quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lista de livros da USP e da Unicamp vale apenas mais um ano

Se ler os livros obrigatórios da USP e da Unicamp parece uma tarefa árdua, quem vai prestar o vestibular neste ano teve a sorte de pegar a atual lista unificada em seu terceiro e último ano e, assim, teve mais tempo para se preparar.


Além de livros, faculdade particular cobra filmes e quadros

Anunciada com antecedência para permitir que os alunos leiam os livros ao longo do ensino médio, a lista vigente é a segunda que a USP e a Unicamp lançam juntas.


A próxima, que valerá para o triênio 2012-13-14, será divulgada nos próximos meses. A expectativa dos professores é que, como ocorreu da última vez, quando três livros foram trocados, boa parte das obras seja mantida.

Renato Pedrosa, coordenador da comissão que organiza a prova da Unicamp, diz que há uma preocupação de apenas incluir na lista livros de fácil acesso, preferencialmente de domínio público.

ORDEM DE LEITURA

Que os livros da lista precisam ser lidos com cuidado ninguém discute. Mas qual é a melhor ordem de leitura?

De acordo com os professores, é preciso fazer uma diferenciação: há alunos que precisam ler e os que precisam revisar. Cada grupo deve adotar uma tática diferente.

O melhor é que os alunos tenham tido oportunidade de ler os livros de forma cronológica no ensino médio. Para eles, ao fazer uma revisão das obras, a ordem de estudo pode ser sofisticada.

Cláudia Dunder, do cursinho 20 de Novembro, sugere para esses estudantes uma leitura a partir de temas, para facilitar comparações.

Assim, "Iracema", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "O Cortiço", que falam de relações amorosas, podem ser estudados em sequência. Depois, "Dom Casmurro" e "A Cidade e as Serras", que tratam do homem na sociedade. Por último, "Vidas Secas" e "Capitães da Areia", com temática social.

"Auto da Barca do Inferno", que é mais curto, pode ficar para depois de tudo. Já o livro de Vinicius de Moraes, só de poesias, deve ser lido em paralelo, durante o ano.

Já para quem precisa ler todos os nove livros em um ano, Nelson Dutra, do Objetivo, aconselha a leitura em nível gradativo de dificuldade.

Cada aluno, diz o professor, pode encontrar sua ordem ideal, mas é bom começar por "Capitães da Areia", que tem uma narrativa mais fácil e próxima do aluno.

Beatriz Celiberto, 16, está no terceiro ano do colégio Santa Amália da Saúde (zona sul de SP) e começou a ler a lista há dois anos. Ela pretende terminar os três livros que faltam no primeiro semestre deste ano. "Vou procurar resumos para relembrar os que já li", diz Beatriz, que, até agora, gostou mais de "Auto da Barca do Inferno".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br em 02/02/2011.

Em dez anos, desistência em universidades de SP dispara diz na Folha de São Paulo.

A proporção de alunos que abandonam o ensino superior em São Paulo subiu, em dez anos, de 18% para 27%, o maior patamar do período, informa a reportagem de Fábio Takahashi e Patrícia Gomes publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A constatação está presente em levantamento feito pelo pesquisador Oscar Hipólito (ex-diretor da USP-São Carlos e membro do Instituto Lobo), com base no censo do Ministério da Educação.

Em 2009, último dado divulgado, 315 mil estudantes de São Paulo abandonaram o curso. O Estado tem hoje 1,4 milhão de estudantes.

O volume de abandono cresceu na rede pública e na privada, mas nesta última a proporção foi maior.

Analistas e representantes de universidades privadas afirmam que o aumento da evasão está ligado à expansão de vagas, preenchidas por alunos carentes --faixa pouco atendida até o início dos anos 2000.

TENDÊNCIA NACIONAL

Na média nacional, a evasão ficou quase estável entre 2000 e 2009. Para os analistas, os indicadores de São Paulo apontam que a evasão no Brasil também vai crescer, já que, historicamente, os dados paulistas antecipam o que ocorrerá no restante do país.

