quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Veja o que o Enem leva em conta na Redação.

Candidatos ainda têm dificuldade para entender tema de redação;

A correção da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é feita com base em cinco competências, que recebem notas entre zero e 200 pontos cada. O ponto fraco dos candidatos ainda é compreender a proposta da redação.

Dez apostas para a redação do Enem 2012

 
No Enem, a competência que trata da compreensão do tema da redação é a 2ª: “Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo”.

Os candidatos devem elaborar um breve parágrafo resumindo a proposta de redação onde deve ser usado como o parágrafo introdutório da redação que vai desenvolver.

A segunda competência merece ênfase, pois dela dependem todas as outras. Se o candidato fez uma belíssima dissertação sobre outro tema, que não o da proposta, ele pode tirar zero.

Veja abaixo uma “tradução” das cinco competências analisadas na redação do Enem:

1 Competência - Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita

O candidato deve demonstrar capacidade de se expressar bem, isto é, de escrever um texto claro, com poucos erros gramaticais, e de preferência sem erros que prejudiquem a compreensão daquilo que está expondo.

2 Competência - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo

O candidato deve entender o que está sendo pedido na proposta - antes de mais nada, é preciso escrever uma dissertação sobre o tema proposto. Nessa dissertação, o aluno deve mostrar que sabe como discutir o assunto, aplicando os conhecimentos que possui (de várias áreas) para conduzir a discussão.

O candidato deve mostrar que sabe usar os conhecimentos que tem para desenvolver o tema.

3 Competência - Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

Numa dissertação, basicamente, o aluno tem de apresentar o seu ponto de vista e dizer por que ele vê as coisas assim, tentando convencer o leitor de que ele, o aluno, está certo. Trocando em miúdos: se alguém chega para o pai e diz: "eu preciso de um carro", ele precisa convencer o pai da sua necessidade. Para isso, ele vai selecionar, relacionar e organizar motivos, de uma maneira que seja convincente. É o mesmo procedimento da dissertação.

4 Competência  - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Dissertar é fazer conexões, como se faz aqui: "Todo homem é mortal. João é homem. Logo, João é mortal." Trata-se de articular a primeira declaração com a segunda, de modo que a conclusão seja uma decorrência delas.

Os mecanismos linguísticos são basicamente as palavras que conectam as declarações. No exemplo dado, ela é o "logo". Note: se a gente tirar o logo e puser outra semelhante, a conexão ocorre (por exemplo, em vez de "logo", "portanto"). Mas se puser outra, aleatóriamente, a conexão não se faz: "Todo homem é mortal. João é homem. Mas, João é mortal." "Todo homem é mortal. João é homem. Nem João é mortal." Ou seja, é preciso estabelecer relações de causa e consequência entre os fatos que são expostos.

5 Competência - Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural

Trata-se de fazer propostas de solução para o problema apresentado.

Exemplo: quando se fala no problema do lixo, a reciclagem pode ser apontada como solução. Se não resolve de vez, ao menos contribui para isso. Só vale a pena fazer duas ressalvas:

1) Não seja óbvio nem genérico demais, dizendo algo como "as autoridades competentes devem tomar as devidas providências";

2) Procure não ser radical no modo de encarar a questão. O radicalismo pode facilmente incorrer no desrespeito aos valores humanos.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/, em 15/08/2012.

Reunião de Coordenadores na Diretoria de Ensino - Campinas Oeste



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ideb 2011: nota do ensino médio cai em nove Estados

A nota do ensino médio em nove Estados diminuiu de 2009 para 2011. É o que mostram os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) nesta terça-feira (14).


São eles: Acre, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Alagoas, Paraná, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul. Das três etapas avaliadas pelo Ideb, o ensino médio é a que apresenta desempenho mais tímido – mesmo atingindo as metas, a “nota” para essa etapa sobe apenas 0,1 ponto no indicador desde 2007.

Em 2009, o Ideb para o ensino médio foi de 3,6 – com acréscimo de 0,1 ponto sobre a meta. Em 2011, o resultado foi exatamente igual a projeção. Se continuar nesse ritmo, dificilmente o ensino médio conseguirá escapar da “nota vermelha” na avaliação de 2013, quando tem que crescer 0,2 pontos e chegar a 3,9.

Outros sete Estados continuaram com o mesmo resultado da última avaliação. Sendo assim, apenas onze unidades da federação tiveram crescimento na nota.

Alunos precisam chegar mais cedo ao ensino médio

“O ensino médio sofre de carências que vêm se acumulando, principalmente com a população mais pobre. A falta de um padrão mínimo de qualidade também atinge essa etapa escolar”, afirma Luiz Araújo, colaborador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Para ele, problemas de infraestrutura, formação de professores e falta de investimentos são possíveis causas do baixo desempenho no ensino médio.

Melhorar o fluxo escolar é essencial, segundo Araújo, fazendo com que os alunos cheguem mais cedo ao ensino médio. "O ensino médio tem muitos problemas de matrículas, porque muitos alunos estão presos no ensino fundamental. As pessoas não conseguem entrar no ensino médio e, quando entram, os mais pobres também não conseguem terminar essa etapa", afirmou.

