
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Aprender segunda língua pode aumentar poder do cérebro.
em 02/05/2012.
- O tronco cerebral reagiu mais no caso de estudantes capazes de falar duas línguas, dizem pesquisadores
Aprender uma segunda língua pode aumentar o poder do cérebro, segundo
pesquisadores americanos.
Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro - uma "ginástica" mental que apura a mente.
Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório.
Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências "biológicas" para isso.
A equipe de pesquisadores monitorou as respostas do cérebro de 48 estudantes voluntários saudáveis - 23 dos quais bilíngues - a sons diferentes.
Foram usados eletrodos no couro cabeludo para traçar o padrão das ondas cerebrais.
Sob condições laboratoriais silenciosas, os dois grupos - o bilíngue e o de alunos que somente falavam inglês - responderam da mesma forma.
Mas em um contexto de conversa barulhenta, o grupo bilíngue foi muito superior em processar os sons.
Eles eram mais capazes de sintonizar informações importantes - a voz do orador - e bloquear outros ruídos que distraem - as conversas de fundo.
'Poderoso' benefício
As diferenças de resposta dos dois grupos foram visíveis no cérebro. As reações do tronco cerebral dos que falam duas línguas foram intensificadas.
De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, "a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta".
A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: "As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas".
"Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som", completou
Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores.
Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.
Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro - uma "ginástica" mental que apura a mente.
Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório.
Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências "biológicas" para isso.
A equipe de pesquisadores monitorou as respostas do cérebro de 48 estudantes voluntários saudáveis - 23 dos quais bilíngues - a sons diferentes.
Foram usados eletrodos no couro cabeludo para traçar o padrão das ondas cerebrais.
Sob condições laboratoriais silenciosas, os dois grupos - o bilíngue e o de alunos que somente falavam inglês - responderam da mesma forma.
Mas em um contexto de conversa barulhenta, o grupo bilíngue foi muito superior em processar os sons.
Eles eram mais capazes de sintonizar informações importantes - a voz do orador - e bloquear outros ruídos que distraem - as conversas de fundo.
'Poderoso' benefício
As diferenças de resposta dos dois grupos foram visíveis no cérebro. As reações do tronco cerebral dos que falam duas línguas foram intensificadas.
De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, "a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta".
A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: "As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas".
"Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som", completou
Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores.
Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Sintomas da bopolaridade podem começar na adolescência, afirma estudo
O número de adolescentes que têm experimentado manias obsessivas, uma
característica marcante do transtorno bipolar, é próximo ao número de adultos
estimados com o transtorno de humor, sugerindo que para muitas pessoas os
sintomas começam durante a adolescência, de acordo com um estudo realizado nos
EUA.
"O conhecimento tradicional tem sido de que a mania começa entre os 20 e 30
anos", afirmou Kathleen Merikangas Ries, autora principal do estudo e chefe do
setor de epidemiologia genética no Instituto Nacional de Saúde Mental.
"Acho que o importante é que as pessoas reconheçam que a mania obsessiva
ocorre em adolescentes."
A definição mais comum de distúrbio bipolar inclui ciclos alternados de
obsessão e depressão, mas um tipo de diagnóstico de transtorno bipolar envolve
apenas a mania obsessiva.
O estudo, publicado na revista Archives of General Psychiatry,
envolveu mais de 10.000 adolescentes que passaram por longas entrevistas sobre
seu humor e comportamento.
Os pesquisadores descobriram que 2,5% atendiam aos critérios de já terem
apresentado mania e depressão, e 2,2% dos adolescentes tinham experimentado os
sintomas nos últimos 12 meses.
Além disso, no ano anterior à pesquisa, 1,3% dos adolescentes tinham apenas
mania e 5,7% tinham depressão.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 2,6% dos adultos tiveram
transtorno bipolar nos últimos 12 meses.

"Eu acho que os nossos dados sugerem que o transtorno bipolar é mais comum em
adolescentes do que estudos anteriores haviam demonstrado," explicou Merikangas
à Reuters Health.
Ela disse que a razão pode ser as questões utilizadas nas entrevistas, que
foram um pouco mais amplas do que as das pesquisas anteriores, mas todos os
adolescentes que são considerados com transtorno de humor no estudo apresentaram
os critérios do manual de diagnóstico padrão de psiquiatria para o
transtorno.
"Esse estudo confirma a impressão de que o início em adolescentes faz parte
do panorama para este distúrbio, para muitos pacientes", disse Robert Finding,
diretor da divisão de psiquiatria infantil e adolescente no Centro Médico do
Hospital Universitário Case, em Cleveland, que não foi envolvido no estudo.