Mata Atlântica é a quinta floresta mais ameaçada do mundo, diz ONG

A lista enumera o que a organização considera ser as dez regiões florestais mundiais que enfrentam os maiores riscos.

Segundo a ONG, a posição da Mata Atlântica na quinta colocação se justifica porque restam apenas 8% da cobertura original da floresta, que antes ocupava boa parte da costa brasileira.

A organização afirma que a floresta ''abriga 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas. Ainda assim, menos de 10% da floresta permanece de pé''.

Perigo
O relatório da Conservação Internacional diz ainda que mais de duas dúzias de espécies de vertebrados criticamente em perigo de extinção estão lutando para sobreviver na Mata Atlântica.

Entre as espécies listadas estão seis espécies de aves que habitam uma pequena faixa da floresta no Nordeste.

De acordo com a Conservação Internacional, um dos motivos para o desmatamento acentuado que a floresta vem sofrendo é a ''crescente urbanização e industrialização do Rio de Janeiro e de São Paulo''.

A floresta brasileira ficou atrás de regiões da Índia e de Mianmar que só contam com 5% de seu bioma original.

Também estão mais ameaçadas do que a Mata Atlântica uma área da Nova Zelândia que só mantém 5% de sua cobertura original; outra, situada entre a Indonésia, a Malásia e o Brunei, que só preserva 7% do que já possuiu, e outra nas Filipinas, também com 7% da cobertura original.

O relatório foi divulgado nesta quarta-feira para coincidir com o anúncio oficial pela ONU do Ano Internacional de Florestas.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc em 02/02/2011.

Tiririca quer aprender. Quem pode ensinar?

De Sylvio Costa

“Se quiser mesmo aprender, poderia analisar a disputa para a presidência do Senado. Sarney conhece todas as manhas do Congresso e do poder. Mas, como professor de política, perdeu de lavada para o adversário que supostamente derrotou”

Entender o Brasil de hoje é impossível sem entender o fenômeno Tiririca. O que, admitamos, talvez nos leve à conclusão de que compreender de verdade o nosso país é mesmo um sonho irrealizável...

Não, claro, para os que imaginam saber tudo. Esses resumem basicamente a epopeia tiririca a dois fatores. Num canto da cena, um partido espertalhão, o PR, recruta um artista popular carismático para transformar o carinho que ele inspira no povão em votos, que afinal tiveram o condão de produzir o deputado federal mais votado do país em 2010 e eleger mais três deputados da coligação. No outro canto, 1,35 milhão de eleitores descrentes na política decidem manifestar sua repulsa pelos políticos por meio do deboche, do escárnio. Já que a política não tem cura, votemos no candidato mais trash.


Parte da história está contida na explicação acima, ok. Mas ela contempla, no máximo, a estratégia do PR e as supostas motivações do eleitorado. Nem se preocupa em avaliar os propósitos de quem deveria ser o protagonista, Tiririca.

Quem é, afinal, Tiririca? Um oportunista, que se aliou a Valdemar-réu-do-mensalão Costa Neto, cacique do PR paulista, pra dar um belo up grade no orçamento e no status? Um “abestado”, como disse um leitor do Congresso em Foco? Quem sabe, um pouco de cada coisa? Em todo caso, um idiota, certo?

Taí algo difícil de acreditar, que Tiririca seja um tonto. Convém lembrar o antigo ensinamento do ex-deputado Delfim Netto (PMDB-SP). Não exatamente com estas palavras, ele disse certa vez que o Congresso tem todo tipo de gente, menos um. Otário.

Já pensou se Tiririca se sair melhor que a encomenda? É um artista, depende da imagem. Não pode entrar em qualquer roubada, mesmo operando na faixa de risco própria de sua carreira. E se ele entra numa de – no bom sentido da expressão – levar a sério esse negócio de ser deputado?

