quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cientistas descobrem variante de gene que aumenta o risco de Alzheimer

Cientistas descobriram que a variante de um gene associado à doença de Alzheimer impede a evacuação de placas senis do tecido cerebral, o que aumenta o risco de desenvolvimento da doença, segundo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational Medicine".

As placas senis são formadas devido à acumulação de proteínas beta-amilóide, que se concentram em cúmulos ou novelos impenetráveis que afetam à transmissão entre as células nervosas do cérebro.

A descoberta serviria para explicar por que algumas pessoas sofrem maior acumulação da proteína e buscar novas maneiras para atrasar e inclusive deter a acumulação dessas placas.
Os pesquisadores identificaram vários genes que parecem aumentar o risco de Alzheimer, um deles é o gene APOE, cuja variante ApoE4 aumenta o risco e antecipa a idade de aparição da doença.

Estudos anteriores haviam sugerido que a ApoE4 contribuía para dirigir a acumulação de beta-amilóide, e agora o doutor David Holtzman, da Escola de Medicina da Washington University, e seus colaboradores revelaram o motivo.

Segundo suas pesquisas, a ApoE4 contribui para a acumulação da proteína mediante a desaceleração de sua evacuação do cérebro, o que explicaria por que algumas pessoas acumulam mais esse tipo de proteína que outras, aumentando o risco de Alzheimer.

Os autores mediram a concentração de beta-amilóide no fluido cerebral de indivíduos cognitivamente normais de menos de 70 anos de idade usando formas distintas de APOE.

A equipe descobriu que os indivíduos com ApoE4 tinham muita mais proteína beta-amilóide
no cérebro que os indivíduos com as formas ApoE2 e ApoE3 (outras duas formas comuns de proteínas do gene).

Em um segundo momento, os pesquisadores estudaram as concentrações de beta-amilóide em ratos geneticamente modificados e descobriram maiores concentrações da proteína humana nos animais com ApoE4 que nos animais com as outras formas.

A equipe também observou que o cérebro dos ratos (tanto jovens como velhos) com a ApoE4 humana se desfez da beta-amilóde muito mais devagar que aqueles com as outras formas da proteína.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente adultos de idade avançada, cujo principal sintoma é a perda de memória.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acupuntura para orelhas não é mais dolorosa, diz o Prof. Marcos Alexandre.


Prof. Marcos Alexandre em Seminário
da Saúde e Educação em Campinas/SP.
Tratamento antes feito com agulhas agora usa apenas sementes, cristais ou luzes .

A auriculoterapia é uma técnica terapêutica que estimula pontos reflexos localizados na orelha, onde encontramos um mapa completo de um microssistema que representa o corpo humano. Estimular esses pontos, que são integrados ao sistema nervoso central, altera os sinais de desequilíbrio apresentados por órgãos ou tecidos do corpo.

O
corpo humano e todos os seus componentes, como órgãos, vísceras e membros, estão projetados na orelha. Quando uma região do corpo esta em desequilíbrio há uma manifestação na região correspondente da orelha, indicando que a aquela determinada área do corpo deve ser tratada. Os estímulos feitos pela auriculoterapia auxiliam no tratamento da região comprometida.

Com esse tipo de estímulo podemos beneficiar idosos, crianças e pessoas que têm medo de agulhas com uma opção eficiente e indolor.
A auriculoterapia normalmente é utilizada ao final de uma sessão de acupuntura, para complementar o tratamento sistêmico. Porém, o que poucos sabem é que um tratamento completo pode ser feito só com a auriculoterapia. Bons auriculoterapeutas conseguem fazer um tratamento idêntico à acupuntura sistêmica apenas estimulando os pontos do pavilhão auricular. Uma sessão de auriculoterapia nesses padrões pode chegar a ter 60 minutos de duração e trazer os mesmos benefícios do que o tratamento feito com agulhas.

