
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Em ano olímpico, Londres pede boa disposição e fôlego
Por MARINA DELLA VALLE - ENVIADA ESPECIAL A LONDRES, em 05/04/2012.
Gruas vermelhas se destacam entre as árvores do Hyde Park. Em Leicester Square, pedestres desviam de empilhadeiras e das obras no chão. Londres recebe os últimos retoques para uma temporada agitada - e muito.
O grande evento são os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012, de 27 de julho a 12 de agosto e de 29 de agosto a 9 de setembro, respectivamente.
Com a Olimpíada vem o London 2012 Festival, de 21 de junho a 9 de setembro, com mais de mil performances, eventos e espetáculos não só em Londres, mas em outros locais do Reino Unido.
O Brasil também faz parte da programação, com três noites do festival Black2Black, com Gilberto Gil, que servirá de anfitrião para, entre outros, Edgard Scandurra, Arnaldo Antunes, Criolo, Marcelo D2 e Luiz Melodia (de 29/6 a 1º/7, em Old Billinsgate, ingressos de £ 45 a £ 120).
Suficiente? Pois o Reino Unido ainda celebra o Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth 2ª, a segunda monarca do país a alcançar 60 anos no trono. A série de eventos pelo país já começou e vai até o final do ano, mas o ponto central das celebrações - de 2 a 5 de junho, um final de semana prolongado - acontece em Londres.
Além de eventos como mais de mil embarcações navegando pelo Tâmisa e o desfile da família real em carruagens pelas ruas de Londres, o jubileu também trouxe em seu rastro novas exposições, como a dedicada à rainha Vitória no recém-reformado palácio de Kensington, e remodelações, como o espaço das joias da Coroa na torre de Londres, a atração mais famosa do local.
Portanto, quem vai a Londres deve esperar novidades - e se preparar para enfrentar longas filas, lugares esgotados e grandes multidões.
| Marina Della Valle/Folhapress | ||
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| Vista do estádio olímpico de Londres |
PARQUE OLÍMPICO
Neste ano, Londres torna-se a única cidade a abrigar os Jogos Olímpicos modernos por três vezes: as outras duas foram em 1908 e em 1948.
As competições ocorrem em diferentes pontos dentro e fora de Londres, mas é o Parque Olímpico, no leste da cidade, o centro dos acontecimentos e das atenções.
Dominado pela escultura "ArcelorMittal Orbit" -uma torre de observação de 115 metros do artista indiano britânico Anish Kapoor-, o parque não busca rivalizar com a grandiosidade das estruturas dos jogos de Pequim (2008), mas abriga construções interessantes.
Chamam a atenção o velódromo, que será transformado em um veloparque após os jogos, e o centro aquático.
Em tempos de crise econômica brava na Europa, as maiores críticas ficam por conta dos gastos de verba pública, que saltaram de £ 9,3 bilhões para £ 11 bilhões.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Desmate na mata atlântica cai 58%; restam 7,9% da área original
Por SABINE RIGHETTI - DE SÃO PAULO
Se a mata atlântica tem inimigos, boa parte deles está em Minas Gerais. Cerca de metade dos 13,3 mil hectares desmatados nesse bioma em 2011 está em terras mineiras.
Os dados são do "Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica", divulgado ontem pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O desmate total na região da mata atlântica --vegetação de florestas, de mangues e de restingas (cobertura vegetal rasteira próxima ao mar) que aparece em 17 Estados do país-- equivale a mais de 13 mil campos de futebol.
Além do destaque para Minas (com 6.339 hectares a menos), há também a Bahia (4.493 hectares).
O número total caiu 58% em relação ao levantamento de 2010, quando o desmate atingiu 31,19 mil hectares.
A queda foi mais acentuada no Sul e Sudeste do país.
São Paulo, por exemplo, teve 216 hectares a menos de cobertura vegetal em 2011 --o que é metade do desmate detectado no ano anterior.
Mas há poucos motivos para comemorar. "A maior parte do desmate em São Paulo está justamente onde fica a maior parte do que sobrou da mata atlântica, como no Vale do Ribeira", alertou Marcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica.
É lá que fica, por exemplo, Sete Barras, município recordista na redução da cobertura, com 33 hectares a menos.
"Além disso, mudanças na legislação, como o novo Código Florestal, podem acelerar o desmatamento", disse Mario Mantovani, diretor de mobilização da SOS.
Hoje, a mata atlântica conta com apenas 7,9% da sua área original. Com otimismo, ou seja, considerando resquícios isolados de mata atlântica com mais de três hectares, o número chega a 13,32%.
A ideia, de acordo com Mantovani, é acompanhar de maneira ainda mais detalhada a evolução da cobertura vegetal depois da mudança do Código Florestal, vetado só em parte por Dilma.
"Vamos ver por satélite os impactos da mudança na lei."
CINCO PIORES
Entre os cinco municípios que mais desmataram, três são de Minas Gerais. Eles compõem o que os analistas chamaram de "Triângulo do Desmatamento" (em alusão ao Triângulo Mineiro) e estão na região nordeste do Estado.
Águas Vermelhas, uma das pontas do triângulo, foi a recordista, com 1.367 hectares de vegetação cortada.
De acordo com Mantovani, um dos motivos que tem alimentado o desmate na região é a produção de carvão.
Outro problema, segundo ele, é o fato de o Estado ter retirado a proteção à chamada mata seca, uma das subdivisões da mata atlântica. Isso teria aberto a porteira para mais desmates.
O levantamento do atlas cobriu 93% da área do bioma (basicamente o que não estava coberto por nuvens).
A ideia agora é disponibilizar os dados para avaliação de governos e dos Ministérios Públicos dos Estados.
5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente.

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