Segundo ele, muitos jovens que entram atrasados no ensino médio precisam estudar no período noturno e dividir a atenção entre escola e trabalho. Esse fato acaba interferindo na qualidade do ensino e na evolução dos indicadores de desempenho, como o Ideb. “Não é possível um jovem trabalhar oito horas por dia e ter um bom desempenho escolar. O aluno precisa estar muito motivado e a escola tem que ser atrativa, para que o jovem fique por mais quatro horas nela e tenha bom desempenho”, disse Araújo.

Ensino médio regular - evolução entre 2009 e 2011

Unidade da Federação Ideb 2009 Ideb 2011 Evolução
Santa Catarina 4,1 4,3 0,2
São Paulo 3,9 4,1 0,2
Paraná 4,2 4- 0,2
Minas Gerais 3,9 3,9 0
Mato Grosso do Sul 3,8 3,8 0
Goiás 3,4 3,8 0,4
Distrito Federal 3,8 3,8 0
Rondônia 3,7 3,7 0
Ceará 3,6 3,7 0,1
Rio de Janeiro 3,3 3,7 0,4
Rio Grande do Sul 3,9 3,7- 0,2
Roraima 3,4 3,6 0,2
Tocantins 3,4 3,6 0,2
Espírito Santo 3,8 3,6- 0,2
Amazonas 3,3 3,5 0,2
Acre 3,5 3,4- 0,1
Pernambuco 3,3 3,4 0,1
Paraíba 3,4 3,3- 0,1
Mato Grosso 3,2 3,3 0,1
Piauí 3 3,2 0,2
Sergipe 3,2 3,2 0
Bahia 3,3 3,2- 0,1
Amapá 3,1 3,1 0
Maranhão 3,2 3,1- 0,1
Rio Grande do Norte 3,1 3,1 0
Alagoas 3,1 2,9- 0,2
Pará 3,1 2,8- 0,3
  • Fonte: MEC/Inep

Evolução por rede

Além da meta geral, o Ideb também apresenta metas separadas para as redes pública e privada. Nesse caso, a rede particular teve resultado abaixo do esperado, alcançando 5,7 pontos, quando a meta era 5,8. A rede pública ficou em cima da projeção de 3,4.

Evolução: Ideb do Ensino Médio

Rede Ideb 2005 Ideb 2007 Ideb 2009 Ideb 2011 Projeção 2011
Brasil - total 3,4 3,5 3,6 3,7 3,7
Brasil - estadual 3 3,2 3,4 3,4 3,3
Brasil - pública 3,1 3,2 3,4 3,4 3,4
Brasil - privada 5,6 5,6 5,6 5,7 5,8
  • Fonte: MEC/Inep

Enem por escola

Diferentemente da avaliação para os anos iniciais (1º ao 4º anos) e finais (5º ao 9º anos) do ensino fundamental, o Ideb para o ensino médio é feito de maneira amostral e, por isso, não são divulgados resultados por municípios e escolas.

Outro indicador usado para avaliar o desempenho do ensino médio é o Enem por Escola, feito com base nas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/, em 14/08/2012.

domingo, 12 de agosto de 2012

O show do Pet Shop Boys fez o Estádio Olímpico vibrar (Getty Images)

Encerramento

Cantora Marisa Monte se apresenta na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres

Stu Forster/Getty Images

Brasil conquista maior número de medalhas em sua história olímpica.

O ginasta Arthur Zanetti realiza sua apresentação de ouro em Londres em 6 de agosto …

O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Londres com 17 medalhas, sendo 3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze, o maior número de pódios do país na história, mas abaixo das cinco medalhas de ouro conquistadas em Atenas-2004.
Com o desempenho em Londres, o Brasil terminou os Jogos Olímpicos na 22ª posição no quadro de medalhas.
Os melhores resultados em número de medalhas do país até estes Jogos (15) haviam sido registrados em Atlanta-1996 (três ouros, três pratas e nove bronzes) e Pequim-2008 (três ouros, quatro pratas e oito bronzes).
No entanto, a melhor colocação do país em um quadro de medalhas olímpico, 16ª, aconteceu em Atenas-2004, graças ao número maior de ouros .
Agora o país tem quatro anos para trabalhar seus atletas e conseguir o almejado melhor desempenho em sua história olímpica dentro de casa, no Rio de Janeiro-2016.
A seguir a lista de medalhistas brasileiros em Londres-2012:
OURO:
Ginástica Artística: Arthur Zanetti - Argolas
Judô: Sarah Menezes - categoria até 48 kg
Vôlei Feminino
PRATA:
Boxe: Esquiva Falcão (categoria até 75 kg)
Futebol Masculino
Natação: Thiago Pereira - 400 metros medley
Vôlei de Praia: Alison e Emanuel
Vôlei Masculino
BRONZE:
Boxe: Adriana Araújo (categoria até 60 kg)
Yamaguchi Falcão (categoria até 81 kg)
Iatismo: Robert Scheidt e Bruno Prada - Classe Star
Judô: Felipe Kitadai - categoria até 60 kg
Mayra Aguiar - categoria até 78 kg
Rafael Silva - categoria acima de 100 kg
Natação: César Cielo - 50 metros livres
Vôlei de Praia: Juliana e Larissa
Pentatlo Moderno: Yane Marques