem para manter a forma. A pergunta que se deve fazer não é essa, mas por que a sociedade escolhe a magreza extrema como modelo ideal de beleza?