Especialistas disseram que os resultados do estudo não sugerem
necessariamente que a taxa de sintomas bipolares em adolescentes está subindo,
mas é mais provável que um número crescente de adolescentes que procuram
tratamento para um problema psiquiátrico estão sendo diagnosticados com
transtorno bipolar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Estudo mostra que cérebro de jogadores de futebol é bom em planejamento.
Por The New York Times em 29/04/2012.
AFP PHOTO/ADRIAN DENNIS
Lionel Messi observa movimentação do Barcelona em jogo contra o Chelsea; para
se tornar um bom jogador, é preciso ter funções executivas
potentes
Atletas musculosos raramente são inteligentes, segundo o estereótipo. Porém,
um novo estudo relata que o cérebro dos jogadores de futebol na verdade possui
excelentes funções executivas, os processos cerebrais responsáveis pelo
planejamento e pensamento abstrato. Além disso, quanto mais próximo da categoria
de elite estiver o jogador, melhores serão essas funções.
Essa habilidade se chama inteligência para o jogo e é "muito, muito
necessária para o modo como tomamos decisões", afirmou Predrag Petrovic, um dos
autores do estudo e neurologista do Instituto Karolinska, na Suécia. "É uma
forma de trabalhar com as informações rapidamente e tomar decisões sobre o
ambiente."
Petrovic e seus colegas analisam as descobertas no periódico PLoS
One.
Os pesquisadores mediram a função executiva usando um teste padronizado
chamado D-KEFS, que avalia as habilidades para solução de problemas, uso de
criatividade e estabelecimento de regras.
Jogadores de elite
As pontuações mais altas foram dos jogadores de futebol da liga de elite da
Suécia e atrás deles ficaram os jogadores de uma divisão inferior. Os avaliados
que não eram jogadores ficaram atrás dos dois grupos de jogadores. As diferenças
foram significativas, afirmou Petrovic. Os jogadores de elite ficaram entre os
2% melhores em comparação com a população em geral.
Os pesquisadores acompanharam alguns dos jogadores em duas temporadas e
descobriram que os que conseguiram as melhores pontuações nos testes faziam mais
gols e jogadas a gol.
Não está claro se os atletas adquiriram essas funções com o tempo ou se eles
as herdaram.
"Nossa hipótese é que sejam ambos", afirmou Petrovic. "O indivíduo não
consegue se tornar um bom jogador se não possuir funções executivas potentes, no
entanto sempre é possível aprimorar a função executiva pelo treinamento",
afirmou.
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Influência do Professor ajuda os estudantes a gostar de ler.
Por Carmen Guerreiro em 07/05/2012.
Pesquisa revela que professores são as figuras que mais influenciam a formação de leitores, mas os próprios docentes ainda estão no processo de aprender a gostar dos livros
Apoio ao professor leitor
Pesquisa revela que professores são as figuras que mais influenciam a formação de leitores, mas os próprios docentes ainda estão no processo de aprender a gostar dos livros
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| Professores: principais influenciadores de leitura |
Em uma sala do 7º ano do ensino fundamental na
década de 1990, a professora de português pediu que cada aluno escolhesse um
livro de seu interesse para ler. Ao final do processo, propôs exercícios
aplicáveis para qualquer obra que os alunos tivessem escolhido. Esse ritual, que
se repetiu ao longo de todo o ano letivo, é uma memória que marcou Thaís
Granato, hoje veterinária. "A liberdade foi o que me cativou. A descoberta de
diversos temas que me interessavam, justamente no início da adolescência,
incentivou o desenvolvimento da minha identidade", conta. "A possibilidade de
escolher os temas que quisesse, sem pressão, permitiu que eu tivesse uma ótima
ligação com a leitura", continua. Não por coincidência, a época foi a mesma em
que ela leu, à parte das tarefas da escola, seu primeiro livro por iniciativa
própria: História Sem Fim, de Michel Ende.
A história de Thaís dialoga com uma das conclusões da pesquisa "Retratos da
Leitura no Brasil", recém-divulgada pelo Instituto Pró-Livro e pelo Ibope
Inteligência. Uma das conclusões do estudo é que, pela primeira vez, a figura
que mais influencia os leitores (considerados pessoas que leram ao menos um
livro nos três meses precedentes ao questionário da pesquisa) são os
professores, logo acima das mães, que sempre lideraram a função.
