terça-feira, 19 de julho de 2011

Supermercado recolherá lâmpadas fluorescentes

O consumidor que desejar descartar suas lâmpadas fluorescentes usadas, de forma ambientalmente correta, pode levá-las até o supermercado.
 
A rede Pão de Açúcar, em parceria com a concessionária de energia AES Eletropaulo, fará o recolhimento de lâmpadas em sete lojas entre os dias 19 a 31 de julho.
 
As lâmpadas serão recolhidas pela empresa especializada Tramppo, que realiza descontaminação de lâmpadas fluorescentes. Os resíduos gerados no processo - mercúrio, pó fosfórico, vidro, alumínio - são destinados à indústria, para serem reaproveitados como matéria-prima.
 
Segundo Lígia Korkes, gerente de sustentabilidade da rede Pão de Açúcar, a iniciativa de recolher as lâmpadas atende a uma demanda do consumidor, mas esbarra no alto custo da destinação correta desse material, que varia de R$ 1 a R$ 2 por lâmpada.
 
“Estamos conversando com os fabricantes de lâmpadas para ter coletores em todas as lojas, de forma permanente”, diz Lígia.
 
A relação de lojas que terão postos de recolhimento das lâmpadas pode ser consultada em http://www.paodeacucarverde.com.br/.
 
No período que durar a ação, as lâmpadas econômicas serão vendidas nas lojas da rede com até 40% de desconto.
 
As lâmpadas fluorescentes são um dos tipos de resíduos que devem ganhar um sistema de recolhimento em todo o País, de acordo com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em dezembro do ano passado.

Fonte: O Estado de S. Paulo em 18/07/2011. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Autonomia no ambiente de trabalho é conceito com diferentes significados

Empregados com autonomia – que se sentem livres para fazer escolhas no ambiente de trabalho – são mais satisfeitos e produtivos. Porém, não existe uma definição universal do que seria autonomia. Isto significa que o que em algumas culturas é interpretado como liberdade de decisão, em outras pode significar mera desorganização.

Esta é uma das conclusões publicadas no livro Human Autonomy in Cross-Cultural Context: Perspectives on the Psychology of Agency, Freedom and Well-Being (“Autonomia Humana em Contexto Multicultural: Perspectivas sobre a Psicologia da Agência, Liberdade e Bem-Estar”), de autoria de Marylène Gagné e Devasheesh Bhave, da Universidade de Concordia.

“Ter autonomia é importante em qualquer cultura”, diz Gagné. “A percepção da autonomia tem um efeito positivo nos trabalhadores. No entanto, os gerentes não podem simplesmente adotar métodos norte-americanos em qualquer lugar e esperar que eles funcionem. Mesmo no Canadá, a abordagem utilizada para dar mais autonomia aos empregados precisa ser constantemente repensada na medida em que o país se torna mais multicultural. As pessoas não reagem da mesma maneira às iniciativas da gerência como no passado”.

Autonomia pode ter vários significados

A palavra autonomia pode ter definições diferentes. As organizações podem permitir que seus funcionários decidam a hora que entram e saem, que escolham como ou de onde irão trabalhar ou mesmo permitir que trabalhem em casa. Não importa como a autonomia é definida, quando as pessoas sentem que têm liberdade, os resultados são impressionantes. Benefícios potenciais incluem mais comprometimento, melhor desempenho e aumento da produtividade.

“Principalmente em trabalhos que demandam criatividade ou complexidade, a autonomia permite que os funcionários produzam melhor”, diz. “Em trabalho de rotina, a autonomia não gera muito impacto na produtividade, mas pode ainda aumentar a satisfação, que tem consequências positivas. Quando a gerência toma decisões no que diz respeito à organização, eles deveriam sempre pensar nesta questão, em como a autonomia afetará seus empregados”.

Paradoxalmente, alguns funcionários tolhem a autonomia de seus empregados ao monitorar computadores ou mesmo as ligações no ambiente de trabalho. Segundo Gagné, é por isso que quadrinhos como Dilbert são tão populares. “Eles tocam em um assunto sensível a muitos, porque são o reflexo do ambiente de trabalho de muitas pessoas”.

Faltam pesquisas sobre modelos de gestão em outras culturas

Com o local de trabalho em constante evolução e globalização, as pesquisas sobre o significado multicultural da autonomia se tornam cada vez mais importantes. Até pouco tempo, a maioria das pesquisas sobre gestão era realizada na América do Norte. Como resultado, as chefias de outros países não encontravam bases teóricas para desenvolver técnicas funcionais em seu próprio contexto cultural.