O grande problema da auriculoterapia é a forma como a região é estimulada. Os materiais utilizados são as famosas agulhas e sementes, que são incômodas e doloridas. Porém, graças à
cromoterapia, agora os terapeutas podem oferecer uma alternativa aos estímulos clássicos, trocando as agulhas por luz - a junção das duas técnicas leva o nome de cromoterapia auricular. 

Na cromoterapia auricular os pontos selecionados pelo terapeuta recebem o toque de uma caneta com uma ponta de cristal, que emite luz colorida. Dentro da visão da Medicina Tradicional Chinesa, os órgãos e vísceras são representados por vários atributos, entre eles as cores e os alguns cinco elementos chineses. Juntando esses pontos, temos a seguinte relação:

Madeira - Verde - Fígado / Vesícula Biliar
Fogo - Vermelho - Coração / Intestino Delgado
Terra - Amarelo - Baco e Pâncreas / Estômago
Metal - Branco - Pulmão / Intestino Grosso
Água - Azul Escuro - Rim / Bexiga

Sendo assim, após traçar uma linha de tratamento, o terapeuta pode usar as cores dos cinco elementos chineses como estímulo em sua seleção de pontos.
Outra opção é usar as cores do espectro como estímulos de sedação e tonificação, sendo as cores mais quentes (vermelho, laranja e amarelo) tonificantes e as mais frias (azul, azul escuro e roxo), sedantes. O verde é intermediário entre as cores frias e quentes, e é utilizado em pontos especiais para iniciar um tratamento.

Com esse tipo de estímulo podemos beneficiar idosos, crianças e pessoas que têm medo de agulhas com uma opção eficiente e indolor.

Vale lembrar que a auriculoterapia e a cromoterapia são métodos complementares de manutenção da saúde. Substituir tratamentos médicos por tratamentos alternativos não é recomendado e é dever do terapeuta orientar o seu cliente.
Agende uma consulta comigo - Prof. Marcos Alexandre

terça-feira, 28 de junho de 2011

Álcool pode causar danos nos cérebro de jovens até 25 anos.

Philip Morris processa Austrália contra plano de banir logotipos em cigarros

 em 27/06/2011.

A Philip Morris, gigante da indústria tabagista mundial, entrou com processo nesta segunda-feira contra o governo da Austrália devido ao plano de proibir logotipos dos fabricantes nos maços de cigarros vendidos no país.

A proposta do governo australiano prevê que os cigarros deverão ser vendidos em maços verde-escuros sem logotipos, em uma tentativa de tornar os pacotes menos atraentes.

A Philip Morris da Ásia - que tem sede em Hong Kong e controla a filial australiana da empresa -, alega que esta legislação viola um tratado de investimento entre a Austrália e Hong Kong, que protege a propriedade intelectual da empresa.

A companhia informou que já enviou uma notificação legal ao governo australiano estabelecendo um período obrigatório de três meses para que os dois lados negociem a questão.

"Se isto não funcionar, pretendemos pedir indenização pelas perdas nos nossos negócios", disse Anne Edwards, porta-voz da Philip Morris da Ásia.

A companhia afirmou que um painel das Nações Unidas que analisa as regras do Comércio Internacional deverá decidir de quanto será a indenização, caso seja determinado seu pagamento.

"Estimamos que poderá ser de bilhões (de dólares), mas o painel deverá decidir", acrescentou Edwards.

Propagandas

A proposta do governo australiano deve ser levada ao Parlamento em julho e, caso seja aprovada, será implementada a partir de janeiro de 2012.

O setor já está divulgando propagandas de televisão insinuando que este plano está transformando o governo da Austrália em um "Estado-babá".

Outra gigante do setor, a British American Tobacco, afirmou que o plano desrespeita leis internacionais de marcas registradas e propriedade intelectual.

No entanto, a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, afirmou que não vai mudar o plano de padronização nos maços de cigarro.

"Não seremos intimidados por táticas da indústria do fumo, não importa se são táticas políticas (...) ou se são táticas legais", disse. "Não vamos recuar. Tomamos a decisão certa e vamos até o fim."