Digamos que esteja mesmo a fim de “aprender” para “ajudar o povo”, como afirmou em entrevista que deu logo após tomar posse como deputado. Tiririca, que transformou em peça de campanha o desconhecimento da atividade política (“O que faz um deputado? Não sei. Vote em mim que eu te conto”), diz contar com o apoio de outros parlamentares para conhecer os meandros do seu novo ofício. “Vamos aprender com a galera toda aí, com os veterano, com os que estão chegando agora. Vamos aprender, se Deus quiser”.

Se quiser mesmo aprender, poderia analisar a disputa para a presidência do Senado. Como era esperado, José Sarney (PMDB-AP) elegeu-se com grande facilidade. Teve o voto de 70 dos 81 senadores. Mesmo assim, não deixaram de surpreender os oito votos dados à improvisada candidatura de Randolfe Rodrigues (Psol-AP). Sarney era candidato único até a véspera. Perdeu outros três votos – dois em branco e um nulo.

Uma vitória expressiva, de qualquer maneira. Que ele celebrou com lágrimas e com referências ao enorme sacrifício que estaria fazendo ao aceitar, pela quarta vez, o “encargo” de presidir o Senado. Senado que foi nos últimos anos uma verdadeira indústria de escândalos, muitos deles envolvendo diretamente Sarney e seus apadrinhados. Que, por sua vez, prometeu transformá-lo na mais sensacional das instituições públicas graças a uma reforma administrativa muito boa de apito, mas invisível em termos de resultados.

Mais antigo parlamentar no exercício do mandato, o octogenário Sarney conhece todas as manhas do Congresso e do poder. Mas, como professor de política, perdeu de lavada para o adversário que supostamente derrotou. Porque política, com P maiúsculo, está do lado daqueles que sabem captar os sentimentos e os interesses da sociedade e contribuem para atendê-los. Nos últimos anos, Sarney foi, sem dúvida, um leal aliado do petismo. Mas um adversário frequente das forças sociais que se empenham em mudar o jeito de se fazer política no país. Ora defendendo aliados, ora defendendo a própria pele.

O discurso de Randolfe, o mais jovem senador brasileiro, com apenas 38 anos, tratou com extrema elegância daquilo que não fez parte do pronunciamento de Sarney, a “dramática e grave crise ética” que colocou – e mantém – o Senado e a opinião pública em campos muito distantes. “Esta Casa precisa dizer não aos excessos administrativos”, conclamou Randolfe, advogando ainda a revisão de contratos, a auditoria de contas e, sobretudo, um debate público sobre o Senado como é hoje e como poderia ser.

A menos que haja pressão de fora, da sociedade ou dos meios de comunicação, esse debate não acontecerá. O estreante Randolfe, porém, deixa algumas lições. Tomara que o Tiririca escute.

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/ em 02/02/2011.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os dez políticos mais ricos têm metade do patrimônio no Congresso, é mole!!


Do total de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 567 parlamentares empossados ontem, R$ 792 milhões estão em nome de apenas uma dezena de congressistas. Veja a relação dos multimilionários


A elevada concentração de renda no Brasil está explícita no novo Congresso. Metade de todo o patrimônio declarado pelos 567 congressistas empossados ontem (1º) está nas mãos de apenas dez parlamentares, ou seja, de menos de 2% dos eleitos em outubro na Câmara e no Senado. Do montante de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 513 deputados e 54 senadores, R$ 792 milhões estão em nome desse pequeno grupo de multimilionários.

Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, deputado João Lyra é o mais rico entre os recém-empossados - Mário Coelho, Edson Sardinha e Rudolfo Lago


Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Na média, cada parlamentar declarou possuir R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

OS DEZ MAIS RICOS DO CONGRESSO

Fonte:
Congresso em Foco com base na declaração patrimonial dos candidatos ao TSE

O parlamentar com maior patrimônio declarado vem do estado com pior índices de desenvolvimento humano (IDH) e uma das menores rendas per capita do país, Alagoas. De volta à Câmara após quatro anos, o deputado João Lyra (PTB-AL) tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões.