Neste sentido, Gagné está agora estudando o comportamento de liderança em vários países, incluindo China e Itália.

“Estamos tentando identificar como o comportamento da gestão afeta a motivação dos funcionários e se o mesmo comportamento em diferentes países tem o mesmo efeito. Às vezes sim. Por exemplo, em algumas culturas, os chefes pedem a opinião de subordinados, porque isso faz que pareçam vulneráveis. Neste caso, os gerentes devem buscar outra forma de estimular a autonomia entre seus empregados. Não existe uma receita simples”, conclui.
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Fonte: Concordia University em 13/07/2011.

domingo, 17 de julho de 2011

Síndrome de Asperger tem relação com o autismo, mas a condição não afasta indivíduos do convívio social.

Por Enio Rodrigo
 
Síndrome popularizada por personagens como Sheldon Cooper, do seriado The Big Bang Theory, faz parte dos transtornos do espectro do autismo e impacta a forma como o indivíduo se comunica e interage socialmente.
 
Dificuldades em conversar, interagir em ambientes sociais e ter áreas de interesse muito específicas – envolvendo comportamentos repetitivos e redundantes – pode indicar uma condição conhecida como Síndrome de Asperger, uma variação mais branda dos chamados transtornos do espectro do autismo (TEA), condição que atinge uma em cada mil crianças no mundo todo.

“O diagnóstico dos TEA é feito a partir de três áreas bastante afetadas nos indivíduos com autismo: comunicação, interação social e comportamentos repetitivos restritos. Importante salientar também que esses indivíduos têm, na grande maioria dos casos, níveis intelectuais comprometidos. E essa é a grande diferença para os chamados ‘aspergers’: eles não necessariamente têm atrasos no desenvolvimento cognitivo”, explica Julianna Di Matteo, psicóloga e pesquisadora do tema, que trabalha com o Grupo de Saúde Mental da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), ligado ao Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPq/USP).

Os indivíduos aspergers não só não têm dificuldades cognitivas, como também podem se destacar em algumas áreas do conhecimento justamente por causa da característica que acompanha os TEA, ou seja, os comportamentos repetitivos. O repertório é restrito, mas aprofundado para determinados temas.

“Quando eles têm um objeto de interesse, o foco de atenção é bastante alto nos detalhes desses objetos. Se for a matemática ou datas, por exemplo, eles acabam se tornando uma espécie de ‘experts’ nessas áreas. A mesma coisa acontece com outros objetos mais concretos, como a mecânica de um automóvel, digamos”, exemplifica a especialista.

Os aspergers também têm um maior nível de interação social do que os indivíduos com autismo. A dificuldade ainda é presente, mas apesar disso as condições para essa interação são maiores. “O que pode acontecer é eles interagirem de uma forma diferente como, por exemplo, apresentarem trejeitos físicos ou na linguagem – falar de forma prolixa ou com uma entonação diferente – que fica nítido para o interlocutor e que chama a atenção”, diz a especialista.

Q.I. acima da média?

Por causa dessa facilidade em se aprofundar em determinados temas de interesse, é comum que se associe a Síndrome de Asperger a uma maior inteligência. Não é bem assim, diz Di Matteo. O que acontece é que o desenvolvimento intelectual dos aspergers segue a mesma linha do observado nos indivíduos sem a síndrome, ou seja, há variações diversas. “Como a síndrome não está associada necessariamente a uma perda cognitiva, eles podem desenvolver inteligência mediana ou acima da média. Mas a síndrome não é uma determinante para isso.”

Essa associação a um Q.I. elevado vem, principalmente, de personagens que se tornaram notórios na vida real ou na televisão. O caso da pesquisadora Temple Grandin – conhecida no Brasil principalmente por ser a “inventora da máquina do abraço” e cuja vida virou uma série premiada em um canal pago americano, estrelada pela atriz Claire Danes – é um desses. Mas talvez o mais popular seja o personagem Sheldon Cooper, um dos astros da série The Big Bang Theory.