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tecidos vegetais

Por Alice Dantas Brites - Pedagogia & Comunicação
 
Assim como nos animais, as células vegetais associam-se umas às outras formando tecidos, ou seja, unidades com estruturas e funções específicas. Os tecidos vegetais podem ser divididos em: tecidos meristemáticos, tecidos de revestimento, tecidos fundamentais e tecidos vasculares.


Tecidos meristemáticos

Os tecidos meristemáticos são responsáveis pela formação dos demais tecidos e pelo crescimento das plantas. Eles são formados por células pequenas e com grande capacidade de divisão através da mitose. Os tecidos meristemáticos podem ser classificados como primários ou secundários.

Os meristemas primários são responsáveis pelo crescimento longitudinal (crescimento primário) das plantas. São encontrados principalmente no ápice dos caules e das raízes. Existem três tipos de meristemas primários, sendo que cada um deles é responsável pela formação de um tipo específico de tecido: protoderme (origina a epiderme), meristema fundamental (origina os tecidos fundamentais) e procâmbio (origina os tecidos vasculares).

Os meristemas secundários ocorrem nas plantas que apresentam crescimento em espessura (crescimento secundário). São formados por células adultas que se desdiferenciam e recuperam a capacidade de divisão mitótica. O felogênio e o câmbio são meristemas secundários. O primeiro é responsável pela formação de camadas da periderme e, o segundo, pela formação do floema e xilema secundários.

Tecidos de revestimento

Os tecidos de revestimento, além de protegerem mecanicamente as superfícies externas das plantas, também realizam funções como aeração dos tecidos internos e reduzem a perda de água. Existem dois tipos de tecidos de revestimento: a epiderme e a periderme.

A epiderme é o tecido primário de revestimento. As células epidérmicas das partes aéreas das plantas secretam uma substância chamada de cutina. A cutina forma uma camada impermeabilizante chamada de cutícula. A cutícula, entre outras funções, evita a perda de água e protege a planta de choques mecânicos. Entre as células da epiderme existem as células-guarda. As células-guarda controlam a abertura de pequenos poros da epiderme chamados de estômatos. Através dos estômatos ocorre a entrada e a saída de gases da planta. A epiderme também pode apresentar apêndices chamados de tricomas como, por exemplo, os pêlos radiculares,

Em plantas com crescimento em espessura (secundário) a epiderme é usualmente substituída pela periderme. A periderme possui três camadas: a feloderme, o felogênio e o súber. O felogênio é um tecido meristemático que origina o súber para fora e a feloderme para fora.

Tecidos fundamentais

Os tecidos fundamentais são representados pelos parênquimas e pelos tecidos de sustentação.

Os parênquimas são tecidos que ocorrem em diversas partes das plantas. Alguns exemplos de parênquima são o clorofiliano, o amilífero, o aerífero e o aqüífero. O parênquima clorofiliano possui células com grande quantidade de cloroplastos, sendo o principal local de realização da fotossíntese. O parênquima amilífero possui células que armazenam amido como substância de reserva. O parênquima aerífero acumula ar em seu interior permitindo, por exemplo, a flutuação de plantas aquáticas. Já o parênquima aqüífero armazena água em seu interior e é muito comum em plantas de clima seco.

Os tecidos de sustentação são de dois tipos: o colênquima e o esclerênquima. O colênquima é formado por células vivas e flexíveis sendo especialmente adaptado à sustentação de órgãos em crescimento. O esclerênquima é formado por células mortas e muito resistentes.

Suas células são impregnadas por uma substância chamada lignina que confere rigidez às células.


Tecidos vasculares

Os tecidos vasculares transportam substâncias ao longo da planta. Existem dois tipos de tecidos vasculares: o xilema e o floema.