A investigação dos motivos pelos quais essa mudança aconteceu será tema de um
próximo estudo do Instituto Pró-Livro, mas a gerente de projetos da instituição,
Zoara Failla, já faz suposições. Para ela, uma das coordenadoras da pesquisa, o
resultado se explica pelo investimento dos governos na melhoria das bibliotecas
escolares e em formação de professores como mediadores de leitura. "Espero que
estejamos conseguindo resultados nesse sentido", diz. Já Ezequiel Theodoro da
Silva, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual da Campinhas (Unicamp),
e autor do site Leituracritica.com.br, faz uma análise menos otimista. "Há um
movimento de conscientização maior dentro da classe do magistério e uma
sensibilidade melhor dos governos para a importância de ler, mas nada disso
melhorou o desempenho em leitura até agora. Todas as pesquisas mostram que os
avanços em leitura são diminutos", observa.
Para o pesquisador, se o suposto investimento fosse o motivo dessa mudança na
função do professor como incentivador, o retrato da leitura no Brasil hoje seria
completamente diferente. A própria pesquisa da Pró-livro mostra que os
brasileiros leem cada vez menos - a amostra de leitores caiu de 55% em 2007 para
50% em 2011. O dado, somado aos resultados catastróficos do Brasil no Programa
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em relação à leitura, já revela um
cenário negativo. Silva responsabiliza parte desse panorama justamente à má
formação de professores. "Um fenômeno terrível no Brasil é o enfraquecimento da
formação de professores em função da privatização das faculdades. Ainda mais na
questão da leitura, que fica debilitada porque é tratada nessas escolas em
termos de didática em geral", critica.
Transposição de
responsabilidade
O real motivo para o professor ter assumido
a função de fazer os jovens pegarem gosto por livros, ainda de acordo com o
pesquisador, é decorrente de um fenômeno preocupante. Essa transferência de
papéis viria junto com o movimento dos pais, especialmente das mães, de
trabalhar fora de casa e não ter tempo de acompanhar os estudos e incentivar a
leitura com os filhos. Com isso, a responsabilidade é repassada para a escola.
"Muitas coisas que eu aprendi com os meus pais, como escovar os dentes e me
alimentar corretamente são hoje esperadas da escola. A descoberta da pesquisa
remete a esse enfraquecimento de responsabilidades familiares e o fortalecimento
das responsabilidades da escola", afirma Silva. Ele enxerga os professores como
"super-homens" e "mulheres-maravilha", no sentido que é esperado que eles
assumam a responsabilidade da família ao mesmo tempo que não são dadas as
condições ideais de trabalho para que eles façam isso - logo, a expectativa é
sobre-humana.
Além da questão do trabalho e da falta de tempo dos pais, Zoara, do
Pró-Livro, explica que a melhora da condição econômica média do brasileiro só se
refletiu na questão de bens materiais, e não culturais. Isso quer dizer que
mesmo quem hoje faz parte da classe média não se identifica com a leitura. "Só
ganharam poder aquisitivo, mas não podemos dizer que deram um salto na questão
da leitura. E se esse é o perfil da mãe, a escola precisa suprir essa lacuna",
explica. Segundo ela, a maior parte das famílias não tem livros em casa e um
percentual grande de chefes de família só possui o ensino fundamental e/ou são
analfabetos, o que se reflete em como a criança cria seu conceito sobre o livro.
"É mais fácil a família criar esse gosto pela leitura a partir do exemplo, lendo
em casa ou presenteando com livros."
A afirmação de Zoara se baseia na conclusão da pesquisa de que 49% dos
leitores veem ou viam suas mães lendo sempre ou de vez em quando, enquanto 63%
de quem não lê relatou que nunca viram a mãe ler. Quando a mesma pergunta é
feita em relação ao pai, então, os resultados são bem piores: apenas 32% viram
seus pais lendo sempre ou eventualmente, enquanto 68% dos não leitores nunca
tiveram essa experiência. Além disso, o estudo mostra que quem ganhou livros ao
longo da vida com mais frequência tende a ser leitor. Entre os que não leem, 87%
nunca foram presenteados com um livro.
Exemplos reais
Ana Graziela
Cabral, atualmente professora particular de língua portuguesa e literatura,
enxerga seu perfil retratado pela pesquisa, bem como o dos pais e alunos com
quem tem contato. "Dentre os fatores que levam ao decréscimo do interesse dos
jovens pelos livros, pode-se destacar a falta de valorização da leitura em casa,
de forma que os filhos não encontram nos pais um espelho, transferindo para o
professor a imagem de leitor modelo", afirma. "Esses e muitos outros fatores
sociais e culturais tornam o docente o maior responsável por imprimir nos alunos
um genuíno interesse pelos livros."