“Se Sheldon fosse uma pessoa real, poderíamos dizer que ele tem traços bastante indicativos de Asperger. A dificuldade dele em reconhecer sutilezas na hora de se comunicar – como expressões faciais ou então quando há sarcasmo nas frases – e a tendência de levar tudo o que se fala ‘ao pé da letra’, são características da síndrome. O foco intenso na sua área de atuação também poderia ser outro indicativo”, afirma a psicóloga.

Distância emocional

Outro lugar-comum quando o assunto é o TEA e, consequentemente, a Síndrome de Asperger, é quanto à dificuldade desses indivíduos estabelecerem laços emocionais. Mas não se deve deixar enganar. Apesar da falta de contatos nos olhos e da comunicação difícil – os assuntos normalmente giram em torno daquilo que eles gostam –, os autistas e aspergers também têm grande afeição pelas pessoas próximas. “No caso dos aspergers, eles lidam bem com o fato de ficarem sozinhos. Mas deixam claro o que sentem pelos familiares, por exemplo. Eles verbalizam essa identificação com as pessoas, mas são pragmáticos e lidam bem com as situações emocionais”, diz Di Matteo.

Por conta de tudo isso, os indivíduos com Asperger também podem – caso desejem – ter uma rotina normal, inclusive aquelas ligadas ao trabalho. “Mas eles têm certa dificuldade de lidar com a pressão – pois não são flexíveis e podem se desorganizar – e de fazer algo que não seja de sua área de interesse.

Nesses casos, uma comorbidade identificada pelos pesquisadores aqui na Avape foi o aparecimento de transtornos depressivos. Isso ainda é uma hipótese e estamos trabalhando para identificar exatamente como isso acontece. Estamos trabalhando para coletar dados que comprovem essa comorbidade e gerar pesquisas científicas na área para chegar a conclusões confiáveis”, finaliza Juliana Di Matteo.

Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br, em 20/06/2011.

sábado, 16 de julho de 2011

Dietas com menos carboidrato ajudam a diminuir gordura abdominal, confirma estudo

Uma dieta pode ter diferentes objetivos. Enquanto alguns querem perder medidas, outros querem ganhar massa muscular.
 
Se o caso é a perda de centímetros na cintura, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Alabama, aponta que reduzir a quantidade de carboidratos da dieta pode colaborar nos resultados.

1181954 21875046 300x225 Dietas com menos carboidrato ajudam a diminuir gordura abdominal, confirma estudoA gordura abdominal, que se acumula nas camadas profundas do abdome, em volta dos órgãos, oferece maiores riscos à saúde. Segundo o autora do estudo, Barbara Gower, ela é a responsável pelo diabetes tipo 2, doenças arterial coronariana e acidente vascular cerebral.

O estudo envolveu cerca de 70 homens e mulheres saudáveis, mas com sobrepeso. O grupo foi divido em dois.

Ambos receberam uma dieta de baixa caloria, sendo que um grupo recebia uma dieta padrão, com uma porcentagem maior de calorias de carboidratos (55%) e menor de calorias de gordura (27%) e o outro a dieta com uma modesta redução de carboidrato (43% e 39% respectivamente). As proteínas somavam 18% em cada dieta.

No início e final de cada etapa do estudo, os participantes eram submetidos a diversos exames, entre eles a tomografia computadorizada – exame capaz de medir de maneira precisa a quantidade de gordura abdominal.

Após a fase de manutenção do peso, os voluntários que consumiram a dieta com baixo carboidrato apresentaram 11% menos gordura abdominal do que os participantes na dieta padrão.

Durante a fase de perda de peso, ambos os grupos perderam peso. No entanto, a dieta com restrição moderada de carboidratos promoveu uma perda de 4% maior de gordura total.

“Para aqueles dispostos a perder peso, a redução modesta de carboidratos ajuda a perder gordura, ao invés de tecido magro. A redução modesta oferece uma variedade de alimentos suficiente para atender às preferências pessoais”, conclui.
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Fonte: The Endocrine Society, em 16/07/2011.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Está na hora de cuidar do fígado

Por Rita Trevisan fotos Fabio Mangabeira Ilustração Luiz Lentini

Além de degradar substâncias tóxicas, o órgão desempenha cerca de cinco mil funções vitais.

O problema é que, cultivando maus hábitos, colocamos em risco tantos benefícios

O fígado merece o crédito de órgão auxiliar do sistema digestório, já que sua atuação é fundamental para garantir a absorção de vitaminas e minerais. Além disso, é ele quem separa, no sangue, o que o corpo tem condições de aproveitar do que é lixo tóxico e, portanto, precisa ser eliminado o mais rápido possível.