O xilema é o principal condutor de água e nutrientes (seiva bruta) das raízes até as folhas da planta. O xilema é composto principalmente por dois tipos de célula: os elementos de vaso e os traqueídes. Os elementos de vaso são células alongadas que se dispõem em sequência formando vasos condutores. Suas paredes apresentam perfurações que permitem a comunicação entre elementos adjacentes. Os traqueídes também são células alongadas e dispostas sequencialmente. Suas paredes possuem pequenos poros chamados de pontuações.

O floema é o principal condutor de substâncias orgânicas (seiva elaborada) originadas da fotossíntese. Os elementos crivados e as células companheiras são as principais células condutoras do floema e, assim como as células do xilema, encontram-se dispostos na forma de feixes. Os elementos crivados possuem uma área repleta de poros através dos quais as células adjacentes se comunicam. As células companheiras são células parenquimáticas, dispostas ao lado dos elementos crivados, que auxiliam na condução das substâncias.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

De 23 a 26/06/2011 - Passeio Cultural nas Cidades Históricas de Minas Gerais

Veja algumas fotos da Cidade de Ouro Preto - MG




Veja algumas fotos da Cidade de Mariana - MG





Mitose e meiose - Os dois processos de divisão celular

Por Cristina Faganelli Braun Seixas - Pedagogia & Comunicação
 
Nosso organismo está sempre realizando divisões celulares. Há dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose, e nós realizamos tanto uma quanto outra, mas em situações diferentes. Para o estudante, é importante saber distinguir cada uma delas: mitose ou meiose?, eis a divisão, digo, a questão...Vamos ver quando e como realizamos cada uma delas.
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Mitose

A mitose é um tipo de divisão celular que ocorre desde o surgimento da primeira célula do bebê (célula-ovo ou zigoto) até a nossa morte. Quando ainda estamos sendo gerados, no útero materno, é necessário que ocorra a duplicação das células a fim de formar o novo ser. A partir daí nunca mais paramos de realizar mitoses.

Esse processo é de suma importância para continuarmos a nos desenvolver, a crescer, a repor as células perdidas, como, por exemplo, ao sofrermos uma lesão na pele, ou perdermos células sanguíneas (
hemácias) a cada 120 dias, etc.

A divisão da divisão

A mitose se inicia com uma célula diplóide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie que no nosso caso são 46. Em seguida há um período denominado intérfase, em que ocorre a duplicação do material genético, para depois começar a divisão propriamente dita.

O processo de divisão é contínuo, mas para entendermos melhor a mitose, costumamos subdividi-la em fases, que são:
  • prófase
  •  
  • metáfase
  •  
  • anáfase
  •  
  • telófase
Na prófase, há uma certa "desorganização", pois a cromatina (material genético) inicia sua espiralização, transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). Há o desaparecimento do nucléolo, o rompimento da carioteca (membrana nuclear) e os centríolos migram para os pólos da célula.

Da metáfase à telófase

Na metáfase ocorre a espiralização máxima e os cromossomos encontram-se no centro da célula (plano equatorial), presos às fibras do fuso. Na anáfase, por sua vez, as cromátides-irmãs migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.

Finalmente, na telófase ocorre a formação de duas células - filhas idênticas à célula-mãe (que originou todo o processo). Termina aí a cariocinese (divisão do núcleo) e inicia a citocinese (distribuição equivalente do citoplasma). Nesta etapa, reaparecem a carioteca, os nucléolos e os cromossomos voltam a desespiralizar-se.

Células sexuais

Já a meiose ocorre com a finalidade específica de produzirmos as células sexuais ou gametas (espermatozóide e óvulo). No homem, os espermatozóides se produzem à medida que são utilizados. Durante a ejaculação, eliminam-se em média 300 milhões de células.

Por sua vez, os óvulos já estão formados nos ovários da mulher desde o seu nascimento. São cerca de 400 mil, mas, normalmente, amadurece somente um a cada mês, após a puberdade.

Segunda divisão

A meiose também é dividida em etapas. Além disto, essa divisão é dupla. Na primeira divisão, ocorrem a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Na segunda, a prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II.