O petebista, que já foi senador, é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado, entre as quais usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos. A renda per capita gira em torno de R$ 6 mil em Alagoas, estado com um dos maiores índices de analfabetismo e mortalidade infantil do país.

O grupo dos maiores milionários do novo Congresso é formado por seis deputados e quatro senadores. Há representantes das cinco regiões do país e de dez estados. São três do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), dois do Nordeste (Alagoas e Ceará), dois do Norte (Amazonas e Rondônia) e um do Sul (Paraná). Eles são de cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. Não há nenhuma mulher entre eles.

A força do agronegócio

Depois do deputado João Lyra, o dono da maior fortuna é o senador Blairo Maggi (PR-MT). O ex-governador de Mato Grosso é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Blairo já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2005, o então governador foi “homenageado” pela ONG Greenpeace com o prêmio Motoserra de Ouro. A organização não-governamental acusou o então governador de contribuir com o desmatamento para plantar soja no estado.

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país.

Mabel e Maluf

Entre os multimilionários estão o deputado Sandro Mabel (PR-GO), dono do quinto maior patrimônio declarado, com R$ 70,9 milhões. Candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara ontem, o deputado é dono da fábrica de biscoitos e roscas Mabel.

Logo atrás dele, aparece o deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 39,4 milhões em bens. Em março do ano passado, Maluf entrou para o chamado livro vermelho da Interpol. O deputado pode ser preso se deixar o país. Ele foi denunciado por um promotor de Nova York por suposta “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado". Maluf nega a acusação. Ele conseguiu a vaga na Câmara após reverter uma condenação na Justiça em São Paulo, que havia barrado sua eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

O poder econômico dos parlamentares reflete a concentração de riqueza no Brasil, um dos países com pior índice de distribuição de renda no mundo. Embora a distância entre pobres e ricos tenha caído nos últimos anos, pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os 10% mais ricos no Brasil concentram 75% da riqueza produzida no país.

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia em 02/02/2011.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dagoberto visita podólogo no CT do São Paulo



Atacante sofre nas mãos de especialista. Ele passa por todos os procedimentos para não ficar com mal cheiro nos pés.

Campeão do ciclismo se assume gay.


Obree passou boa parte da vida sem saber como lidar com própria sexualidade.



Recordista do ciclismo mundial, o escocês Graeme Obree assumiu ser gay. Com a revelação, o atleta que dominou as pistas de corrida sobre duas rodas nos anos 90 espera deixar para trás um histórico de depressão, abuso de drogas e tentativas de suicídio.





Atualmente com 45 anos, ele deu uma entrevista ao jornal "Scottish Sun" explicando porquê demorou para sair do armário:



"Cresci pensando que é melhor você estar morto do que ser gay. Soube que eu era gay e isso era inaceitável. Nasci de uma geração da guerra - eles cresceram quando gays eram levados à cadeia. Ser homossexual era tão inaceitável que você simplesmente não era gay.



Eu não fazia ideia de nada, então simplesmente me fechei. As pessoas dizem: 'Como você pode ser gay e se casar e ter filhos, sem saber?' Mas quando eu fui à psicóloga, ela disse que eu tinha a idade emocional de um adolescente de 13 anos por ter me fechado".



Quando estava no auge da carreira, Obree foi diagnosticado com depressão, supostamente causada pela bipolaridade. O problema persistiu durante décadas.



As dificuldades em aceitar a própria homossexualidade o levaram a tentar o suicídio inalando gás tóxico.


Em outra ocasião ele tomou uma overdose de medicamentos. Já atleta de alta performance, Obree tentava escapar de seus próprios questionamentos inalando o gás usado para soldar sua bicicleta.




Fonte: http://www.uol.com.br/esportes em 01/02/2011.