Mas o status de ajudante do intestino não faz justiça à tremenda importância desse trabalhador incansável para o restante do corpo humano. "O órgão é responsável por várias outras funções, como a síntese de diversas proteínas, a produção de fatores de coagulação sanguínea e de substâncias que nos ajudam a neutralizar a ação de agentes agressores, causadores de doenças", explica o hepatologista Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Como se não bastasse, o fígado ainda conta com muitas outras atribuições. "O órgão também responde pela destruição das hemácias mais antigas, pelo armazenamento e liberação de glicose no sangue e pela produção de colesterol", complementa o hepatologista Luiz Augusto Carneiro D'Albuquerque, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas (SP).

ACERTE NO CARDÁPIO!


Verduras, legumes, frutas e cereais integrais. Além de fibras, esses alimentos trazem ao organismo vitaminas e sais minerais que são essenciais para o processo de desintoxicação que ocorre no fígado.
Confira as dicas da nutricionista Fernanda Tínel, da Santa Casa de Misericórdia (SP), para usar a dieta a seu favor. Aposte nestes alimentos:

Certas substâncias favorecem a fluidez da bile, facilitando seu transporte para fora do fígado, onde será utilizada no processo de metabolização das gorduras. São elas: colina (encontrada na lecitina de soja e no fígado), a betaína (encontrada na beterraba), a metionina (cereais integrais), a vitamina B6 (nozes, gérmen de trigo, lentilha), ácido fólico (feijão, pão integral, brócolis, tomate e espinafre), vitamina B12 (salmão e ovos).

Outros compostos facilitarão a desintoxicação realizada pelo fígado. É o caso do betacaroteno (vegetais de tonalidade amarelo/alaranjada e verdes-escuro), da vitamina C (frutas cítricas), da vitamina E (óleos de gérmen de trigo ou girassol, oleaginosas, como a castanha-dobrasil, a amêndoa e a avelã) e das vitaminas do complexo B (atum).

A despeito de cumprir religiosamente com tantos encargos, é sabido que as doenças relacionadas ao fígado se tornam frequentes. Estamos falando das hepatites B e C e das cirroses desencadeadas por abuso de álcool e pelo excesso de gorduras na alimentação. "A gordura acumulada é o que chamamos de esteatose hepática, uma doença que pode evoluir para a inflamação do órgão e para a formação de fibroses que prejudicam seu funcionamento. Essas fibroses podem se transformar em nódulos, caracterizando a cirrose. Assim, aumentam as chances de câncer de fígado", explica a hepatologista Cláudia Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP.


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O fígado filtra o sangue a uma velocidade de 1,5 litro por minuto e os nutrientes processados pelo órgão são imediatamente enviados para o coração pela veia cava inferior e, de lá, seguem viagem para o restante do corpo, para serem absorvidos onde houver necessidade. 
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/, de Julho de 2011 (ed. 99).

O fígado é um dos cinco órgãos vitais e, para dar conta de seu trabalho, interage continuamente com os demais.

1. O fígado filtra o sangue a uma velocidade de 1,5 litro por minuto e os nutrientes processados pelo órgão são imediatamente enviados para o coração pela veia cava inferior e, de lá, seguem viagem para o restante do corpo, para serem absorvidos onde houver necessidade.

2. Caberá ao fígado, ainda, reconhecer as substâncias tóxicas do sangue - como drogas, venenos, álcool - para, a seguir, catabolizá-las, isto é, quebrá-las em moléculas menores, que poderão permanecer armazenadas no próprio fígado, ou ser excretadas pelos rins, pele ou pulmões.

3. Na vesícula, a bile produzida pelo fígado é armazenada até que o intestino precise dela, para digerir as gorduras e absorver adequadamente as vitaminas A, D, E e K.

4. O fígado é o único órgão irrigado por duas fontes. os nutrientes absorvidos no estômago e intestino delgado chegam até ele pela veia porta. Pela artéria hepática, o fígado recebe oxigênio do sangue, para alimentar suas células.

Gordura acumulada

A esteatose hepática é a doença crônica mais comum entre as que atingem o fígado e estima-se que sua prevalência, no país, gire em torno de 20% a 30% da população.

O número de pacientes com esse diagnóstico vem aumentando e boa parte deles sequer desconfia dos perigos a que está exposto. "Habitualmente, as doenças hepáticas evoluem por décadas sem qualquer sintoma específico. Isso dificulta muito o diagnóstico precoce", alerta Paraná.