A grosso modo, o que difere a meiose da mitose, além da formação de células com metade do número de cromossomos (n = 23), é que na prófase I acontecem subfases:
  • leptóteno
  •  
  • zigóteno
  •  
  • paquíteno
  •  
  • diplóteno
  •  
  • diacinese


Elas são importantes, pois favorece o "crossing-over", ou seja, a mistura do material genético, com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Mas, por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética, o que garante a nossa diversidade.

É importante também que a meiose seja reducional, pois durante a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) forma-se um novo ser com 46 cromossomos, 23 vindos do pai e 23 da mãe. Desse modo, fica garantida a perpetuação da espécie.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mitose e meiose - Resumo

Mitose

A mitose é um tipo de divisão celular essencial para continuarmos a nos desenvolver, a crescer e a repor células perdidas.



A mitose se inicia com uma célula diplóide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie (no caso dos humanos, 46). Em seguida, há um período de grande atividade metabólica, denominado intérfase, em que ocorre a duplicação do material genético. Só depois começa a divisão propriamente dita.

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Fases da mitose


1. Prófase: a cromatina (material genético) inicia sua espiralização, transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). Os centríolos (ausentes nas células vegetais) se posicionam em pólos opostos e entre eles aparecem as fibras do fuso. Há o desaparecimento do nucléolo, e, por fim, ocorre o rompimento da carioteca (membrana nuclear).



2. Metáfase: os cromossomos atingem a espiralização máxima e encontram-se na região central da célula (plano metafásico), presos às fibras do fuso.



3. Anáfase: as cromátides-irmãs migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.



4. Telófase: termina a divisão do núcleo (cariocinese) e do citoplasma (citocinese). Os cromossomos voltam a se desespiralizar, a carioteca e os nucléolos reaparecem. Por fim, formam-se duas células, filhas idênticas à célula-mãe (que originou todo o processo).


 

Meiose

É um processo de divisão reducional no qual uma célula diplóide (2n) origina 4 células haplóides (n). Ocorre com a finalidade específica de produzir células sexuais ou gametas (espermatozóide e óvulo). No caso dos seres humanos, a meiose garante que, durante a fecundação, se forme um novo ser com 46 cromossomos, 23 vindos do pai e 23 da mãe.



Também é dividida em etapas. A divisão é dupla. Na primeira divisão, ocorrem a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Na segunda, a prófase II, metáfase II, anáfase IIe telófase II.



Antes do início da meiose há, assim como na mitose, um período de duplicação do material genético chamado de interfase.

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Etapas da meiose


1. Prófase I: a cromatina se espiraliza, transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). Os centríolos, quando presentes, se posicionam em pólos opostos e entre eles aparecem as fibras do fuso. Há o desaparecimento do nucléolo, e o rompimento da carioteca. Esta etapa pode ser dividida em 5 subfases: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese. Durante esta fase pode ocorrer o "crossing-over" (mistura do material genético), com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Este mecanismo favorece a variabilidade genética.



2. Metáfase I: os cromossomos homólogos atingem a espiralização máxima e migram, presos às fibras do fuso, posicionando-se no plano metafásico da célula.



3. Anáfase I: os cromossomos homólogos migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.



4. Telófase I: término da cariocinese e da citocinese. Os cromossomos se desespiralizam, a carioteca e o nucléolo reaparecem.



5. Prófase II: os cromossomos voltam a se espiralizar, os centríolos (quando presentes) se posicionam em pólos opostos e surgem as fibras do fuso. Os nucléolos desaparecem e a carioteca se rompe.



6. Metáfase II: Os cromossomos homólogos migram, presos às fibras do fuso, posicionando-se no plano metafásico da célula.



7. Anáfase II: as cromátide irmãs dos cromossomos homólogos migram para pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.



8. Telófase II: término da cariocinese e da citocinese. Os cromossomos se desespiralizam, a carioteca e o nucléolo reaparecem. Formam-se 4 células haplóides (n) originadas da célula mãe diplóide (2n).