Patrícia Oliveira, professora do 2º ano do ensino fundamental da E.E.
Professor Astor Vasques Lopes, de Itapetininga (SP), concorda com Ana Graziela.
Nos projetos de incentivo à leitura feitos pela escola - descritos na página 40
- ela participa da contação de histórias para os alunos, e observa como os pais
convidados para a atividade ficam, assim como os filhos, admirados com a forma
como eles trabalham os livros. "Nosso papel na sala de aula é servir de exemplo
para o aluno, porque se não demonstrarmos interesse ele também não vai querer
ler. Mas o pai também nos vê como exemplo porque se espelha em como o professor
lê", diz.
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Apoio ao professor leitor
Apesar de a família não cumprir seu papel na maioria
das vezes, a responsabilidade pelo crescimento do papel do professor como
influenciador não pode ser totalmente desvinculada da figura docente. Aos
poucos, o professor tem assumido a função de estimular a leitura conforme ele
próprio toma gosto pelos livros. "Ele não mudou seu papel, só está assumindo
mais plenamente e eficientemente sua função de mediação de leitura", aponta
Zoara. Arlete Ansbach, diretora da mesma E.E. Professor Astor Vasques Lopes,
observa essa ampliação do envolvimento docente com a leitura em sua equipe e
avalia que somente agora muitos educadores estão se tornando leitores
competentes. "A própria formação continuada hoje já exige essa competência. As
HTPCs trazem textos, indicações de livros, o que faz com que o professor seja um
leitor. Ele gostando de ler, o aluno pega gosto também", defende.
E que tipo de apoio os professores precisam na hora de assumir a
responsabilidade de incentivadores da leitura? O primeiro suporte, defende
Zoara, do Pró-Livro, é a formação inicial e continuada. Segundo ela, não só os
professores de português, mas de todas as disciplinas, precisam envolver os
livros em suas aulas, pois a leitura é fundamental na absorção do conhecimento e
hoje está desvalorizada na universidade. "É fundamental que se perceba a leitura
como uma das principais ferramentas para a aprendizagem, o que não acontece nos
cursos de formação", alerta.
Um segundo aspecto de apoio ao educador seria, dentro das escolas, melhorar o
atendimento e infraestrutura das bibliotecas. A pesquisa do Pró-Livro revela que
esse espaço só é utilizado pelos estudantes, e isso não apenas nas escolas, mas
também nas bibliotecas públicas. "A população em geral diz que esse é um lugar
para desenvolver tarefas escolares, que não é visto como instrumento de
cultura", afirma Zoara. Ela comenta que o modelo de biblioteca pública
brasileiro contribui para essa visão, porque os horários não são propícios para
quem trabalha longas horas - como muitos pais e a maioria dos professores - e
que não há bibliotecários que cativem ou que sejam mediadores de leitura, ou
seja, não interagem com quem vai ao espaço nem tentam estimular o interesse pela
leitura. No caso das bibliotecas escolares, o cenário é pior, de acordo com
Ezequiel Teodoro da Silva, da Unicamp. "São raras as que têm um bibliotecário.
Mesmo assim, há uma série de outras carências como o espaço da biblioteca e o
abastecimento pobre de livros", diz. Com esses problemas, é difícil para o
professor encontrar o suporte de que precisa para o seu trabalho.
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| Tanto as bibliotecas públicas quanto particulares só são utilizadas pelos estudantes |
Soluções para aproximar o jovem do
livro
Mesmo com as falhas na sua formação e a deficiência das
bibliotecas, a responsabilidade pela leitura passou às mãos do educador. É
possível encontrar soluções criativas para aproximar os jovens do mundo dos
livros, de forma a fazer com que eles se identifiquem e estabeleçam um paralelo
entre sua realidade e o conteúdo lido. Isso ainda não ocorre com frequência,
segundo Zoara, da Pró-Livro. "O professor ainda não é um mediador de leitura.
Ela continua sendo desenvolvida como uma tarefa, uma obrigação", observa. A
pesquisa mostra que a maior parte dos leitores brasileiros é formada por
estudantes. Ou seja: uma vez que concluem seus estudos e, por isso, não têm
leituras obrigatórias, param de ler. Segundo Zoara, repetir por todo o país a
mesma lista de "clássicos da literatura" é um "massacre, não um despertar". "O
professor, além de não ter essa competência como mediador, também não é um
leitor. Como ele não tem esse hábito, é difícil ter um grande repertório e
conhecer o que está na prateleira para poder indicar um livro adequado à
realidade dos alunos."