A longo prazo, o problema pode refletir no aparecimento de edemas, inchaços nas pernas, ou de ascite, que é a retenção de líquido no abdome. Ao mesmo tempo, o paciente que sofre de uma insuficiência hepática perderá massa muscular e gordura. "Mas esses sinais só são notados quando o órgão já está muito debilitado", diz Cláudia.

Em geral, a doença é detectada durante os exames anuais de check-up. "A gordura acumulada no fígado pode ser vista num ultrassom de abdome. No entanto, a imagem não é suficiente para apontar se já existe um processo inflamatório em curso, dado que o médico colherá por meio de um exame de sangue específico e que só poderá ser confirmado pela biópsia hepática. Mas trata-se de uma avaliação que fazemos caso a caso", explica a hepatologista Marta Deguti, coordenadora do Projeto Jovem Gastro da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

As causas da doença ainda não estão muito bem explicadas. De qualquer forma, já se sabe que há uma relação direta entre o aparecimento da esteatose e os quadros de obesidade.

"Pessoas que estão na faixa de sobrepeso ou obesas e que acumulam gordura principalmente na região do abdome estão mais propensas a sofrer de esteatose hepática. Da mesma forma, pacientes que apresentam resistência à insulina, diabetes, colesterol alto e hipertensão fazem parte do grupo de risco", alerta Marta.

A chave para manter o órgão saudável é a mudança alimentar. Evite os grandes vilões como alguns cortes de carne vermelha e a manteiga

O que você pode fazer


Felizmente, é possível minimizar as chances de debilitar o fígado. E a chave para o sucesso no tratamento é a mudança de hábitos, principalmente os alimentares. No cardápio, os grandes vilões são os alimentos ricos em gorduras saturadas, principalmente as fontes de gordura animal, como alguns cortes de carne vermelha e a manteiga. "Os carboidratos simples e os doces também precisam ser controlados", recomenda Cláudia.

No mais, é interessante controlar o consumo de medicamentos e até mesmo chás fitoterápicos, já que todas essas substâncias são metabolizadas no fígado e podem obrigá-lo a trabalhar muito além de sua capacidade. "Alguns chás, apesar de serem vendidos como produtos naturais, podem lesionar o fígado, por conterem substâncias que são tóxicas", alerta Luiz Augusto D'Albuquerque.

8 boas razões para mudar seus hábitos


1. O fígado ajuda a regular as taxas de açúcar no sangue, armazenando carboidratos na forma de glicogênio, um tipo de estoque de energia que o corpo acessa quando estivermos executando uma atividade física extenuante.

 

2. É ele quem permite a absorção de vitaminas e sais minerais, como a vitamina A, D, E e K, o ferro e o cobre.

 

3. O órgão é responsável pela degradação de substâncias tóxicas contidas no sangue, como álcool e outras drogas.

 

4. Fabrica 70% do colesterol que circula pelo nosso organismo, gordura que é fundamental para o transporte de diversas substâncias no corpo.

 

5. Produz a bile, enzima que atua no intestino e que ajuda a digerir gorduras e a absorver algumas vitaminas.

 

6. Funciona como uma reserva de sangue e ajuda o corpo a se recompor no caso de uma hemorragia severa. Na verdade, o fígado tem capacidade para armazenar 1/4 do total desse fluido que circula pelo organismo.

 

7. Participa da produção de diversas proteínas importantes, que estão relacionadas a fatores imunológicos e de coagulação sanguínea.

 

8. Destrói os glóbulos vermelhos que estão envelhecidos ou que se encontram em condições anormais.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fumar na adolescência pode aumentar os riscos de depressão mais tarde

Um estudo da Universidade do Estado da Flórida sugere que a exposição à nicotina na adolescência pode ter efeitos neurobiológicos de longo-prazo, aumentando os riscos de ter distúrbios de humor, como depressão e ansiedade, na idade adulta. Embora os testes tenham sido em ratos, os autores sugerem que os resultados poderiam ser extensivos aos humanos.

Na pesquisa, os cientistas injetaram, em ratos adolescentes, uma solução com nicotina ou com sal duas vezes por dia durante 15 dias; e submeteram os animais a situações estressantes ou desagradáveis. E os pesquisadores notaram que as mudanças comportamentais sintomáticas de depressão surgiam uma semana após o fim das injeções, e que mesmo um único dia de exposição à nicotina na adolescência poderia ter efeitos de longa duração.

Os ratos expostos à nicotina, mesmo por apenas um dia, apresentavam sintomas como inibição repetitiva, redução do consumo de recompensas e o comportamento de ficar imóvel diante de situações estressantes ao invés de tomar uma atitude de escapada. E esses sintomas indicativos de depressão tiveram um alívio quando os pesquisadores deram aos animais um antidepressivo ou mais nicotina.

“Estes dados sugerem que a exposição à nicotina na adolescência resulta em um estado emocional negativo que deixa o organismo significativamente mais vulnerável aos efeitos adversos do estresse”, concluíram os autores.

Fonte: http://boasaude.uol.com.br, em 12/07/2011.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alunos bagunceiros

Por Içami Tiba
Aluno bagunceiro em sala de aula é o que perturba o andamento da aula, prejudicando a aprendizagem - não só a própria como a dos outros colegas. Não vou listar aqui as bagunças mais comuns ou até mesmo as especiais para não estimular o leitor a ser mais um bagunceiro e nem para alimentar a turma da bagunça.  

A bagunça é contagiante. A imitação é um forte componente do aprendizado infantil e juvenil, assim como é a necessidade de pertencer a um grupo. Existe um vínculo entre os enturmados que favorece com que um imite o outro. O grupo, ou turma, reforça o comportamento de um bagunceiro por dois motivos: sensações de prazer e de pertencimento. Em geral é a de pertencimento que gera a idéia: o que um faz, todos fazem.

Geralmente um aluno faz bagunça quando se sente respaldado pelo seu grupo. Raramente quem se sente isolado, fragilizado ou rejeitado faz bagunça a não ser para ser aceito pela “turma dos bagunceiros”.   

As bagunças podem ter várias origens:
  1. A aula é muito parada, enfadonha e sonífera. A bagunça pode ser até um movimento de vida dos alunos. Raramente os alunos aprendem com este clima. Eles gostam de participação, movimentos, novidades, desafios, não perder tempo etc.;
  2. O bagunceiro quer interromper algo que não está gostando. O aluno tem dificuldades em fazer algo que não gosta, que não entende, que não vê o significado do aprendizado;
  3. O bagunceiro não tem educação relacional, não sabe se comportar em grupo, só pensa em si mesmo, sem levar em consideração os interesses alheios;
  4.  O bagunceiro não consegue ficar parado e atento às aulas por ser muito agitado, disperso, desinteressado;
  5. O bagunceiro não aceita regras, quer impor o seu modo de ser às pessoas;
  6. O bagunceiro sente-se suficientemente forte para enfrentar professores ou qualquer outra autoridade docente;
  7. O bagunceiro não tem interesse em que a aula progrida e passa a fazer tudo para atrapalhar o professor;
  8. O bagunceiro não quer estudar, vai forçado para a escola, não gosta de nenhum professor e faz questão de agredi-lo, mesmo durante as aulas;
  9. O aluno necessita ser notado e valorizado de qualquer maneira, mesmo que seja fazendo bagunças;
  10. Todo aluno quer primeiro se enturmar e já na turma quer se sobressair seja no que for, inclusive nas bagunças etc.
Uma das melhores maneiras do professor lidar com as bagunças é tomar alguma atitude que seja mais interessante para todos os alunos da sala, inclusive o bagunceiro, desde que elas (bagunças) não causem danos materiais, transgressões às regras internas e externas à sala de aula, contravenções às leis, ferimentos físicos e sofrimentos psicológicos e/ou outros constrangimentos seja a quem for, paralisias, distorções e/ou prejuízos do bom funcionamento seja do que for.

Há bagunças que não são possíveis ser resolvidas no âmbito escolar. A estas, é preciso que a escola convoque os pais ou responsáveis pelo bagunceiro para se fazer um trabalho de parceria escola-pais do bagunceiro para que ele não manipule ninguém. O bagunceiro não fala a verdade sobre as suas ações aos seus pais que geralmente nem sabem o que seu filho anda aprontando. Falo sobre esta parceria no meu mais recente livro “Pais e Educadores de Alta Performance”.

Enquanto o bagunceiro não arcar com as conseqüências provocadas pelas suas ações, ele não encontra motivos para mudar estes comportamentos.