Para se aproximar de seus estudantes, uma dica da professora Ana Graziela é
seguir o ditado "se não pode vencê-la, junte-se a ela" em relação à tecnologia.
Isso porque o ritmo acelerado de vida em que as crianças estão inseridas está
mais em sintonia com tecnologias como o celular e a internet do que com a
tranquilidade do ritmo da leitura de um livro. "Encontro crianças e famílias que
consideram uma tortura a necessidade de encarar um livro. O maior desafio é
criar estratégias para alcançar esse público, sem que o aluno se torne menos
crítico e argumentativo. Sugiro que a literatura seja associada a outras mídias,
fazendo com que elas sejam apenas o gatilho para disparar o interesse", explica.
Para ela, isso não significa deixar de indicar um livro, e sim trabalhá-lo em
paralelo a outras mídias. Ela sugere a criação de blogs literários, a premiação
dos maiores leitores da turma e a criação de projetos de experimentação
literária, por exemplo, aliados a mídias digitais. Mesmo que o professor não
seja afeito à tecnologia, diz Zoara, sempre é possível escolher uma leitura
adequada para a faixa etária, falando sobre aquela leitura e depois
desenvolvendo trabalhos lúdicos e criativos, como dramatizações, resenhas e
games.
Uma alternativa para os docentes que buscam incentivar o gosto pelos livros,
mas não contam com o apoio da escola e têm pouco repertório e condições para
desenvolver um trabalho complexo, é se inscrever em um projeto de leitura.
Existem muitos oferecidos por ONGs, empresas e governos em todo o país. Um deles
é o grupo "Projetos de Leitura", liderado pelo escritor Laé de Souza que
gratuitamente, mediante inscrição, envia a escolas do Brasil inteiro um kit com
livros e um projeto a ser desenvolvido a partir deles, com manual do professor,
exercícios e folhas de avaliação. Hoje o movimento tem oito projetos (três deles
para escolas) e atende a 300 escolas de ensino fundamental e médio. "No final da
leitura, fazem a discussão do texto e atividades sugeridas, como adaptação para
o teatro. Cada aluno escreve um texto se baseando nas histórias e as melhores
crônicas vão para um livro que editamos todo ano", descreve Souza.
Investir na família
O projeto de uma professora
mineira envolve os pais nas atividades leitoras
Preocupada com a
falta de interesse e envolvimento de seus alunos em todas as atividades que
exigiam a capacidade leitora, a professora de língua portuguesa e literatura Ana
Graziela Cabral, que lecionava o 5º ano do ensino fundamental no Centro
Pedagógico de Educação Básica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
tomou a iniciativa de aproximar os livros de seus estudantes sem fazer disso
algo obrigatório. "Deparava-me com crianças a cada dia menos críticas, com uma
menor capacidade interpretativa e argumentativa. Optei por envolver a família no
problema, para que, longe dos muros da escola, o aluno pudesse encontrar um
referencial de um bom leitor", conta. Ela criou o projeto "Incentivo à leitura:
o livro que marcou minha vida", no qual os alunos deveriam pedir a um familiar a
indicação de uma obra que tivesse marcado a sua vida. Em sala de aula, os jovens
elaboravam entrevistas sobre aquele livro ao seu parente. O familiar deveria
então, junto ao aluno, buscar o livro em uma biblioteca ou comprá-lo, e o jovem
tinha de ler a obra. Depois disso, os estudantes faziam uma série de atividades
em sala de aula, apresentavam o livro à turma e depois no pátio − junto ao
parente − e produziam uma carta de recomendação da obra para outras turmas. "Os
resultados foram surpreendentes. Tive retorno de pais que relataram que, após a
indicação do primeiro livro, os filhos passaram a ler novas indicações de
familiares de uma forma espontânea. Há também alunos que relataram que os pais
passaram a dedicar tempo a momentos de leitura com o filho", comemora.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Formatura CAP - Técnico em Podologia 2012.
Hoje encerra mais um ciclo de estudos para as formandas de 2012 em Técnico em Podologia.
A formatura acontecerá as 20h na Churrascaria Herefords.

PARABÉNS PARA TODAS AS FORMANDAS!!

Aguardem fotos do evento, em breve!!!
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